A morte me chama pra jantar
Em forma de suicídio diz que vem pra me buscar
Com flores no caixão,
Um terço enrolado na mão
Me despeço deste mundo de muito preço e poucos valores
De muito ódio e poucos amores
Uma memória não deixarei,
Nem mesmo nas histórias estarei.
Pois quem escolherá a morte
Talvez não seja um azarado e sim um cara de sorte.
Não aceite! Não aceite ser roubado por políticos, não aceite ser educado com histórias maquiadas, não aceite tele-manipulação, não aceite desigualdade, não aceite nada que lhe contraria!
Grite! Grite o que pensas, grite o que não ouves, grite o que lês, grite até te ouvirem!
Lute! Lute por tudo que é certo, lute por você, lute pela sua família, lute pelo próximo, luto pelos filhos que ainda não tem!
Um futuro melhor quem faz é você, e eu, e quem mais quiser ter um futuro melhor!
Só te peço desculpas. Mais nada além de desculpas. Nunca quis que minha tristeza refletisse aos seus olhos, e com ela você se sentisse incomodada e triste também.
Perdoa-me por depositar em ti um mundo de ilusões criado por mim, perdoa-me por acreditar que daria tudo certo, perdoa-me por gostar de ti.
Nunca vou desfazer de meus sentimentos, sempre vão estar guardados comigo ou em algum lugar, mas te prometo não demonstrar mais o que sinto, será algo guardado pra mim, e não irei te fazer sofrer jamais.
Quando, um dia talvez, você esteja com outro alguém, e te veja, vou sorrir ou farei o possível para parecer normal, pois não quero que faça dos meus sentimentos os seus.
Perdoa por não ser um bom entendedor.
Aqui ficará um coração cheio de sentimentos guardados.
Multidões de mães choram a perda de filhos, outras multidões de mães choram a vontade de terem filhos e não podem por motivos biológicos, outras multidões de mães deixam seus filhos aqui, e partem para morar com Deus. E eu me pergunto, como ainda existe "mães" que abandonam seus filhos, "mães" que tiram a vida de seus filhos antes mesmo de vê-los, por meio do aborto, "mães" que assassinam seus filhos, "mães" que jogam seus filhos em lixões, em lagos e rios.
Chega a ser um ato imperdoável perante a sociedade, pois algo tão frio e tão arrepiante como o assassinato do próprio filho, não poderia vir de uma mãe.
Existem Mães e "mães", agradeça a sua por ser mãe de verdade!
Hoje em dia temos muitos meios de repercussão dos fatos, mas imagine quantas crianças já foram mortas sem ao menos ter o direito de ver o mundo, quantas crianças foram esquecidas como se tivessem desaparecido, aonde estão nossas crianças?
É, de fato o mundo de hoje está muito distante de ser um lugar onde crianças consigam viver bem, ter um boa educação e serem lapidadas para se tornarem "jóias" do futuro.
Infelizmente são essas as notícias que correm diariamente em nossos jornais!
Você vive em mim,
E é assim desde o dia em que te vi.
Bem-te-vi!
Vive aqui, comigo,
Caminha comigo nas ruas,
Almoça, sorri, desenha, estuda.
Você está em mim,
Você mora na minha memória,
Se alimenta dos meus alimentos,
Mata a sede com minhas águas geladas.
Sobe escadas e desce escadas da minha escola.
Quando eu vou falar de amor com alguém,
Fico aquela cara de besta que ganhou na loteria,
E não sabe quem agradecer.
Fico imaginando nosso futuro a cada momento,
Uns acham que estou olhando hipnotizado para um muro de cimento,
Desatento, mas estou pensando em nós.
Esse amor me consome,
Faz de mim muito mais que um homem...
Faz de mim um amigo, namorado e futuro marido!
Trago um certeza estampada em minha testa
Que só ao seu lado eu faço a minha festa.
Só eu não sabia o quanto é bom amar?
O quanto é bom confiar em alguém?
Acordar, e logo pensar, como é bom amar!
Só eu não sabia?
Que amar permiti flutuar em dias de chuva acida?
Que a vida toma um ar colorido, toda vez que o olhar é dirigido pra pessoa amada?
Que os vários quilômetros de estrada entre eu e ela, viram centímetros quando penso nela?
Por que ninguém contou antes que era tão assim?
Se eu soubesse, desde de 2011 já estaria com ela.
Eu deveria ter lido os romances publicados em livros.
Talvez lá estivesse descrito que o amor é tão lindo!
É tão maravilhoso esse momento, que sem ressentimento,
Desejo que todos possam provar um amor como o meu!
Esse amor, tão lindo, entre ela e eu!
Se fosse tão fácil explicar
O que sinto por você,
Eu não procuraria uma poesia
Como forma de dizer...
Daquele dia em diante,
Ineditamente, como nunca antes,
Encontro-me assim:
Descartando diamantes,
Rasgando dinheiro,
Cantando belas canções no chuveiro.
Só eu não sabia o quanto é bom amar?
Daquele dia pra cá,
Passo o dia a me lembrar,
Do seu corpo, do seu olhar,
Do jeito de lidar, seu jeito de me amar!
Sinto um abalo sísmico de dentro pra fora,
Toda hora que você diz que me ama. Toda hora!
Revira a a madrugada, mistura neblina com aurora.
Enquanto o céu chora, amor, me namora?
Namora? Mas namora agora!
Agradeço imensamente
Cada momento da gente!
Não vá embora, nunca, por favor!
Pois não sei viver sem você,
Meu grande amor!
Nos vitros de banheiro,
Prevalece a vaidade,
Cremes e mais cremes pra esconder a idade.
Um medo gigante, desespero!
Produtos pra manter os cabelos,
E não deixar cair mais.
Todos eles testados em animais.
No ralo muito cabelo,
O cabelo muito ralo.
Aguentar a vaidade o dia inteiro,
Despejar mil produtos
Juntos com a água do chuveiro.
Adultos, cada vez mais jovens!
Qual a unidade de medida do ego?
Sou um carrapicho na barra da calça
De uma santidade falsa?
Não consigo ver, será que sou cego?
Preciso de um microscópio,
Ou telescópio?
Ócio?
Um relógio?
Ilógico ou lógico?
Qual jogo rodeia meu ego?
Qual a formula para se calcular essa inflamação?
Quantas cálices preciso pra dizer o que sinto?
Qual a diferença da vida de um elefante e de percevejo?
Não vejo.
São vidas que deviam ser preservadas.
Mas ai entra o maldito ego, em um superiorismo.
O cavalo marcha conforme o cavaleiro.
Enquanto houver espora financiadas pelos fazendeiros,
Será facilmente domada a tropa de selvagens.
Basta a banda do celeiro tocar,
Pra bicharada se conter e pacificar.
Aos sabiás, faltam-lhes coragens.
Com quantos patos se faz um travesseiro?
Proteger seu dono, qual a vantagem?
Um osso mordido, um chinelo e um reio.
Meus trinta e dois dentes,
Sorridentes,
Talvez lhes contes,
Quantos muros e pontes
Há daqui para amanhã.
Meus cálculos errôneos
Lustram um neon
Sobre as maçãs.
Das costelas de um Adão.
Um cheiro de pomar,
No vácuo flutua um multidão de embrião.
A magia da fecundação,
Gametas são cometas.
Nesta constelação,
Ainda em gestação,
Uma só mãe espera minutos a contar.
Uma estrela não guiará,
Pois há fumaça e luz civilizada,
Isso embaça a vidraça.
Mas há de vir.
Escapou pela avenida,
e num beco sem saída,
a vida se foi.
A cobrança era gigante
Ou se comporte como um tal
Ou a vida vai de mal a pior.
Mal de mar, eu subi pra navegar
Num lugar de água suja e mal cheirosa
Vi tubarões nas paredes
Expostos com suas cabeças e dentes
Um relógio boiava em aquário sujo.
O tempo era curto, e a mão também.
Não peguei o tempo a tempo.
A embarcação se irritou,
Contra a parede me lançou
Antes de causar outro desastre
Me lancei ao mar.
E por falar no tempo,
Era hora de acordar.
Eles te convencem a ter o cordão,
O carrão, a mansão.
Ai quando o cidadão que mal tem o arroz e o feijão,
Se vê atrás da multidão,
Financeiramente nessa situação,
Não escolhe por profissão
Grudar um cano na mão
E se igualar na ostentação.
A vida é assim, meu irmão.
O objeto é um só na vitrine do cifrão.
O playboy, filho patrão,
Não precisa sujar mão,
Correr risco de vida ou prisão.
Não!
Vê bem ai qual é a real,
Se o consumismo tá no comercial.
Dentro barraco de como mal.
A maldita gravidade não permite minha queda,
No abismo do universo.
Cismo em cismar com versos e etiquetas,
Uma imensidão de sala solar, no bairro Astral.
E eu aqui trancado na gaveta.
Se eu tivesse um papel naquela hora, agora eu teria em mãos, a descrição daquele olhar. Se eu tivesse um papel na mão, desenharia minha emoção em versos sem rima. O frio clima, aquecia minha antiga solidão. Eu morria de vontade escrever uma poesia. Eu morria de frio. Talvez tivesse realmente morrido, pois era um sentimento que não senti em vida. Um sonho de morte feliz. O primeiro de muitos. Eu sabia que ia morrer, antes de entrar no clima.
Eu preciso ocupar minha cabeça
Antes que o pior aconteça,
E alguém me esqueça
Antes que eu enlouqueça!
Cada adeus dos amigos meus,
Dói mais que o furo nos encontros teus.
Como os ateus,
Sem ter se quer um Deus,
Com quem desabafar.
Já tenho certeza que não vai funcionar.
Queria poder naufragar
Na imensidão desse estrelado mar.
E no final da tarde, em um café,
Te encontrar, e poder te contar
Como ando a pé.
Sem fé, sem lei, sem rei, sem nada.
Uma vida desgovernada,
Sem caminho, sem parada.
Tanto quis pisar aqui, e hoje quero sair da estrada.
Afinal não há quem me suporte,
Não tenho nem pessoa amada.
Não tenho nada.
Eu preciso afogar minhas magoas em qualquer mesa de bar.
Mas não seria capaz de algo tão familiar.
Todo dia,
Participo de uma festa
Uma festa à fantasia.
Todos dias nessa,
Nessa pura monotonia.
Ninguém é ninguém,
Fantasia de bom moço
Pra poder comer o osso
Soletra palavra amém.
Outros dizem que estão zen.
Juntam a mão em oração,
Mas só pra fotografia.
Eu também estou na festa,
Ora essa!
Disfarçado de poeta,
De atleta na maratona
Do mercado de trabalho.
O disfarce é liberado.
Dragar-se também é,
Cada louco quer um pouco.
Um se droga de bebida,
Outro de máscara caída
No fundo, no chão sujo do salão.
Um vazio imenso,
Na imensidão dos pensamentos
Turbulentos.
Sem lamentos, os vazios destes momentos
Me enchem reflexões .
Tais situações complicam ainda mais
O dias que nunca foram de paz.
Otimistas discursam como remédio
Tentam curar meu tédio de sobreviver.
Quem veio me ler?
Se o mundo girasse ao redor do meu umbigo,
Enxergar um lado positivo, não mais consigo.
É tudo tão insignificante.
Os loucos, os roucos e os amantes.
Todos desinteressantes.
Um adeus
Aos que ainda são meus,
Sem posse, mas meus!
Acaba de cair o atual governador do estado de consciência interna. A revolta dos pensamentos atacou com confusões e dúvidas do futuro, e o atual governador renunciou ao cargo forçadamente hoje, por volta da hora do café. Os pensamentos cercaram as vias de desvio de foco, e protestaram todas suas dúvidas no centro da cachola.
Queimaram vagas memórias de rancor, ódio e frustração. Incendiaram alguns desejos materiais e revidaram as agressões do estresse trabalhista. Alguns pensamentos acabaram detidos pela depressão, mas foram liberados após prestar esclarecimento.
Não se sabe ainda quem governará esse novo estado, mas sabemos que um novo tempo se iniciou hoje e que a loucura nunca mais será censurada.
A liberdade, no meu ponto de vista
É escolher as grades que lhe convém.
Ciente de seus atos, definir a sabor dos seus pratos.
Se vegano, carnívoro ou vegetariano.
Alcoolismo, overdose ou catolicismo.
Liberdade é não dar a mínima pra demais liberdades.
Se quiser, se entupa de vaidade.
Disfarce a idade,
Ou ande nu pela cidade.
Não importa, viva a sua, e se sentir vontade...
Faça, pois por incrível que pareça
A liberdade ainda é de graça!
Cuidado, de graça e desgraça são quase confundíveis!
Socorrista ou taxista do Universo,
Ouça meus gritos ou leia meu versos.
Tudo aqui é pesar,
Por sorte, ainda posso fazer o apelo: venha me buscar!
O conflito generalizou,
Entre raças, etnias e classes
Já nem sei quem eu sou
O de que lado tenho ficar.
Muito azar, não?
Eu que tanto já mudei,
Do mel do fel, já provei.
Não sei, logo pensei
Em provar uma nova dimensão.
Já que nessa não há mais solução.
No aguardo da resposta,
Desta liminar!
Liberdade,
Um dia jurei que eu a encontraria nos braços dos livres, mas não foi assim. Outro dia jurei que se eu saísse por ai, encontraria na metade do caminho, mas também não foi assim.
A liberdade é algo tão livre que não está entre nós, ela nunca será encontrada, ela pode ser vivida, mas jamais tocada. Ela é um estado de espírito totalmente seu.
Se você fizer tudo que uma pessoa livre faz, você será um condenado na liberdade alheia, e não provará da sua, e isso é uma prisão. Viver pra ser livre igual ao fulano nunca dará certo. Liberdade é igual personalidade, você pode até copiar de alguém mas nunca saberá o sabor da sua.
Em meio a guerra civil,
Nunca se viu que financiou.
Financiadores unidos seguirão,
Tudo pra todos os filhos da nação.
Se alguém for contra, eles passam por cima,
Pra lá da linha da fronteira só existe matéria prima.
Não se deprima com essa rima, por favor.
A realidade chega a causar mais dor do que você imagina,
Na Palestina, em Hiroshima ou ali perto, na esquina.
Os heróis da Marvel nunca ouviram meus apelos.
As etnias, pouco interessa, pra quem tem fome e pressa,
Um compressa de água da Amazônia pode causar insonia em um país.
Ou também pode sedar, como sempre se dá... A um "povo feliz".
Ouvi dizer que a chave das grades
Era a famosa liberdade.
Eu fui atrás, mas
Fui com vontade.
Apesar da pouca idade
Eu caduquei, enlouqueci,
Procurando a liberdade
Me prendi.
Cada vez mais,
Correntes de pensamentos alheios
Eu tropeçava.
Quanto mais fugir eu tentava,
Mais adentrava no meio.
Ora essa,
Tanta vontade de entrar na orquestra
Fizeram-me escravo do instrumento.
Hoje, não prego, mas vivo
A abolição dos pensamentos.