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Frases de anandayasmin

54 frases

⁠A Vida Não é Justa. Viva Assim Mesmo O mundo é cruel. A vida é cruel.
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⁠A Vida Não é Justa. Viva Assim Mesmo O mundo é cruel. A vida é cruel. As pessoas fazem de tudo o mais cruel possível. Mas veja o mundo — veja a vida com outros olhos. Romantize o que há de melhor, se envolva com o que te faz querer viver. E considere mortos aqueles que, um dia, te fizeram acreditar que viver não valia a pena.

Quase Máquina ⁠Às vezes você vive como um robô, e tudo bem! Era o que você queria, né? Às vezes vêm algumas crises de realidade — o que um robô não sentiria o impacto.
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Quase Máquina ⁠Às vezes você vive como um robô, e tudo bem! Era o que você queria, né? Às vezes vêm algumas crises de realidade — o que um robô não sentiria o impacto. Mas, diferente de um robô, apesar de se assemelhar com um, você é um ser humano. Mesmo que, às vezes, não queira ser. Então seus sentimentos te sufocam. Você é barulhenta, menina, mas tão silenciosa. Cale-se um pouco. Fale somente o que precisa. Ela vai te atacar. E você vai resistir. Essa briga vai te sufocar. Você vai ficando sem ar. Se resistir mais, seu corpo começará a tremer. Mas as lágrimas... Ah, as lágrimas... elas não vão cair. Quanto mais você tentar arrancá-las, mais sufocada você vai se sentir. Você não queria ser uma máquina? Não reclame.

O peso do amor não entregue Era uma vez... Uma vez, em um ano qualquer, nasceu uma menina cujo sonho era físico e distante — e o sonho do seu coração, quase impossível.
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O peso do amor não entregue Era uma vez... Uma vez, em um ano qualquer, nasceu uma menina cujo sonho era físico e distante — e o sonho do seu coração, quase impossível. Seu coração desejava, quase que desesperadamente, ser amado por alguém de verdade, pois aquele coração tinha muito amor para dar, e ele não aguentava o peso de tanto sentimento. Ele só queria distribuir. Mas o cérebro da menina não permitia. Precisava ser a pessoa certa — ou, pelo menos, alguém que não fosse superficial, como o tempo em que ela vivia. E, pelo menos até hoje, ela não teve um "felizes para sempre". Ainda não. E, sinceramente, não sei se terá. Talvez, um "feliz para sempre"... sozinha. ⁠

⁠Essa Coisa Ardente e Improvável Como é ardente. Dominante. Será paixão?
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⁠Essa Coisa Ardente e Improvável Como é ardente. Dominante. Será paixão? Tão improvável. Essas coisas não acontecem comigo. Mas, se tem algo de que tenho certeza, é que alguma coisa está acontecendo. Se é paixão, eu não sei. Minha única certeza é que não sei lidar. Está me sufocando. Deve ser paixão... Do cérebro.

⁠Se Eu Vivesse Para Sempre Acredito que existe algo poético no fim. Existe algo poético no que tem fim.
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⁠Se Eu Vivesse Para Sempre Acredito que existe algo poético no fim. Existe algo poético no que tem fim. Os momentos são valiosos — e você realmente dá valor a eles porque, um dia, não terá mais a oportunidade de vivê-los novamente. Se os momentos mais simples da vida fossem eternos — eternidade mesmo — talvez não fossem valorizados. Se você fosse viver para toda a eternidade, por que daria valor a algo tão simples, se ao longo de tantos anos reviveria esses momentos mais e mais vezes? Momentos simples e confortantes, muitas vezes, não damos o devido valor. Porque, com certeza, 60 ou 70 anos parece tempo demais. As pessoas esquecem que tudo tem um fim. Mas, quando finalmente percebem o quanto esses momentos são valiosos — se percebem — a vida se torna mais agradável. Triste deve ser para aqueles que só percebem o quanto eram felizes com as pequenas coisas depois que já não são mais capazes de viver aquela vida. Quando você percebe que não só a sua vida tem um fim, mas também os momentos, os dias, os anos — e que nunca mais vai ter a oportunidade de voltar atrás, porque já passou — você começa a fazer valer a pena. A vida vale a pena. Seus sonhos valem a pena. Os pequenos momentos começam a valer a pena. Porque sim, você viverá esses momentos para sempre — dentro do seu para sempre. Então não — se eu pudesse, não viveria para toda a eternidade. Eu tenho meu lugar agora. E um propósito.

⁠Acho que amo noites demais para estar desacordada ⁠na melhor parte das 24 horas, fechar os olhos enquanto o céu acende suas estrelas...
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⁠Acho que amo noites demais para estar desacordada ⁠na melhor parte das 24 horas, fechar os olhos enquanto o céu acende suas estrelas... Ou talvez as noites me assustam tanto que não sou capaz de descansar enquanto ela permeia. Não tenho pressa para apagar as luzes ou fechar a porta Sei que a partir do momento que eu fechar os olhos, tudo virá a tona. Por isso prefiro manter as luzes acesas, a porta aberta e os olhos atentos.

⁠Lave sua dor em um banho quente Deixe que as partículas do seu DNA escorram pelo ralo, levando com elas toda a sua culpa.
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⁠Lave sua dor em um banho quente Deixe que as partículas do seu DNA escorram pelo ralo, levando com elas toda a sua culpa. Gota a gota. Segundo a segundo. Feche os olhos. Pense em tudo não pense em nada. Permita que os pensamentos se dissolvam na água, água essa, que insiste em levar seu couro. Arranca, com fúria mansa, todos os seus sentimentos. Purifique-se. Já não há tempo, então não crie esperança se sabe que, em breve, nascerá uma decepção. Os poemas são incógnitas, e a vida é como poemas. Não a desvende, nem espie o final. Apenas sinta. Sinta cada palavra. Interprete-a naquele momento. Não deixe nenhuma letra para trás.

⁠Como Quadro que Eu Não Posso Tocar Sabe quando você vai a uma galeria de arte e vê um quadro tão lindo que você é obrigado a levar para casa, só para poder admirá-lo toda hora? Observar cada detalhe, tocá-lo, senti-lo, deixar que toda sua energia exale sobre o ambiente em que…
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⁠Como Quadro que Eu Não Posso Tocar Sabe quando você vai a uma galeria de arte e vê um quadro tão lindo que você é obrigado a levar para casa, só para poder admirá-lo toda hora? Observar cada detalhe, tocá-lo, senti-lo, deixar que toda sua energia exale sobre o ambiente em que você está. Você é como uma dessas obras de arte. Não me dói ficar longe de você, mas é tão ruim não poder olhar para você, te observar, imaginar como seria te ter. Não me dói ficar longe de você, mas me causa ansiedade. Eu conto, literalmente, os minutos para finalmente te ver.

Filha da Terra ⁠Deixe-me te sentir sob a minha pele. Encostar em você.
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Filha da Terra ⁠Deixe-me te sentir sob a minha pele. Encostar em você. Deixe que meu cabelo envolva o seu corpo. Faça da sua voz natural a mais alta que existe. Você é a mais forte que já vi, a mais pura, a mais linda. Deixe-me te entender, te fazer bem. Deixe-me te recompensar por me doar o ar que respiro antes que ele me sufoque. Eu sinto muito. Já é hora de lhe deixar. Mas sei que você terá muitos outros filhos que, com sorte — e um pouco mais de amor — cuidarão de você. Minhas reflexões sobre você me tornaram alguém mais maduro. E eu sinto muito por ter lhe perdido. Ouça-me. Perdoa-me. Eu te amo.

O Grito Que Ninguém Ouve ⁠Vivemos em constante turbulência, presos em problemas e assuntos pendentes que exigem solução.
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O Grito Que Ninguém Ouve ⁠Vivemos em constante turbulência, presos em problemas e assuntos pendentes que exigem solução. E sempre — ou melhor, quase sempre — deixamos de nos ouvir. Nossa mente clama por uma pausa, um descanso. Não importa o que estejamos fazendo, resolvendo, pensando... só precisamos parar. Desacelerar por um instante. No momento em que estiver pensando em tudo, simplesmente pense em nada — nem que seja por uma fração de segundo. Dê descanso àquele que trabalhou tanto tempo sem parar. A mente, que tem o poder de te levar à loucura — mas não levou. Mesmo quando foi você quem a levou até lá.

⁠Crescer é quase tão difícil que perder alguem. Dois extremos, um mais facil do que o outro para algumas pessoas. Viver é difícil, conviver com outra pessoas é difícil, e nosso único refúgio é estar com nossa própria companhia. Não se sente fútil, não tem que se arrepender dos…
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⁠Crescer é quase tão difícil que perder alguem. Dois extremos, um mais facil do que o outro para algumas pessoas. Viver é difícil, conviver com outra pessoas é difícil, e nosso único refúgio é estar com nossa própria companhia. Não se sente fútil, não tem que se arrepender dos seus próprios atos quando se esta com si mesmo, porque você se entende, sabe seus motivos e se perdoa. Eu sei que sou importante, nem sempre para outras pessoas, nem sempre faço diferença. Mas para mim faço diferença, as vezes queria ter uma amizade que fosse como eu sou para mim, sei me controlar, sei das sensações mais sombrias que com frequencias se manifestam na minha alma, entendo minhas razões e até mesmo minhas confusões. Nem sempre estou bem comigo mesma, mas sei que sou a melhor amiga que terei.

⁠Desligue a Humanidade Eu não quero ser humana. Quero não ter sentimentos,
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⁠Desligue a Humanidade Eu não quero ser humana. Quero não ter sentimentos, pois dói menos. Não quero sentir que tenho amor para dar, sem ter ninguém para recebê-lo. E eu não quero alguém como provavelmente alguém talvez me queira. Quero alguém de verdade. Não quero ser humana. Quero voltar a ser uma máquina, ter como maior objetivo coisas a longo prazo, não quero querer amar ninguém. E, por favor, caso eu me torne quem eu era, não coloque ninguém na minha vida. Não quero fazer ninguém sofrer como estou sofrendo agora.

Mulheres Meio Ananda ⁠Nós, mulheres meio Ananda, queremos ser sentidas, não apenas vistas.
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Mulheres Meio Ananda ⁠Nós, mulheres meio Ananda, queremos ser sentidas, não apenas vistas. Queremos alguém que decifre nossos silêncios, que ouse atravessar o mistério por trás do olhar, e encontre, ali dentro, a vastidão de um universo que pulsa. Falamos da vida — sim, falamos — mas não nos resumimos a palavras. Há em nós um canto que nem mesmo sabemos entoar. Um desejo sem nome, uma sede de viver com leveza e fúria, com beleza e verdade, tocando com os olhos, os dedos, a alma, as maravilhas que o mundo esconde. Nós, mulheres meio Ananda, aprendemos a nos amar com o mesmo cuidado que um dia esperamos receber. Nos amamos no espelho e no silêncio, nos cuidamos como se fossemos jardim — flores e espinhos, sol e sombra. Desejamos ser amadas assim: sem podas, sem medo, inteiras. Nossos sonhos — mesmo os mais banais — carregam o peso doce do coração. Somos de instantes e de eternidades. Queremos o alto de um prédio em Nova York, e também um chalé rústico, banhado pelo pôr do sol, ao lado do mar, com um cabrito chamado Tobias e um golden de olhar fiel. E ainda que não leiamos sempre, amamos a ideia de uma biblioteca — não pelas palavras, mas pela beleza quieta que ela carrega. Afinal, o que queremos, nós, mulheres meio Ananda? Queremos viver com sentido, rir com o corpo inteiro, colecionar momentos que fiquem na pele. Queremos lembrar por que estamos vivas, ser compreendidas sem precisarmos nos explicar. Queremos — apenas isso — ser felizes.

⁠Narrativas de Um Pensamento Silencioso Às vezes me imagino narrando minha vida, como uma história dramática ou inspiradora o suficiente para se tornar um filme após minha morte, e servir de inspiração para outros grandes futuros pensadores que pisarão em nosso esplêndido planet…
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⁠Narrativas de Um Pensamento Silencioso Às vezes me imagino narrando minha vida, como uma história dramática ou inspiradora o suficiente para se tornar um filme após minha morte, e servir de inspiração para outros grandes futuros pensadores que pisarão em nosso esplêndido planeta e, assim como eu, escrever algo após reflexões de um filme. Hoje vi "Tartarugas Até Lá em Baixo", um filme que eu não tive entusiasmo em ver, mas terminei mais surpreendida do que poderia imaginar. "Talvez seja uma infinidade de tartarugas, são tartarugas até lá embaixo." A nossa mente nos sabota o tempo todo. Podemos fingir ser confiantes, porém, mesmo que inconscientemente, desacreditamos de nós mesmos. Mas não pensamos que talvez nossa mente faça isso por já termos ciência de que somos capazes — somente não enxergamos isso. Sempre haverá algo para abrir nossos olhos e olhar para a vida como o mar de oportunidades que ela realmente é. A realidade é que grande parte das coisas ruins que enxergamos no mundo é porque queremos, mesmo não querendo. Mas acredite se quiser: o que abre nossos olhos é o amor. Quando presenciamos o amor, sabemos que o "tudo" não é tão ruim assim. Mas cabe a nós — e somente a nós mesmos — decidir o que realmente habita. Você pode olhar para o amor e vê-lo como um turista em meio ao mar de maldades, e pensar que já já ele irá embora. Ou olhar para os pontos negativos e ver que eles são passageiros, e o amor permeia. A vida só é ruim quando você quer que ela seja ruim.

⁠Amores urbanos Nostalgico como memórias antigas chegaria a ser um romance?
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⁠Amores urbanos Nostalgico como memórias antigas chegaria a ser um romance? Tem cheiro de café passado em coador de pano pela manhã falando em café, tem gosto intenso e ardente Soa como um romance jovem e maduro de cidade grande É paciente Acontece naturalmente É como se todos os momentos fossem efêmeros como a primeira vez, e inesquecíveis como a ultima. É sobre reflexões profundas, filososfias e conversas dispersas Sensações indescritíveis, sentimentos indefinidos Reconfortante como passeios aleatórios e dias chuvosos é como dias intensamente frios, me provoca na alma um incêndio silêncioso Nossa aura dança entre o ocaso e a noite, como sussurros da brisa gelada da madrugada Cabe a mim questionar, mas também sou humana! Sei lá, talvez seja coisa de ariana.

⁠Sim, eu desconheço a felicidade. Diante do dilúvio de sentimentos que me atingiu inesperadamente — sem ao menos ter tido tempo de aprender a nadar — a felicidade não veio entre eles. Absolutamente nada que minha mente é capaz de visualizar me leva a um ápice de felicidade.
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⁠Sim, eu desconheço a felicidade. Diante do dilúvio de sentimentos que me atingiu inesperadamente — sem ao menos ter tido tempo de aprender a nadar — a felicidade não veio entre eles. Absolutamente nada que minha mente é capaz de visualizar me leva a um ápice de felicidade. Nada deste mundo me faz sentir em casa. Em absolutamente lugar nenhum — nem mesmo na casa que dizem que posso chamar de lar. Simplesmente, não sinto que pertenço a este lugar. Porque, se um lar é onde nos sentimos felizes e confortáveis, então nada que presenciei, ou que sei que existe neste mundo, me levou a tanto. Se a minha felicidade existe… Ela não é dessa realidade.

⁠IRA Eu concordo que não controlamos o que sentimos, e que, apesar disso, controlamos nossas atitudes com base neles. Sendo assim, tenho propriedade para dizer, pois tenho um certo talento de cultivar sentimentos ruins em meu âmago — nada como inveja ou ciúmes, que são sentiment…
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⁠IRA Eu concordo que não controlamos o que sentimos, e que, apesar disso, controlamos nossas atitudes com base neles. Sendo assim, tenho propriedade para dizer, pois tenho um certo talento de cultivar sentimentos ruins em meu âmago — nada como inveja ou ciúmes, que são sentimentos relacionados a meros humanos — mas sim, sentimentos como tristeza, decepção e, principalmente, raiva. Eu não os controlo, nem quando se protagonizam nem sua intensidade, pois, se eu os controlasse, iria preferir a felicidade, apesar de eu desconhecê-la. Absolutamente ninguém olha para mim e é capaz de imaginar quão lúgubre sou por dentro, pois, apesar da minha ira constante e incontrolável em termos de intensidade, eu controlo meu exterior. Sou, e unicamente, a única pessoa capaz de controlar meu corpo, que é meu templo, e minhas nuances. Principalmente por respeito a mim mesma, nunca sequer demonstrei um pouco do que sinto, pois, ao espalhar ódio em um mundo tão errado já pelas pessoas que vivem nele, me sentiria como uma traidora. E essa decepção, que já existe em mim sobre mim mesma, seria ainda maior. Mas o problema de prender um sentimento assim é que, a cada vez que você precisa se conter, se controlar, ele cresce mais. Me contive tantas vezes que mal posso imaginar a dimensão da intensidade deles hoje.

⁠⁠Humana novamente "Ela o olhava com olhos apaixonados, transcendiam um brilho sibilino, olhos que imploravam para ser desvendados. Mas ele a olhava com desejo — desejo aquele que era evanescente.
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⁠⁠Humana novamente "Ela o olhava com olhos apaixonados, transcendiam um brilho sibilino, olhos que imploravam para ser desvendados. Mas ele a olhava com desejo — desejo aquele que era evanescente. Oniricamente, algo a revelou, que em desvaneio ela permeou. De olhos alheios ela necessitaria para catarticar-se. Assim ela fez: abriu mão de seus olhos apaixonadamente sublimes e o olhou. Entretanto, não se surpreendeu — apenas se decepcionou. Mas como poderia se decepcionar se expectativas diante do que ela verbalizava, não criou? Ele era indelével, mas isso não a impediu de o odiar por uma fração de segundo. Como era onusto explicitamente sua raiva, o que só provava, a quem assistia a situação, quão inefável era sua paixão. Pois apesar de sua raiva, era inelutável, e ela sabia. Não lhe sobrou alternativa, somente a aceitação da situação. E estava tudo bem. Porque, apesar desse cisalhamento e de sua incorrespondência, ele fez — mesmo que inconscientemente — olhos desidratados e taciturnos dizerem algo e, em seu âmago, sentirem. Ela sabia que era efêmero, mas era grata pela explosão de sentimentos que ele causou. Era muito bom ser humana novamente."

⁠Doce e alcoólatra como vinho. Nesse cenário, asfalto molhado, noite fria.
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⁠Doce e alcoólatra como vinho. Nesse cenário, asfalto molhado, noite fria. Luzes acesas, prédios altos. A cidade cheira a cigarros e vícios. Essa fumaça exala promessas falsas e cá estamos nós, em meio a palavras explícitas e situações formais. Me disse que sou diferente, apesar de nossa diferença de idade. Esse é um mundo de artistas, nós somos artistas consequentes. Falando em arte, seja minha musa? A última não valorizou os traços que nela realcei. Percorreria seu corpo a lápis ou pincel, te deixo escolher. Só promete sussurrar a sua resposta, não como promessas falsas que nos têm. Sussurra. Minha mente tá barulhenta demais, mas eu juro que, se for você, eu vou conseguir escutar.

⁠Ela não tinha coração, apenas um vácuo, como um espectro inexorável. Ígneamente abissal, ele surgiu lhe provando sua humanidade.
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⁠Ela não tinha coração, apenas um vácuo, como um espectro inexorável. Ígneamente abissal, ele surgiu lhe provando sua humanidade. Com desvelo, a fez colocar a mão sobre o seu peito e sentir as batidas de seu coração, aquele que habitava seu âmago de forma silente. Com um vaticínio, a fez acreditar, e sentir, que a cada batida soava um eflúvio poético, cheio de sentimentos; junto ao coração dele, se fazia uma melodia de fogo, ardente, sedenta, fatal. Era visceral a sintonia dos dois. Era indelével aquele momento, jamais algo a faria o esquecer. Jamais ela imaginaria que aquele sentimento sibilante evoluiria para um sibilo ensurdecedor. Ele a hipnotizou, sem nem mesmo perceber, a fez acreditar na perenidade, no sentimento eterno, na química permanente, na felicidade. Ao se encostarem, a luz que crescia, transcenderia qualquer sublime camada que o universo pudesse colocar. Ela não podia procurá-lo, tocá-lo. Mesmo com o sentimento em crisálida, ela não sabia traduzi-lo em palavras. Então ela o observava. Mesmo antes de qualquer despertar no seu interior, ela observava, ansiando sentir as energias que em sua volta permaneciam, já que não era capaz de desfrutar de um sentimento próprio. Ela o enxergava, o via, muito além do que era capaz de se alcançar fisicamente. Ela enxergava sua alma, sentia que era capaz de ver sua luz e sua sombra, sua energia. Bom, ela não esperava nada, só queria desfrutar da humanidade que ele despertou nela. Nenhuma utopia. Parecia maravilhas. Mas um tormento estava por vir. A humanidade, sentir, não é só felicidade, paixão, amor — era tristeza, decepção, raiva, ódio também. Seus sentimentos transbordaram à beira de seu abismo emocional. Sua impulsividade lhe privou de observá-lo. Apesar de seus erros, ele teve sua parcela de culpa. Ela jamais imaginaria que a perenidade de sua paixão e felicidade, que ele a prometeu de forma tácita, seria perecível após um repentino exílio. A epifania de que ele era muito mais do que ela imaginava. Ele era mais do que sua paixão lhe permitia enxergar. Ardiloso, encheu seu coração de névoas. O mesmo coração que antes ele deu cor, ele o dilacerou. E, como anátema, ele permeou.