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Frase de Anderson WA Delfino

⁠⁠Rubra articulação Parece errado, Oposta afinidade, Masoquistas, Em cumplicidade. Não decidimos, Sequer percebemos, Atraídos, Apenas cedemos. Inflamados, Convidados, Convocados, Por força invisível, Inevitável. É bom, É Indecifrável, Indizível, Sagrado Misturado, Com pecado. Rouba o ar, Não deixa respirar, Prestes a sufocar, Com o profundo olhar. Intenso desejo, Fantasiado momento, Cativas folhas ao vento, Sentimento, Infame. Não pede licença, Só avança, Em discreta, E suave arrogância, Eu te caço, Em meio ao aço, Que levanto, Para exercitar, Onde, Ironicamente, Quero, Te levantar. Amordaço, A sua razão, A deixo vendada, Jogo-a na parede, Completamente, Dominada. Rubra, Fera ruiva, Descontrolada, Minha presa, indefesa, A ser devorada. Cai de mim, Brilhante gota, Escorre em seu lábio, Desce a face, Doce tarde, Por seu rosto, Peito e dorso, Abre a boca, Linda moça, Nosso desejo, Ácido lampejo, Da subversão, À sensação. Abro a boca Mordo sua carne, Sabor perfumado, Suor no palato, Doce, floral e amadeirado, Adoro o seu gosto, Deliciosa pele e pescoço, Roço a mão, Provocação, Arrepio nas pernas, Tremilidão, Na palpitação, O coração, Antecipando, A erupção. Espremido, Gemido, Espontâneo, Sorriso, Proibida libido, Lábio quente e macio, Vermelho úmido E escondido. E então o ato, Cárdio inato, A satisfação, Da alucinada Ação, Antes da nossa união, Na mais completa, descontrolada, apaixonada e intensa, Articulação. Anderson WA Delfino

Anderson WA Delfino

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Pensador.com

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Outras frases de Anderson WA Delfino

⁠Visão do Bairro Pilar Sentado na escada de casa, Vendo o tempo passar,
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⁠Visão do Bairro Pilar Sentado na escada de casa, Vendo o tempo passar, Pessoas, cachorros e gatos Numa rua do bairro Pilar. Folhas secas no asfalto, Casas de um bairro carente, Requerendo reformas urgentes Que não dedicamos à gente. O choro de uma criança Na vizinha fez-se ouvir, O choro dos rostos adultos Quase nunca escuto daqui. Vasta visão de telhados, Janelas e muros riscados, A tinta descascada revela A camada de baixo mais velha. Se cada casa é uma vida, Às vezes uma grande família, Quanto choro o cimento abriga, Na maré de amianto infinita.

⁠Belo e imperfeito A verdadeira beleza não é a perfeição, É o equilíbrio perfeito entre as muitas imperfeições.
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⁠Belo e imperfeito A verdadeira beleza não é a perfeição, É o equilíbrio perfeito entre as muitas imperfeições. É a cicatriz que guarda uma história, É o riso inesperado que rompe o silêncio. É o desenho torto de uma criança, É a alma exposta em seus tons desiguais. Únicos somos todos; singulares, tão poucos. É o que escapa ao padrão, o que nunca será trivial. Nas imperfeições, vejo meu reflexo em outros, E nelas, enfim, me reconheço um igual.

⁠⁠O Jardim das Flores Não Vistas Em um lugar distante, na floresta mais escura do mundo, fica a clareira mais clara,
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⁠⁠O Jardim das Flores Não Vistas Em um lugar distante, na floresta mais escura do mundo, fica a clareira mais clara, um refúgio perfeito onde o equilíbrio da vida se mantém em sua forma mais pura. Um paraíso intocado que evoca paz e isolamento, onde os raios de sol descem e iluminam o jardim das flores não vistas. Ali, orquídeas raras adornam as árvores; centenas de pássaros coloridos e aves migratórias mantêm seus ninhos. As sinfonias e os perfumes nunca se repetem, e é onde todas as borboletas voam. Um lugar caleidoscópico onde o tempo parece parar, santuário tanto para as criaturas únicas que ali vivem quanto para qualquer alma afortunada que o encontrar.