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Frase de anandayasmin

⁠Narrativas de Um Pensamento Silencioso Às vezes me imagino narrando minha vida, como uma história dramática ou inspiradora o suficiente para se tornar um filme após minha morte, e servir de inspiração para outros grandes futuros pensadores que pisarão em nosso esplêndido planeta e, assim como eu, escrever algo após reflexões de um filme. Hoje vi "Tartarugas Até Lá em Baixo", um filme que eu não tive entusiasmo em ver, mas terminei mais surpreendida do que poderia imaginar. "Talvez seja uma infinidade de tartarugas, são tartarugas até lá embaixo." A nossa mente nos sabota o tempo todo. Podemos fingir ser confiantes, porém, mesmo que inconscientemente, desacreditamos de nós mesmos. Mas não pensamos que talvez nossa mente faça isso por já termos ciência de que somos capazes — somente não enxergamos isso. Sempre haverá algo para abrir nossos olhos e olhar para a vida como o mar de oportunidades que ela realmente é. A realidade é que grande parte das coisas ruins que enxergamos no mundo é porque queremos, mesmo não querendo. Mas acredite se quiser: o que abre nossos olhos é o amor. Quando presenciamos o amor, sabemos que o "tudo" não é tão ruim assim. Mas cabe a nós — e somente a nós mesmos — decidir o que realmente habita. Você pode olhar para o amor e vê-lo como um turista em meio ao mar de maldades, e pensar que já já ele irá embora. Ou olhar para os pontos negativos e ver que eles são passageiros, e o amor permeia. A vida só é ruim quando você quer que ela seja ruim.

anandayasmin

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Pensador.com

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⁠Todas as lágrimas que, por longos três anos, guardei, vêm à tona agora — de uma vez só. Receio que nem todos os lugares tenham um banheiro onde eu possa chorar escondida. Foram tantos meses engolindo o choro que, a qualquer momento, um gatilho vindo do fundo do meu ser pode me d…
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⁠Todas as lágrimas que, por longos três anos, guardei, vêm à tona agora — de uma vez só. Receio que nem todos os lugares tenham um banheiro onde eu possa chorar escondida. Foram tantos meses engolindo o choro que, a qualquer momento, um gatilho vindo do fundo do meu ser pode me desabar de dentro para fora. Sei que, daqui a alguns anos, vou olhar para trás e pensar que meu sofrimento foi prematuro, que ainda dava tempo. Mas eu não quero chegar até lá para viver o que acabei de narrar. Quero olhar para trás e perceber que sofrer foi necessário para crescer. Que a frustração com a realidade me moveu, de verdade. Quero, com todo o meu ser, olhar para trás e ter orgulho de mim — por ter ficado, e por ter escolhido seguir.

⁠Sonhar cansa. No auge dos dezoito anos, sonhando com a mesma coisa, já não restam esperanças de que um dia se torne realidade. Sentir-se inútil, velha demais para tentar — ainda que, no fundo, seja apenas uma distorção. Entretanto, a pressão despenca sobre você como um navio de…
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⁠Sonhar cansa. No auge dos dezoito anos, sonhando com a mesma coisa, já não restam esperanças de que um dia se torne realidade. Sentir-se inútil, velha demais para tentar — ainda que, no fundo, seja apenas uma distorção. Entretanto, a pressão despenca sobre você como um navio de toneladas, de uma vez só. Uma implosão debaixo d’água. Tudo irrita: as pessoas privilegiadamente ingênuas, moldadas por criações brandas e seguras, que subestimam seus problemas, seus sentimentos. E como dói… a cabeça, os olhos, a barriga, o coração, o apêndice, as costas, os nervos, as pernas, a respiração. Dói existir.

⁠São tantas palavras que cuspo da minha mente na esperança de aliviar meu pensamento, mas na mesma velocidade que limpo, tudo já se suja. Palavras me salvam, me contagiam, e o conjunto delas se forma num sentimento que arranquei de mim. Sim, arranquei. Porque dói.
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⁠São tantas palavras que cuspo da minha mente na esperança de aliviar meu pensamento, mas na mesma velocidade que limpo, tudo já se suja. Palavras me salvam, me contagiam, e o conjunto delas se forma num sentimento que arranquei de mim. Sim, arranquei. Porque dói. Tudo dói, e nessa distância da minha sobriedade já perdi o caminho de volta. Existe uma faísca de esperança de ser tão boa quanto já fui um dia, mas algo me diz pra olhar para frente e não para trás. Porém, o futuro é escuro. Preciso chegar até ele, acender uma luz para descobrir o que ele esconde. Mas isso não parece conveniente para mim. Temo me tornar alguém pior, ou ficar pior, e ao invés de subir, só descer — andando para frente. Mas e se eu não andar? Nunca fui de me arriscar, porque na mesma possibilidade de dar certo, pode dar errado. Eu sou forte, mas não sei se o peso que a minha mente irá me colocar caso eu saia da linha será algo que posso aguentar. Existe a possibilidade de ser um novo PR que irei bater, ou talvez o peso me esmague de uma vez, e acabe com o sofrimento de vez. Possibilidades, riscos, e se...

⁠"Pra pelo menos ter esperança de que eu possa ter um futuro bom e feliz. Mas é imprevisível, e essa minha curiosidade, ansiedade pelo futuro vai acabar me tirando ele. Eu espero um dia virar uma página em livros filosóficos, mas não saberei se isso vai ser possível se eu não fi…
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⁠"Pra pelo menos ter esperança de que eu possa ter um futuro bom e feliz. Mas é imprevisível, e essa minha curiosidade, ansiedade pelo futuro vai acabar me tirando ele. Eu espero um dia virar uma página em livros filosóficos, mas não saberei se isso vai ser possível se eu não ficar aqui para descobrir."