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Frases de Anderson WA Delfino

20 frases

⁠⁠O Jardim das Flores Não Vistas Em um lugar distante, na floresta mais escura do mundo, fica a clareira mais clara,
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⁠⁠O Jardim das Flores Não Vistas Em um lugar distante, na floresta mais escura do mundo, fica a clareira mais clara, um refúgio perfeito onde o equilíbrio da vida se mantém em sua forma mais pura. Um paraíso intocado que evoca paz e isolamento, onde os raios de sol descem e iluminam o jardim das flores não vistas. Ali, orquídeas raras adornam as árvores; centenas de pássaros coloridos e aves migratórias mantêm seus ninhos. As sinfonias e os perfumes nunca se repetem, e é onde todas as borboletas voam. Um lugar caleidoscópico onde o tempo parece parar, santuário tanto para as criaturas únicas que ali vivem quanto para qualquer alma afortunada que o encontrar.

⁠Belo e imperfeito A verdadeira beleza não é a perfeição, É o equilíbrio perfeito entre as muitas imperfeições.
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⁠Belo e imperfeito A verdadeira beleza não é a perfeição, É o equilíbrio perfeito entre as muitas imperfeições. É a cicatriz que guarda uma história, É o riso inesperado que rompe o silêncio. É o desenho torto de uma criança, É a alma exposta em seus tons desiguais. Únicos somos todos; singulares, tão poucos. É o que escapa ao padrão, o que nunca será trivial. Nas imperfeições, vejo meu reflexo em outros, E nelas, enfim, me reconheço um igual.

⁠Visão do Bairro Pilar Sentado na escada de casa, Vendo o tempo passar,
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⁠Visão do Bairro Pilar Sentado na escada de casa, Vendo o tempo passar, Pessoas, cachorros e gatos Numa rua do bairro Pilar. Folhas secas no asfalto, Casas de um bairro carente, Requerendo reformas urgentes Que não dedicamos à gente. O choro de uma criança Na vizinha fez-se ouvir, O choro dos rostos adultos Quase nunca escuto daqui. Vasta visão de telhados, Janelas e muros riscados, A tinta descascada revela A camada de baixo mais velha. Se cada casa é uma vida, Às vezes uma grande família, Quanto choro o cimento abriga, Na maré de amianto infinita.

⁠O memorial do adeus Um memorial aos sentimentos a que nunca demos nomes, filhos negligenciados dos nossos corações. Um memorial às histórias jamais contadas e às palavras nunca ditas, às vidas não vividas, às paixões não correspondidas, aos amores perdidos, ao que nunca foi, ma…
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⁠O memorial do adeus Um memorial aos sentimentos a que nunca demos nomes, filhos negligenciados dos nossos corações. Um memorial às histórias jamais contadas e às palavras nunca ditas, às vidas não vividas, às paixões não correspondidas, aos amores perdidos, ao que nunca foi, mas poderia ter sido. Um memorial ao sangue, ao suor e à lágrima não derramados; ao silêncio, às possibilidades esquecidas. Um memorial a todas as perguntas que ficaram na garganta, ao que ficou oculto, ao que jamais ganhou forma, mas ressoou nas profundezas do desejo e da imaginação. E, finalmente, um memorial ao potencial inacabado, às narrativas não escritas, que pulsaram, por um instante, no coração de quem ousou sonhar, mas nunca realizar.

⁠Crises cotidianas Vivo a minha versão dessas tempestades de coisas. Na esquina dos milhares de caminhos,
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⁠Crises cotidianas Vivo a minha versão dessas tempestades de coisas. Na esquina dos milhares de caminhos, Então, te entendo você precisa escolher. O tempo são seus anos de vida, e o peso da escolha é imenso: escolher por onde seguir, sabendo que não adiantará olhar pra trás. Então, não olhará. Cada estrada é uma vida, e milhares de assassinatos de tantas outras vidas, as vidas não vividas, as estradas das possibilidades não escolhidas. Crise é o choque da decisão importante diante das infinitas possibilidades. Muitas estradas conduzem à felicidade através de caminhos repletos de tristezas. Destinos tristes, encontrando alegrias inesperadas. Poucos caminhos são só tristeza ou felicidade, porque assim somos nós: misturamos dor com alegria. Eu misturo, e você também. Em alguns caminhos, somos belos demônios disfarçados de homens e anjos. Em outros, somos anjos caídos entre homens e demônios. Num mundo onde não existem nem anjos, nem demônios, apenas homens. Algumas estradas são plenas, outras, fatais. Milhares de caminhos únicos, paradoxos prolixos, traçados no vasto mapa das possibilidades. Linhas que partem de você, onde seus pés estão agora, e seguem por cruzamentos e derivações, rumo ao futuro. Cada um é um universo de escolhas. Sempre há uma guinada possível, ou a opção de seguir em linha reta. A amálgama da vida, o abstrato desenho do destino. Crises querem dizer que está acontecendo muito. Tantas coisas que não temos tempo, ou energia, para ponderar cada rota. Ansiedade e estresse surgem como sinais do nosso subconsciente, percebendo a complexidade. Decisões importantes pressionam, o tempo nos desafia. Isso é crise. De algum ângulo, há algo de romântico em saber que nossa ansiedade vem de algo importante. As crises são os pontos de virada, as cenas que os diretores destacariam. Pássaro Perdido, o título do filme da sua vida. Assim também seriam os capítulos da sua biografia: sempre sobre as crises. O Rodopio da Borboleta, seria seu livro. O meu, eu não sei. Entro em crise só de pensar

⁠⁠Um cachorro chamado segredo Tenho um segredo Um cachorro chamado Segredo
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⁠⁠Um cachorro chamado segredo Tenho um segredo Um cachorro chamado Segredo Lhe dei esse nome por causa dos olhos. Sinceros, castanhos e profundos, Pareciam guardar um segredo. E com certeza guardavam. Ele me olhava e olhava, Parecia querer contar. E com certeza queria, Mas não podia. O segredo não pode falar. E um segredo nunca se pode contar. Quanta sabedoria seus olhos mostravam, Olhos grandes, lindos e brilhantes. A inocência, em essência Lembramos que não a temos, Daí, tão graciosa. O Segredo guardava um segredo, Mas não podia contar. Então, estava sempre ao meu lado, Na sua forma de compartilhar. Às vezes acho que o segredo É a forma correta de amar. Outras vezes penso que seja Como o céu alcançar. E assim vamos vivendo, Eu e meu amigo, Um cachorro chamado Segredo, Que vive correndo e latindo, E sempre que eu o abraço, Aconchego meus segredos nos dele. Nada precisa dizer, ou latir. Nada preciso saber, ou ouvir. É segredo.

⁠Só falei do tempo Não sabia que era adeus, Nem mesmo despedida,
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⁠Só falei do tempo Não sabia que era adeus, Nem mesmo despedida, Como quase nunca se sabe, O adeus nunca te avisa. Então falei só sobre o tempo, Do dia da chuva de vento. Só falei sobre o tempo, Do ocupado momento. Falei e falei do tempo, De como o tempo passa. Apontei as nuvens do tempo Da janela da sua casa. Não sabia que era adeus, Não sabia que era despedida, Então falei o de sempre Como sempre a gente fazia Falei do tempo todo o tempo, Não lembrei de me desculpar Pela caneca que quebrei E por tanto te fazer chorar. Hoje, falar do tempo dá saudade, Fantasias da minha idade. Deveríamos, sim, ser imortais, Para que nunca houvesse adeus de verdade.

⁠ As Estruturas Compartilhadas do Emaranhamento Emocional As estruturas que construímos com outras pessoas
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⁠ As Estruturas Compartilhadas do Emaranhamento Emocional As estruturas que construímos com outras pessoas são como galhos de árvores que crescem a cada interação, a cada tempo compartilhado. Quanto mais profundas ou impactantes essas interações, mais grossos e firmes os galhos se tornam, criando um emaranhado difícil de desfazer. Os galhos mais finos, frutos de relações superficiais, são simples de desenredar, quase não deixam marcas, provocam pouca ou nenhuma dor. Mas os galhos mais fortes e complexos, crescidos de conexões intensas e duradouras, se entrelaçam de tal forma que romper esses laços causa uma dor emocional profunda. Às vezes, a separação é impossível sem destruir partes do que foi construído, afetando todos os envolvidos. Anderson WA Delfino .

⁠ O eu de amanhã Hoje eu sou eu.
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⁠ O eu de amanhã Hoje eu sou eu. Amanhã, eu já não serei. Amanhã será um eu de amanhã, e a primeira coisa que ele fará será roubar o meu nome. Chamará a si mesmo de eu de hoje e me rebatizará como o eu de ontem. Vai fingir que sou eu, apagando todo vestígio da minha existência. Ele assumirá tudo o que é meu, fará o que quiser com meus planos, descartará alguns, traçará novos, aproveitará ou não as oportunidades que hoje, com cuidado, preparei. Herdará meus problemas, minhas dívidas e compromissos, e tomará suas decisões. Não poderei impedir. Eu já terei deixado de existir. Só pode haver um. Ele repetirá para si mesmo que é eterno, que sempre foi, que sempre será. Na ilusão da continuidade Esquecerá que eu existi. Esse é o destino de todos os eus de hoje: viverem por um único dia, nascerem pela manhã e adormecerem para sempre à noite. Diferente dos bebês, nascemos já sabendo, herdamos as memórias de quem fomos antes, conhecimentos, hábitos, tendências, vícios e, acima de tudo, as estruturas simbólicas do emaranhamento emocional, construídas com outras pessoas, que crescem e se entrelaçam a cada interação. E amanhã, o eu que herdará tudo isso, terá a sina de viver por um único dia. Será que ele aproveitará esse último dia? Será que eu, hoje, estou aproveitando o meu? Deixo estas palavras para você, meu eu de amanhã, de boa fé. Não peço nada em troca, somente que aproveite sua eternidade em um dia. Que nasça sábio e adormeça feliz. Do sempre seu, eu de ontem. Anderson WA Delfino

⁠⁠Rubra articulação Parece errado, Oposta afinidade,
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⁠⁠Rubra articulação Parece errado, Oposta afinidade, Masoquistas, Em cumplicidade. Não decidimos, Sequer percebemos, Atraídos, Apenas cedemos. Inflamados, Convidados, Convocados, Por força invisível, Inevitável. É bom, É Indecifrável, Indizível, Sagrado Misturado, Com pecado. Rouba o ar, Não deixa respirar, Prestes a sufocar, Com o profundo olhar. Intenso desejo, Fantasiado momento, Cativas folhas ao vento, Sentimento, Infame. Não pede licença, Só avança, Em discreta, E suave arrogância, Eu te caço, Em meio ao aço, Que levanto, Para exercitar, Onde, Ironicamente, Quero, Te levantar. Amordaço, A sua razão, A deixo vendada, Jogo-a na parede, Completamente, Dominada. Rubra, Fera ruiva, Descontrolada, Minha presa, indefesa, A ser devorada. Cai de mim, Brilhante gota, Escorre em seu lábio, Desce a face, Doce tarde, Por seu rosto, Peito e dorso, Abre a boca, Linda moça, Nosso desejo, Ácido lampejo, Da subversão, À sensação. Abro a boca Mordo sua carne, Sabor perfumado, Suor no palato, Doce, floral e amadeirado, Adoro o seu gosto, Deliciosa pele e pescoço, Roço a mão, Provocação, Arrepio nas pernas, Tremilidão, Na palpitação, O coração, Antecipando, A erupção. Espremido, Gemido, Espontâneo, Sorriso, Proibida libido, Lábio quente e macio, Vermelho úmido E escondido. E então o ato, Cárdio inato, A satisfação, Da alucinada Ação, Antes da nossa união, Na mais completa, descontrolada, apaixonada e intensa, Articulação. Anderson WA Delfino

⁠Pensei ter visto Pensei ter visto sorrir, quando entrei, Pensei ter visto virar,
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⁠Pensei ter visto Pensei ter visto sorrir, quando entrei, Pensei ter visto virar, Atento à sua secreta comunicação, Sua secreta visão e seu secreto olhar. Pensei ter visto suor na sua testa, Pensei ter te escutado suspirar, Eu vi com certeza um lábio morder, Pensei: pra me provocar. Pensei ter visto bochecha corar, Pensei ter visto semblante animar, Até pálpebra pensei ver tremer, E pelo arrepiar. Pensei ter visto falar e falar, Pensei ter visto até concordar, Tantas coisas só pensei ter visto, hoje eu sei, Em algum momento comecei a sonhar. Anderson WA Delfino

A vida é duas jornadas, porque dar mais valor a uma? Nós, humanos, vivemos duas jornadas ao longo da vida, do começo ao fim. Essas jornadas são paralelas e ocorrem simultaneamente, como assistir TV enquanto mexemos no celular, ou como ver Uma jornada é externa, onde convivemos…
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A vida é duas jornadas, porque dar mais valor a uma? Nós, humanos, vivemos duas jornadas ao longo da vida, do começo ao fim. Essas jornadas são paralelas e ocorrem simultaneamente, como assistir TV enquanto mexemos no celular, ou como ver Uma jornada é externa, onde convivemos em um mundo caótico—às vezes interessante, às vezes belo—que compartilhamos com outras pessoas. Esta jornada é repleta de regras de convivência, leis, pressão social e obrigações. Precisamos cumprir papéis, passar certas imagens, comportar-nos de determinadas maneiras, e somos obrigados a nos comunicar e interagir com os outros para conviver, viver e ter sucesso em nossos objetivos. Esta jornada não é solitária fisicamente porque dividimos o mundo com bilhões de pessoas e as circunstâncias nos forçam a interagir. Não podemos fazer tudo o que queremos, nem sempre quando queremos. As regras e leis nos limitam, mas também nos protegem dos outros. Não somos totalmente livres, nem temos total privacidade. Precisamos memorizar formas de agir e falar, atuando sempre que estamos à vista dos outros. Essa atuação, ou arquétipo, é muitas vezes cansativa e chata, e frequentemente nos leva a fazer coisas que não desejamos, mas é inteligente comportar-se dessa maneira. Ainda assim, essa jornada pode ser muito divertida quando estamos relaxados e em companhia de pessoas com quem temos intimidade, permitindo-nos ser verdadeiramente nós mesmos. A outra jornada é interna, ocorrendo dentro de nossa mente, em uma sala onde somos nossa única companhia, e com quem vamos conversando durante toda a trajetória. Essa sala: - É o único lugar onde somos verdadeiramente e totalmente livres. - É o único lugar onde temos verdadeira privacidade. - É nossa única e verdadeira fortaleza. - É nosso laboratório, biblioteca e campo de pesquisa, onde desvendamos mistérios, encontramos coisas interessantes e documentamos. Embora pareça uma jornada solitária, na verdade não é, pois sempre teremos a nossa própria companhia, se aprendermos a prestar atenção nela e a passar tempo com ela. Anderson WA Delfino

Mais um sentimento sem nome O que é essa dor que dói, sem doer em nenhum lugar?
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Mais um sentimento sem nome O que é essa dor que dói, sem doer em nenhum lugar? Essa falta de ar, enquanto respiro profundamente? Esse peso no peito, mesmo sem ninguém por cima? Essas lágrimas em torrente, sem razão aparente? Esses textos profundos, escritos em qualquer pedaço de papel? Esse bater descompassado, de um coração que nem sabe por que pulsa? Essa garganta seca, mesmo depois de tantos goles? Esse grito mudo, preso entre os dentes e a língua? Esse olhar perdido, que finge encontrar, mas só procura? Esse pensamento distante, que nunca chega, mas também não parte? Esse sorriso perdido, atravessando os dias? Esses suspiros constantes? Esse silêncio gritante? Essa ausência tão presente? Essa saudade? Essa esperança? Anderson WA Delfino