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Frases de Aldo Teixeira

167 frases

O apocalipse está próximo! O fim do mundo está tão próximo como nossos cílios. O fim do meu mundo, do meu mundo, meu...
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O apocalipse está próximo! O fim do mundo está tão próximo como nossos cílios. O fim do meu mundo, do meu mundo, meu... Tão meu e tão seu, sem que você soubesse. O fim está próximo. Mais um final de semana e BUM! Minha falta de otimismo é a dinamite principal. Espalhará estilhaços de ilusões por todo espaço que restar. Não quero de novo ter juntar caquinho por caquinho, Fingir estar tudo bem, pra todos de bem que me orbitam. Não tá nada bem. Eu nem sei o que fazer, acho que tenho ser mais de palavra... De uma palavra só como diriam os antigos. Não vou mais amar ninguém. Ou melhor, gostaria de não amar assim. Ser amado é um segredo gigante, mas ninguém nunca me contou.

Eu não imaginava que brotasse assim do nada, Um alguém que me fizesse não dormir na madrugada. Que reservasse, sem querer, muitos minutos do meu dia.
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Eu não imaginava que brotasse assim do nada, Um alguém que me fizesse não dormir na madrugada. Que reservasse, sem querer, muitos minutos do meu dia. Que só de me olhar me causa disritmia Que reservasse sem querer muitos dos meus pensamentos Não cheguei imaginar alguém pra balançar meus sentimentos. Cada segundo que passa eu imagino Como seria de nós dois se dividíssemos o mesmo destino? Se eu pudesse ao menos te contar Que esse amor recém nascido Não vou conseguir guardar Que já perdi noite de sono a imaginar Cada segundo já perdido pra poder me declarar. Eu crio mundos ilusórios de um amor intenso, Voltei a escrever sem forçar meus sentimentos. Meu coração já vai de acordo com o vento, Sem vela mas chego ao porto a qualquer momento. Queria ao menos que você soubesse Que tento esconder mas ele não obedece. Quando te vê dança em sons, não sei o que acontece. Baila sozinho na esperança da dança padece. Quando te ver não me segurar, Vou olhar nos seus olhos e te contar Pois não consigo, já é maior que eu E esse amor já é gigante desde o dia que nasceu.

Já faz algum tempo, Distraído que só, Perdi o sentido da vida.
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Já faz algum tempo, Distraído que só, Perdi o sentido da vida. De tão leve talvez se foi com o vento, Ou talvez se decompôs e virou pó, E parou no livro de histórias envelhecidas. Hoje não faz sentido procurar. Já corri, já li, voei e sonhei, Tentei, só eu sei o que fiz, e porque fiz. Já quis a morte, já briguei com a sorte, Perdi o norte, tive que ser forte. Fracassei, chorei, passei por maus bocados, Dias pesados que minhas estruturas tremiam, Meus pensamentos temiam, minhas esculturas lhes contavam. Mas ninguém lia, ninguém ia me ler. Um ser tão estranho, que não sabe querer, Com alguém vai querer entender? Deu vontade de me tornar um desertor Fugir dessa guerra e me poupar da dor. Sair, fugir desse invisível inferno. Dai foi que percebi que o conflito era interno. E que os enfermos eram de minha autoria, Que se eu plantasse destreza não colheria harmonia. O triste disso tudo, É saber que ao amanhecer, Pode ser que, tudo esteja revirado. E a guerra dos meus eu's incomodados Queiram aparecer, dai já viu, A mente vai a mil por hora E parece que vai ser agora. Deixa me ir antes que o discurso mude.

Não adianta apenas um remar. Quando o vento é a favor, é fácil, só levantar a vela e deixar fluir, porém nos dias sem vento, é necessário esforço. Mas não só da metade da tripulação. Como diria aquele antigo bordão, uma andorinha voando sozinha não faz verão. Estou em profundo d…
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Não adianta apenas um remar. Quando o vento é a favor, é fácil, só levantar a vela e deixar fluir, porém nos dias sem vento, é necessário esforço. Mas não só da metade da tripulação. Como diria aquele antigo bordão, uma andorinha voando sozinha não faz verão. Estou em profundo desgaste por conta do meu orgulho, pois não quero te chamar pra conversar agora. Não que não queira falar contigo, muito pelo contrário, mas é que você não quer falar comigo. Você até diz que quer, porém, não. Não se empolga. E isso magoa de uma forma que não sei explicar. É talvez, semelhante ao fracasso, ou impotência (no bom uso da palavra), como se eu fosse insuficiente, se eu não satisfizesse suas expectativas. Sinto que meus remar nesse mar de assunto parado é em vão. Que pra você é indiferente, se estou remando ou não. Eu me privei de relacionamentos por anos, tudo pois temia que um dia, me entregasse por completo, e não recebesse o mesmo de retorno. Hoje temo que você não se entregue assim, assim como eu me lancei. Pois, relacionamento, assim como você mesmo diz, não satisfazem apenas de amor. É necessário uma série de entregas. Sinceramente, eu te amo como nunca amei ninguém. Não são apenas palavras, aqui descrevo, meus mais sinceros sentimentos. Porém, você vê minha preocupação, meu medo de te perder como sendo uma bobagem, uma frescura talvez. Mas queria, juro que queria, que você sentisse na pele, o que eu sinto, assim me entenderia perfeitamente.

Independência ou morte! Ou sorte, se eu tiver direito. Dói no peito, de um jeito que não tem tamanho.
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Independência ou morte! Ou sorte, se eu tiver direito. Dói no peito, de um jeito que não tem tamanho. Sei que sou apenas um diante do rebanho, Mas preciso ser, antes de qualquer coisa! Se não tem lugar pra mim, Enfim, deixo meu adeus. Aos meus amores, flores! Cores de despedida, não da vida. Mas devidas! Hoje já nem tenho forças mais. Estou correndo pra ser isso, E isso não é ser! Desprazer gigante, boiadeiro sem boi. Errante e errôneo!

Amante das noites e casado com a sorte, Noivo da vida e viúvo da morte! Campo magnético não interfere meu norte!
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Amante das noites e casado com a sorte, Noivo da vida e viúvo da morte! Campo magnético não interfere meu norte! Dinheiro não faz de você um homem mais forte. Carimbador Raul liberou meu passaporte. Mas desde que eu não tenha armas em porte. E que eu me banhe nas termas E tem mais. Quando eu pisar na lua não posso olhar pra trás. Cronos me espera, pacientemente, Diz que está doente, com pedra no rim, aparentemente. Quando se expelir, não fique ninguém na frente. Ele tomará para si o que nunca foi da gente. Ai vocês verão o Deus onipotente! Quando eu atingir a velocidade da luz, Nessa idade, já não saberei quem me conduz, Talvez precisarei de operação de redução de massa no SUS Ou quem sabe já tenha assistido o filme de Jesus. Nem um encéfalo expandido ao seu tamanho se reduz. Velocidade de raciocínio se faz jus, Quando você descobre o que ou quem é Deus! Meu retorno não está marcado, Tenho data de partida e um quarto reservado. Cometa Halley, amanhã eu parto! Culminante feito um infarto. Retorno por volta do tempo errado. Não existirá o antigo planeta azul Ele será prateado. Se tiver sorte e tempo será clonado. Mas se tudo der errado, Sobrevoarei feito gaivotas O lugar que um dia foi habitado.

No princípio era o verbo, pra ser mais preciso: o Amar Corria em mim as caretas do caretas quando iam brincar. Posso afirmar, com toda certeza,
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No princípio era o verbo, pra ser mais preciso: o Amar Corria em mim as caretas do caretas quando iam brincar. Posso afirmar, com toda certeza, Que estava no laço, no nó, Entre o menino e a avó. Fui no desejo de ingressar na escola. A escola no início, como eu era presente! Cada professora fantástica com uma aura Diferente, com a fé do docente, diariamente. Em 10 de maio de algum ano do pré Fui ao encontro com Tia Regina Maura. Um jogo de canetinha de presente! Fui com você pra casa a pé. Depois fui o futebol de campinho, Como não se encantar com os dribles do Ronaldinho, Até posso dizer que foi eu que fiz. Fui com você no treinos da semana. Eu era o gol do time que ama! Estava até quando você ia tirar leite de manhã. Lembra que fui para a roça com você, Bastava um "vamos para a roça amanhã?", Que eu já ficava ao seu lado a noite toda assistindo TV. Fiquei tempo sem te ver, Depois que você se envolveu com uma amiga branca. Depois na sequência vem a história com seu pai. Parágrafo triste, nem queria escrever. Só consegui te ver na formatura do Senai. De lá pra cá, vivemos um dilema, Você vive dizendo que não consegue me ver. Vive correndo nos campos, me descrevendo em seus poemas. As vezes me pergunto se vale a pena, Essa luta me parece que ninguém vai vencer. Fui para a praia com você semana passada, Tomara que não me trate como passado! Vamos passar fases juntos, algumas bem pesadas, E talvez nos afastaremos por certo tempo. Mas você sabe muito bem onde me encontrar. Um abraço apertado, De alguém que vive ao seu lado, Apesar de você negar!

Deus tem existir, Não por ele, mas pela justiça dita divina! Imagina,
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Deus tem existir, Não por ele, mas pela justiça dita divina! Imagina, Se os que matavam a carabina Pela melanina diferente, E viveram livremente, Abitando entre a gente, E não haja alguém para recuperar Essas almas! Essas armas americanas! Quantas famílias africanas Arrancadas de suas camas Em nomes de Deus! Ainda dizem por ai que quem merece a punição é o ateu! Cada um faz o seu, e quem sou eu Pra dizer sobre seu ato! Assalto a mãos amadas, A pior cilada que podiam inventar! Religião, se faça distanciar, cada vez mais, Para que não consiga nem me lembrar Do mal que tu me faz! Se, realmente, se salvará Essa gente branca, de missa, de terno, Eu clamo pelo inferno! Pastor vendendo o amor de Jeová. Quantos Jesus não morreram na fila do S.U.S Quantos Krishnas assassinados nos morros. Quantos Budas pedindo socorro na Síria! Quantas Alas perderia, para ver seu povo Nem tudo é divino! Nem todo hino é louvor, Nem tudo que parece é, realmente, amor!

Anota minha placa que minha rima passou a mil! Tão rápido que seu radar nem viu! Sai no portão da sua casa,
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Anota minha placa que minha rima passou a mil! Tão rápido que seu radar nem viu! Sai no portão da sua casa, Mandei um bilhete pelo pombo correio, sem asas! Mais rápido que a luz, Se tiver curiosidade, enfia a cabeça no buraco negro, avestruz, E vê se sua massa cefálica Ainda guarda algum preconceito com a Africa. Switch case: - Caso exista: Corte os P - U - L - S - O -S - Caso não: Segue seu caminho de evolução! Não temos opção, O continente ainda está em S.O.S! O povo ainda padece.

Vou falar do que não vivi No domínio do tempo! Mas é tão real,
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Vou falar do que não vivi No domínio do tempo! Mas é tão real, Que vejo os detalhes do domínio do pensamento. Contemporâneo! Sexta-feira, Eu a beira de um derrame cardíaco, Do coração que transborda Afeto. Dou corda pra imaginação, E tudo que me vem direto Ao pensar, É um filme de algum Popstar que você é fã. Deitar sem se preocupar com o amanhã De manhã. De qualquer filme que possamos assistir. Sentir medo, dormir Ou morrer de rir. E nem precisa me beijar, Caso você não queira. Só faço questão de te acompanhar E te ajudar a pintar Esse sorriso Que me deixa a beira Do paraíso! Falo isso em tom poético, Mas não sou fingidor! A dor que deveras, Nunca senti! Só sinto por ti, Isso que não sei te explicar. Pra te ser sincero, Eu queria era morar no seu abraço! Eu me faço E me reconstruo de gelo, Se você tiver calor! Ou me refaço quente como lava, Se você disser, por acidente, Que sente algo Parecido com o que sinto!

A diferença te ofende! Por medo! Você teme o diferente.
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A diferença te ofende! Por medo! Você teme o diferente. Teme ser rebaixado, Talvez por isso você Ri do banguelo, Do gordo, Do magrelo. Ri do anão, do dentuço, do barbudo. Eu não vou rir de você, Você não traz alegria nem na sua aparência! E na mente, uma demência comportamental. Se acha o(a) maioral. Com sorriso perfeito, E uma boca suja, cheia de preconceito! E você, caçador de defeito, Mal sabe que seu cheiro é feito carniça, E que nada vale sua carcaça, Se por dentro é podridão! Iguais a você, ao seu rosto, Tem mil querendo. Mas gosto é gosto. Tem muita gente se satisfazendo Com vasos vazios!

Eu perdoo Hitler! Perdoo a Al qaeda! Também George W. Bush,
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Eu perdoo Hitler! Perdoo a Al qaeda! Também George W. Bush, Os espanhóis pela Américas! Os políticos corruptos! Os religiosos! Os homens machistas! Perdoo os racistas! Perdoo os homofóbicos! Os assassinos! Perdoo os injustos! Os consumistas! Os agressores ambientais! Perdoo o caçador! Os carvoeiros! Os que vendem animais em cativeiros! Perdoo que cortam árvores! Os que envenenam o ar, E os que poluem os mares! Perdoo os filhos Ares! Os extratores de minério! Os que não levam o desmatamento a sério! Perdoo os petroleiros! Os que vendem casaco de pele! Os que compram o casaco que se refere! O que jogam papel no chão! O que não come tudo do prato! O que vê a fome do portão, E não mexe um dedo pelo fato! Os desejam morte ao semelhante! Eu não sou ninguém para condenar vocês, Só pensei em um mundo melhor!

Respeito a natureza! Contemplação é firmeza, Mas ainda é pouco,
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Respeito a natureza! Contemplação é firmeza, Mas ainda é pouco, Pra sair da cena depressa! Velas acesas! Só pra lembrar que Mariana ainda tá lá! Chorando num canto, esperando chegar, A tal da justiça, que é muito arisca E nunca arrisca de passar por lá! A amazônia vazando, Dando espaço pra gado de corte. Sem perceber que é morte Que vai cavando seu campo! Todos em prantos Quando o planeta gritar: - Socorro! - O som não propaga no - Vácuo! - Preciso de ajuda! Mas ninguém escuta! Essa raça maldita que me ocupa, Que eu ofereço fruta. Que ofereço a paz! Eles querem mais. Querem elevar seus status sociais, Seus rendimentos mensais, Seus iates no cais Doa a quem a dor, e em mim sempre dói mais!

De: Terra - Grão Cósmico (Azul) Destinatário: deus@naoerautopia.com
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De: Terra - Grão Cósmico (Azul) Destinatário: deus@naoerautopia.com Com cópia para diabo@captalismobom.sem Assunto: Não é mais questão de "Amém"! Prezado Deus, como vai? Sei que descansa em paz, Mas não posso suportar mais, As situações atuais, Nas relações pessoais, Entre eu e os meros mortais! Que dispensam apresentações, Já estive aqui em outras ocasiões Pelas mesma razões. Não menosprezando seus 6 dias de dedicação, Mas presta atenção na "Evolução" Que o senhor prometeu. Olha que presentão, De grego. (Expressão essa, que Em outra ocasião Eu te escrevo, Por quê é longa a história) Pra doer na sua memória. Lembra do Trevo? Do Sábia Laranjeira? Do Morcego? Da Erva Cidreira? Do lobo guará? Estou até sem jeito de contar, Mas não existem mais! O beija-flor que criou com tanto zelo! O tatu bola, e caranguejo e camelo. Moscas ainda tem, precisava de alguém Pra comer a couraça das devassas Que o homem faz. Mas não ache que foi vista grossa, Da minha parte. Eu coloquei as regras Igualzinha as leis de Marte. Com gravidade, Com chuva em alguns fim de tarde. Com lei do carma, Ou lei da vontade. Quero que pimentas nos olhos me ardem, Se os deixei desamparados. Alimentei de leite maternal. Cobri o mar com sal Pra isolar mal olhado. Fiz tudo como pedia o recado, Mas no fim deu tudo errado. Espero que não fique muito chateado. Sei, poderia ter evitado, Mas mãe você já viu... Na ironia eles puxaram pra alguém, Colocam fotos de bichos Nas notas que os extinguem! Nem sei o quão aberto o é Sr. A mudanças tão drásticas. Mas pelo amor Que tem na criatura. Não me deixa viver nessa tortura. Uma marca no gado Outra na amazônia. Uma luta pra sobreviver, Outra pra contas astronômicas. E a unica coisa que cresce por aqui São ameaças de bombas atômicas. No aguardo de sua resposta, Seja breve. Pois tem hora que eu acho o Sr gosta. Atenciosamente Terra Favor não imprima, se ainda existir papel.

Sorrateiro, o tempo se arrasta E me afasta do passado! Me levando a pensar no que está parado.
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Sorrateiro, o tempo se arrasta E me afasta do passado! Me levando a pensar no que está parado. Quem só varia no tempo, Talvez não esteja errado. E demore muito mais tempo pra mudar de estado. Com a fome de homens na taverna a beira da mesa, A voracidade do instante Faz com que você esqueça E seja esquecido, em regime permanente. Consequência de uma existência minuscula ou inexistente. De alguém que não vê nem o ciclo abrir e fechar Não viu o Sol nascer, nem verá se apagar. A sua insignificância, ser irrelevante, Devia te servir de alívio, Mas te deprime, pois estar vivo, Ou simplesmente, Existir, te faz sentir superior. Sei que vou me afastar de você, presente! Vamos parar de ter contato. Vamos romper o contrato com a existência. E bem na nossa frente, Estará a luz, escrevendo na matriz do Universo. E depois dela, o vácuo, apagando tudo!

Como os caminhos da vida são emaranhados! Ontem te servi de escada, hoje me lava nos braços! Quando fui razão, me chamaste de frio.
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Como os caminhos da vida são emaranhados! Ontem te servi de escada, hoje me lava nos braços! Quando fui razão, me chamaste de frio. Quando fui emoção, de inconsequente. Quando fui plantar, de esperançoso. Quando fui colher, chamei a gente. A frente do seu tempo! O vento veio e me trouxe a noticia, de terras distantes: - Você, cavaleiro ofegante: Puxa-te os freios! - Ninguém veio aqui pra ser metade! - Se as contas não baterem, É só mais um sinal de paz! Cavalgue sim, mas não a galope. Não risque de espora e chicote, A anca da juventude!

E seu eu vier e disser que eu disse que sou! Sou! Ou ontem fui, já nem sei que horas são. Mas fui, fui lá pra ser. Sei lá se fui,
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E seu eu vier e disser que eu disse que sou! Sou! Ou ontem fui, já nem sei que horas são. Mas fui, fui lá pra ser. Sei lá se fui, Na visão deles. Mas na minha eu fui. E isso basta! E só de ter sido já foi existir! E se eu for um cantor, que nunca cantou? E se eu for um vendedor de feira, que nunca vendeu nada? E se eu for um erro? Alguém certo pra me corrigir? Alguém aqui pode ser tão erro quanto eu? Alguém pode ser mais tempo que eu? E se eu for tempo? E se eu não for nada, como eu já suspeito! Mesmo sendo nada, poderei mudar de ideia e ser tudo, por ser. Eu sou o vento! Aquele que sopra energia, movimento e espaço! Eu não sou só o vento, o veto, a seta, as paralelas e ângulo formado entre meu interesse e meu desejo! Sou e não sou o beijo, apaixonado ou não! Sou tão eu que fujo de mim! E tão meu que não me tenho nem pra um café. E se eu for um instante?