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Frases de Aldo Teixeira

167 frases

É difícil admitir Te ver partir, assim, Sem ao menos me despedir.
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É difícil admitir Te ver partir, assim, Sem ao menos me despedir. Dói saber Que cada amanhecer Sem você aqui, é padecer. Não sei viver, Não sei perder. Sou despeitado, De saudade desesperado, Ou o que quiserem dizer. Mas queria tanto te ver... Agora! Exijo você de volta, Ora essa. Diz que nos pregou uma peça, Mas volta. Não importa quantos dias irão passar, Quantas lagrimas irão rolar, Quantas vezes vou lembrar, Toda saudade só parece aumentar. Tanto tempo se passou, Quanta dor restou. Quando vou te encontrar, Não sei não. Mas sei que vou, E isso conforta meu coração. Saudades meu irmão! Muita luz onde quer que você esteja!

Tic-tac Tic-tac O despertador interrompe o descansar.
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Tic-tac Tic-tac O despertador interrompe o descansar. Na vida, segue a terrível luta contra o tempo. Acordo cedo pra não me atrasar, São duas horas só no congestionamento. No caminho quase durmo dirigindo, E ao chegar eu não posso nem piscar. Os donos do mundo sempre exigindo. São poucas horas para poder descansar. Meus horários de sono ninguém abona. E quando em casa consigo chegar, Triplico as doses pra poder desestressar E aguentar o sistema que rotula, De qualquer forma sei que não vou aguentar Pois não há tempo pra poder ler a bula. Pois não há tempo pra poder ler a bula. Não há tempo pra poder ler a bula! Eu aguento tudo, Todo mundo, Mudo, Calado. Pra não ser taxado "De cara errado pra minha filha". E sigo nessa trilha Sem saber onde vai dar, Vivo à colher impostos pra poder me aposentar! Eu já não consigo, Eu mal tenho meus amigos. Que também estão puxando vagões Pra esse vilões que roubam minha vida Em troca de comida e lugar para morar. Entre vender a alma ao diabo E aceitar tudo calado Eu não sei qual dos dois lados Pode mais me explorar. E é por isso abandonarei tudo, e todo mundo Quero ao menos um segundo de paz. Sem ter em nenhuma central de serviço Escutar aquela voz robotizada Que nunca resolve nada. Quase tudo conspira Pra te fazer pagar até o ar que tu respira E seguir essa vida marcado em "V" A retina reversa, segue o suficiente pra sobreviver!

Por incrível que pareça, hoje consigo ver o que realmente acontece com algumas pessoas quando elas se sentem acuadas. Comportamento animal, mostra as garras e os dentes diante de um problema. Algo totalmente contraditório do seu discurso. Não é mesmo? Hoje intendo. Vejo que o am…
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Por incrível que pareça, hoje consigo ver o que realmente acontece com algumas pessoas quando elas se sentem acuadas. Comportamento animal, mostra as garras e os dentes diante de um problema. Algo totalmente contraditório do seu discurso. Não é mesmo? Hoje intendo. Vejo que o amor que juravam ter era totalmente momentâneo. Que virou ódio em tão pouco tempo. Já previa este comportamento, afinal a verdade absoluta sempre esteve presa em seu dentes. O mundo temeria seu intelecto. Tudo isso é sem nexo pra mim. Sempre esquiva de suas dificuldades, escondendo atrás da imperfeição que jura ter. É sempre assim, melhor do que correr ou enfrentar, é simplesmente se esconder. Não é acusação, veja bem. Estou te lembrando que também sei vir aqui e dizer o que também penso. Um dia vai querer a liberdade que digo, e vai intender. Hoje não, não intenderá. Está com o orgulho ferido e isso cega pessoas orgulhosas e possessivas. Um dos motivos de você não compreender é simples fato de completar a tela sem moldura que está em seu quarto. Você quer isso, quer a união entre a tela e a moldura em uma parede branca e esterilizada pra sempre. Paradas e imóveis no fundo branco, e sendo exibido a toda e qualquer visita que se encontre no local. Infelizmente detesto esses rótulos conservadores de família feliz. Tenho a ciência que tudo seria mais fácil se eu pensasse diferente, mas não penso, e ninguém irá obrigar-me a fazer o contrário do que quero. Ninguém! Apesar de não ter o grau de intelecto, nem eclético que você tem, quero lhe dizer que eu sei ler, e que ler as vezes dói.

Tudo parece ser fascinante, Conservantes, corantes e aromatizantes. Deixam o produto na forma ideal
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Tudo parece ser fascinante, Conservantes, corantes e aromatizantes. Deixam o produto na forma ideal Retiram todos os nutrientes, Habito alimentar já tende pro mal. Se o produto enlatado já tem seus clientes É cada vez mais difícil fugir do normal. Quem dera não ser "civilizado" E viver de forma bem natural Não ver alimentos todos enlatados Nem viver a vida artificial! Nos tempos modernos é bem diferente A vida não é mais presencial Online é o futuro que virou presente, E vira abstinência se falta o sinal. Onde vão parar não se sabe ao certo "A tecnologia aproxima quem está longe E distancia quem está perto" Quem dera não ser "civilizado" E viver de forma bem natural Não ver alimentos todos enlatados Nem viver a vida artificial! Hoje o tudo ainda é pouco, Se o filho invoca que quer pelo em ovo O pai põe galinha com um cachorro Pra vela botar! Ai do diabo se ele não chocar. Homem é a prova que intromete em tudo, Não se contenta em vê funcionar Tem que meter o dedo no DNA. Quem dera não ser "civilizado" E viver de forma bem natural Não ver alimentos todos enlatados Nem viver a vida artificial! Não quero ser só mais um reclamão Com controle na mão em cima ao sofá. Acompanhar novelas na televisão, Não sei viver pra me aposentar. Não sei viver pra me aposentar. Não sei viver pra me aposentar. Não sei viver pra me aposentar. Eu não sei viver...

O grito do amor ecoará no vácuo do universo. Não digo isso para tonificar meu verso. Digo por é, e é pelo simples fato de ser
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O grito do amor ecoará no vácuo do universo. Não digo isso para tonificar meu verso. Digo por é, e é pelo simples fato de ser Do germinar de uma árvore ao sol nascer. Do sinal mais profundo do materno amor Ao simples e magnífico sol se por. De toda tempestade que nos rodeia Sou a mosca na teia, O maça que alimenta e sacia. A plana que ignora o chão de cimento. Os quatro ventos que velejam. Estou em ti assim como você está em mim. O amor ecoa, como a menor partícula de luz Na velocidade que a conduz em milênios. Eu sou você! Toda a vontade do saber, da verdade absoluta Sou a luta entre o bem e o mal. Sou a forma de equilíbrio mais oscilada Entre todas as outras, que também sou. Sou a chave da consciência Atraída como imã e ferro. Sou os trilhos do trem, O verde do semáforo, A água da fonte, O monte, a montanha. Sou toda forma e não forma. O elefante, o leão, o homem e futuro infinito beija-flor! Sou a decomposição, o nascer. Sou a formiga, a vida. Minha face está em tudo, assim como o tudo está no nada, E no nada no tudo, como se fossem um só entre todos! Sou o gameta, o último momento e tudo que está entre eles. Sou o grito que ecoa no vácuo do universo! Sou a tonificação involuntária do próprio verso! Sou e somos! O tudo e o nada! A metamorfose da borboleta, A areia da ampulheta. Toda a melodia! Toda história, a memória! A árvore da vida que eu mesmo pedi. Toda dificuldade que criei, Tudo! Sou a luz e consequentemente sou todas as cores! Vou ecoar por toda eternidade, o teu, o meu grito de amor Que mesmo no vácuo do universo propagará eternamente!

O dia foi corrido, Oprimido destemido Decidiu ser abusado
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O dia foi corrido, Oprimido destemido Decidiu ser abusado Colocou tudo de lado Encontrou um dia certo No meio de mil errados. Encontrou a solução Pra desconsideração Que sofria os irmãos Nas mãos daquela gente. Foi taxado inteligente, Gênio da nova ciência, Por fazer a experiência. Foi tamanha ironia Que sentiu a nostalgia, Medo da melancolia, Desistiu da astrologia Pra os sábios foi um furo. Foi-se o medo futuro Saltando por sobre o muro Encontrou o que queria Sei que alguém já previa Essa tal de alegria. Agora é ir pro trabalho Ser o zap do baralho, Já dizia Zé Ramalho. Êh, oô, vida de gado. Povo marcado. Êh, povo feliz!

Vou direto ao ponto... De partida. Vou correr,
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Vou direto ao ponto... De partida. Vou correr, Cuidar da minha vida. Que vem andando. Girando ponteiros Dos quais não tenho o controle. Custa caro, Mudar a cor do cavalo No meio da corrida. No caminho de volta Penso na ida, E versa e vice. Essas conversas De que devo melhorar... Em que linhas deveria pisar... Só me fazem lembrar Das minhas loucuras Que não abro mão. Julgam sem razão Pois minha ideia não dura Mais que as normais. Televisores e jornais Infiltrados, Escorrem a parede do pensamento Daqueles que não separam Nada do que querem dizer.

Por que será? Será o porque? A liberdade te liberta das grades
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Por que será? Será o porque? A liberdade te liberta das grades Mas nunca de você! Por mais abolicionista Que esse discurso pretenda ser, As grades são invisíveis Mas as correntes estão dentro de você. Ambições constantes e falíveis, Caçador do verbo ter, Tem a sela, tem as grades, Tem a vela e a vaidade, Não tem amor por não merecer.

Imagino, Onde mora futuro? No bairro do destino?
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Imagino, Onde mora futuro? No bairro do destino? Ou no jardim do acaso? Cercado de muros? Ao campo aberto? Onde será o endereço certo? Tão perto que nem alcanço? Tanto que me lanço, Danço atrás das paredes. A procura da resposta Pra saciar a sede. E temo, gemo de medo, De não saber como me comportar Na presença desse mal estar Parcelado sem juros, Mas com mil juras. Na mais pura das loucuras, Fujo do futuro que tanto quis. Espero a chuva pra apagar O que foi escrito de giz. Por mim, No fundo do jardim Da infância, No auge do esconde-esconde Os dias não encontrariam-me E se perguntariam: Onde?

Reparem o desespero daquele menino, Implora por resposta sobre o que será o destino. Reparem, ele não é apenas um passado,
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Reparem o desespero daquele menino, Implora por resposta sobre o que será o destino. Reparem, ele não é apenas um passado, É a base do atual desesperado Que chora e teme que o futuro apareça sem avisar. Não sabe pra onde correr, nem como se comportar. Um homem não chora, mas e agora? Se a vida viesse com manual de usuário Não temeria tanto o maldito calendário. Mas o futuro toca a campainha, e aproxima da porta, E agora não importa, não adianta chorar. Vou atende-lo já, não sei onde vou parar Depois de levantar desse sofá. "Alô, presente, estou chegando, Alô futuro, já vou"

Em meio a mil super-heróis Eu estou desconfiado. Sem escudo permaneço,
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Em meio a mil super-heróis Eu estou desconfiado. Sem escudo permaneço, Sou mais um desempregado. Os pés preso a corrente Dos mil vícios da cidade. Passarelas, viadutos, Escondendo a verdade. Do oitavo andar se jogam A procura da resposta, O mercado de trabalho Não aceita outra proposta, Triste sina. Eu falo sério! Praticante do stress, Na esperança um "senhor", Garante lugar no céu Negociando com o pastor. Lagrimas já nem se escorrem Temem o medo de nascer, Na poluição do mundo, No que possa acontecer, Temos medo! Eu falo sério! Automóveis atrasados Levam vidas inocentes E nos planos funerários Não cobriram acidentes. Tão ingenuo! AVC, HIV e os PS brasileiros, Leitos, super lotação Não é turismo de estrangeiro. Nada disso importa se vai bem a seleção. A vida de gado segue Sem ter prosperação! Leptospirose e corrupção Vem da mesma infestação. Eu falo muito sério!

O corpo é todo modelado, As roupas são da moda atual, Os conceitos estão nos moldes.
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O corpo é todo modelado, As roupas são da moda atual, Os conceitos estão nos moldes. E os cérebros estão em baldes Enterrados em terrenos baldios. Todos são iguais Com suas vidas normais. Transitando a vida existente, Onipresente. Se fazem presente Dentro e ao mesmo tempo Olhando pra vitrine. Manequins de um regime Fútil! Uma vida inútil. Eles andam soltos nas avenidas, Nos shopping, nas praças, Nas vindas e idas Da vida sem graça. Manequins, vazios, Ou lotados do conteúdo Que as manilhas soltam nos rios Da minha cidade!

Um disparo! Um diz para! O outro siga...
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Um disparo! Um diz para! O outro siga... Eu no meio da briga, Dessa luta sem fim. Já perdi a conta Das vezes em que separei O meu eu que aponta Dos tantos outros que nem sei. Mas basta uma distração Já refaz a confusão, E não sei onde parei. E me reparto em pedaços Nos pensamentos que faço, Ou melhor dizendo, Que pensei que estava fazendo. Não entendo. Fico vendo essas lutas, Procurando qual daqueles é o judas Que causa a discórdia e não ajuda A resolver o "quem eu sou". Pra onde vou também não sei. São tantas perguntas.

Já vaguei por vales, Por estradas a procura Da cura da loucura.
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Já vaguei por vales, Por estradas a procura Da cura da loucura. Não encontrei. Pensei quando procurava, Do que adiantava achar a cura Se nem se quer quem sou, eu sei. E me procurei. Por entre os livros da estante, As notícias manipulantes, Os cinco mil auto-falantes, Por um instante pensei. Tanto me procurei, Sem me encontrar, Talvez daqui eu não seja. Talvez por engano aqui eu esteja. E hoje, sem paciência Procuro a saída de emergência Desse planeta em decadência, Do qual não desejo morar. Mundo a pisar, procurar. Vou pulando os muros, De mundo em mundo. Talvez lá no fundo, Numa fração de segundos Mais duráveis que milênios Ouça gritos em silêncios, De que cheguei a verdadeira resposta... Talvez... Só poderei saber quando chegar. Minha mãe não me espere pro jantar, Hoje eu vou pelo mundo vagar Até me encontrar!

Envelhecido, meus pensamentos Tocados contra o vento Só por desventura
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Envelhecido, meus pensamentos Tocados contra o vento Só por desventura Ou aventura de viver a vida. Envelhecida, segue perdida As civilizações Tomada pelas profissões Mais lucrativas. Envernizada, segue minha face na estante, Em um instante muda tudo Muda a visão do mundo Em um segundo. Inconstante, nesse instante, Que mal saí da largada Penso na chegada triunfante Mal trapilhos ou elegante, Indiferente. Já cobiço o que evitam. E desejo, encontrar-me com ela Em qualquer beco ou viela, Pra ganhar a liberdade que cobiço.

Aprisionado, Nesse planeta mal frequentado. Sinto-me um rato de laboratório,
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Aprisionado, Nesse planeta mal frequentado. Sinto-me um rato de laboratório, Vivendo em um regime observatório. Analítico Ou crítico. Um cientista certamente faz anotações De quais serão minhas reações Diante de tantas confusões mentais. Enchem-me de sedativos, Como experimentos em ratos vivos. Oferecem-me mil vícios, Em paredes de ladrilhos. A grade, que dos ratos é de vidro A nossa é atmosférica. Na terra esférica Fica nosso viveiro. Preso pela gravidade o dia inteiro. Até o momento derradeiro Não aceitarei a vida de prisioneiro. Ao fim da abolição dos experimentos! Lamento, observando as estrelas Sobre o chão de cimento.

Eu, pela primeira vez, Venho até vocês Comunicar-lhes
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Eu, pela primeira vez, Venho até vocês Comunicar-lhes Que não há mais recursos, Nem esperança. Que cada contra-fluxo É um pedaço do muro que arranca. Que já não resta mais base. A parede, que estava no quase, Caiu. Já era esperado o que ocorreu, Em vários pesadelos, tão meus. Menciono os meus sentimentos. E os teus? Coração de cimento, Afunda na piscina alcoólica. Canal fora do ar, na parabólica. Não sintoniza. Um dia no bar talvez ameniza. Um dia no ar talvez me procure. Não faça promessas, nem jure Se for em vão. Escravidão sentimental, Da qual não quero mais não. Já dei o ultimato, Esse é o ultimo dia do contrato. Espero que tenha sorte, Que seja forte. Que mire em num norte E siga até chegar. Boa sorte ao caminhar!

Gostaria muito de dizer que quero ficar, Mas seria mentira. Lembranças de passados presentes me causam ira.
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Gostaria muito de dizer que quero ficar, Mas seria mentira. Lembranças de passados presentes me causam ira. Tira do sério, só de pensar. Só de pesar. Não julgue a minha desistência, Por carência, ou insuficiência de paciência. Espero o dia amanhecer, e anoitecer, Espero não acontecer, o que posso prever. Não descer novamente a contramão. Acelera o coração, na despedida. Desperdiça a chance da viver a vida Do modo que sonhava, pensava, falava. Até indagava. De vagar, com o passar. Passou da hora! Vou agora, vou embora.

De repente, eu vejo algo que não queria, Que não devia ter visto. Insisto, repito.
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De repente, eu vejo algo que não queria, Que não devia ter visto. Insisto, repito. Se arrependimento medisse em litro O sentimento afogaria, afundaria. Morreria talvez, se tivesse sorte. Perco o norte, nesse acaso. E me atraso na prisão, Até então voluntária. Na fé contrária, corta como navalha. Essa vontade de concertar. Por medo do futuro, Não posso piscar, e tudo já foi.

Inferno, em maus lençóis Padece a mente fisgada por anzóis Até o que dia?
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Inferno, em maus lençóis Padece a mente fisgada por anzóis Até o que dia? A vida me pedia, e mudei. Pensar não parei, mas não farei Dizia a esperança. Pesar das mudanças, em vão. Assim não, não continuarei. Presente de fuga na madruga, Futuro não sei. Longe daqui talvez. Minha parte eu cumpri Por favor apague a luz do passado pesado Quando eu sair!

A fração sem razão de horários, Relógios, ampulhetas e fuso horário. Contando os segundos e centésimos
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A fração sem razão de horários, Relógios, ampulhetas e fuso horário. Contando os segundos e centésimos Cobrando do futuro o que quiséssemos. Medo ou esperança? O futuro é a vingança positiva do presente Que descontente lembra do passado. Que jura ter fracassado no primeiro tempo. As lembranças das lanças que lancei num futuro Hoje fincadas no muro do desespero. Olho por elas sem zelo, e espero lanças novas. Atingir o auge dos tempos, Sem correr, e sem parar. Andando de vagar, sem ultrapassar a pressa que o futuro tem. Ir contra o vento, o tempo sabe o que não faz. Futuro sagaz, chega antes do esperado. Bagunçando passado, futuro e presente. Não contente ainda olho no relógio, É lógico que não sei quando vou chegar. Atrasado, mas não que esteja também preocupado Com que horas devo chegar. E sinto medo do futuro, assim como juro não ter feito. O passado mal feito, um presente hedonista. Pendura na lista dos primórdios Dos quais não tenho certeza nem dos relógios suíços. Eu não tenho nada com isso, Ou talvez tão envolvido esteja Que nem percebo o sumiço omisso das horas noturnas.

Agora tudo é lindo, Super heróis sorrindo com suas mascarás Vilões fictícios, aliás, vilões verdadeiros
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Agora tudo é lindo, Super heróis sorrindo com suas mascarás Vilões fictícios, aliás, vilões verdadeiros Herdeiros da logomarca. Grande marca, Mas conhecida como cicatriz. Quando o canal sair do ar O clima vai melhorar até pro nariz. O bloco vai ferver a milhares Os vingadores vão fugir pelas saídas auxiliares. Artistas colaboradores fugirão da TV a cores, Evitaram tomar as dores do patrão e do povão. Assistir de cima do muro é mais seguro. Até porque não corre o risco, as cicatrizes, As varizes, as rebeldisses. Comercias marginais, incentivadores Conduzem ao sucesso dos dólares. Destroem seus lares, com prazeres precoces Do qual vocês não saberão quem é o vilão O mocinho e o bandido. Traído, isso que deveria sentir Mas sorri.

As cobranças sem fim Fácil? Nem pra ninguém, nem pra mim Como vou vencer na vida se não vim
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As cobranças sem fim Fácil? Nem pra ninguém, nem pra mim Como vou vencer na vida se não vim Pra competir? Apesar da pouca idade Não me comovo com faculdade, Esses termos vaidosos e embaraçosos De status e lugar ao sol. Igual, todos iguais. Formulados dos quais não pretendo enfurnar. Talvez vão me internar Antes um manicômio alternativo Do que um diploma sedativo.

As vezes me pego a pensar: Se o tempo passar e for tarde demais? Se eu não lembrar dos dias dos quais quase morri?
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As vezes me pego a pensar: Se o tempo passar e for tarde demais? Se eu não lembrar dos dias dos quais quase morri? Sem querer sorri, na verdade em prantos. Tantos são os dias Já nem lembro o que queria dizer no dia que não disse. Tolice talvez. Pra três ou mais que vinte. Não sente, prisioneiro na atmosfera terrestre. Sigo inocente. Um universo gigantesco pintado a fresco por sei lá quem A milhões de anos adormecido num além. Brilhante artista, nunca assinou suas obras. Nunca saiu na revista, nem direitos autorais cobra. Egoísta? Paranoia constante, por instantes me leva a loucura Doença que não tem cura, a morte da lucidez que murmura.