LITURGIA DA CASA
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Pinturas, que falam mais que as paredes
pisos que levam a caminhos ligeiros
um dia que chega e outro que vai
sentimos demais, o que foi já não é.
enterramos nos quadros a doce espera
o que era é vida
Os muro, tornou-se efeites.
Liturgias de breves histórias
§
MANHÃS
Todas manhãs, em mim
origina-se, um pensamento
— o viajante iluminado —
entre o recanto dos ventos
uma nova aventura, uma nova esperança
Hoje, porém ele procura,
andar pelo caminho de sempre
§
Tua presença me rege,
me desperta
& me faz ouvir
entre os passos mansamente
Em tuas manhãs servir.
§
Minha casa, é uma forma de poema
Os pisos são simples, as paredes simples a quem olhar
Um dia de vida, aqui é história
Vejo as ondas do ordinário
As manhãs nas janelas trêmulas
Sentimos que o ano passou!
O que é a vida?
Naturalmente, os muros maiores que as janelas,
Mas a luz que vem do alto,
a todos podem alcançar.
§
Quando eu morri dentro de mim, eu pensei:
O que guarda dentro desse coração?
Onde estará minhas lembranças daqui à frente?
Será que é cedo a imagem do Jardim?
Sentirei cheiro de perfume?
Ou apenas um silêncio poético me espera?
(...)
E quando a morte for de carne, o que farei?
Haverá sentimentos e pensamentos,
Este dia é como um eco dentro de nós?
Passei a vida buscando significados,
Pragmatismo e alegorias ao desconhecido,
E todos chegaram a um destino de estação.
Passemos as margens do rio.
....
CIÊNCIA
Os grades filósofos desvendaram,
dos olhares humanos literários,
A escola jônica, pitagórica e de Eleia
das origens à natureza,
nem artistas e nem sábios,
homens que serviram,
nomes que inspiraram.
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Torvic In: aprendiz de Revezz: "The human Hand".
A luz que faz o nascer, numa voz de canto
Numa voz de espanto, ao desconhecido
Um caixão nos espera, ou uma coroa, acorda!
Meus versos estão dormindo, acorda!
(...)
Esse sono inibe a beleza que está lá fora,
Agora, a luz desta manhã é oferta de gratidão
Em vestidos novos, se despiu para o mundo
Azul-celeste, brilhaste a este céu
(...)
Caminhante! Eis o caminho e a viagem!
Abra os olhos, veja as alas dos ventos
Fujam das cobiças dos homens
Torna o teu nome, uma casa de paz
(...)
Para aonde levará esse teu caminho?
O que dirá a teu favor a sua linguagem?
A casa vernacular é uma cova fecunda
Cada homem, espalha-se em sua eira
(...)
Sozinho em lama, resta-lhe o silêncio;
Em terras profundas deságua,
Acorda! É tardia as histórias
Sobre ti, há um rio de memórias
(...)
Ei o tempo perdido, recupere-o de logo
Nutre a aurora que espalhastes
Apreende o caminho ao caminhar
Não volte! Nunca mais a está aqui
Ande! Avance! Acorde.
§
in: TORVIC, Allam. O viajante iluminado. São Paulo: 2023
Em uma tarde eu vi
uma árvore a chorar!
conversando com as sombras,
dizia-lhe: uma frase de adeus!
Que brisa é essa?
perguntou o viajante,
com visões de por de sol,
e janelas com luar
Nao chore, sra. árvore!
veja a beleza do por do sol
-- Guarde suas palavras de sentimentalismo
o que resta é a dor
deixei-me, escurecer pelo amor
e como flor mucha e seca
hoje faço um silencio de adeus,
Adeus!
Ofereço-vos,
essa ingênua esperança,
em teu momento de desespero,
até que se aparte o medo
e haja um coração resoluto
e volte um profundo fruto
ainda haverá esperança
na morte de tudo
§
AS FASES DA ÁRVORE.
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Na árvore vejo apenas
palavras, cultivo e raízes
Quem saiu a semear?
Quem pôs nelas palavras?
A semente fortaleceu seus pés
com seu silêncio se expandiu
Orgânica, ela dança, o vento, ensaiou e lhe chama
um convite para dançar
O tempo é uma cena extensa
e poucos ouvem o seu ser
🍁
Em suas folhas carregam estrelas
Nela, há infância, olhares, histórias e ciclos
Quem semeará a boa semente?
Quem ouvirá o que ela tem a dizer?
Espalhou suas folhas, lançou seus frutos ao caminho!
🍁
Contemple as Palavras, a chuva na estrada!
Todas imagens também são linguagens
da arte feita ao chão
é prova que o instante, insiste, em querer ser efêmero
no universo da semente, toda árvore é construção
Singularidades e possibilidades
semeadas em toda plantação
ajusta-se, em ver lentamente
age com coração tranquilo em paz
a árvore não tem velhice, ela dança em passos passados
sábio é aquele que as ouve e faz
🍁
Tantos elementos da natureza
A árvore em comunicável véu
molda-lhe, inteira, à prosa, à rosa e a árvore
são roupas do céu