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Frases de Aldo Teixeira

167 frases

Na memória, flashes em relâmpago De uma terra que era minha. Onde a paz reinava, e não o ego,
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Na memória, flashes em relâmpago De uma terra que era minha. Onde a paz reinava, e não o ego, Onde a pele não diferia o respeito. O antigo paraíso hoje é escravidão, Exploração de meninos e meninas. Ah! Minha terra! Foi minha um dia, Esbanjava de fartura e regalia. Até que um dia por azar, Vimos algo estranho vindo do mar. Não vieram conhecer, vieram exterminar A pela vermelha! Mas o guerreiro Latino-americano Morre lutando Se preciso for, e preciso é. Ouvi dizer que o espírito "guarani" Já não existe por aqui, E discordo da opinião. "Não se trata com paz, Quem lhe pede guerra" Já disse um de nossas terras. Não será uma linha imaginária Que fará nossa América Latina Uma terra fracionária. O mundo norte que nos aguarde Pois existe vida no centro-sul.

A guerra se propaga nas propagandas do consumo, Na origem da matéria prima que só existe noutro mundo. O lado Sul, o submundo.
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A guerra se propaga nas propagandas do consumo, Na origem da matéria prima que só existe noutro mundo. O lado Sul, o submundo. No mundo B é que acha o que se procura. No mundo B o motivo de escravidão é pele escura É a vermelhidão e nudez, é "incivilização". Tem os ossos furando o couro, Caminha para abatedouro dia a dia Lado a lado com a fome E a condenação eterna por faltar um berço de ouro. A cemente é diferente nos estômagos do norte Adubada à hambúrgueres e encharcada à Coca-Cola. Os burgueses sem religião e rebeldes por esporte Contemplados pela sorte do berço de ouro. Ainda durará mais quanto tempo, Até que norte e sul se igualem Como eixo central da "rosa-dos-ventos"?

É tão eficaz a desumanidade do ser humano. Um prato jogado pelos janela Com amor feito por ela,
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É tão eficaz a desumanidade do ser humano. Um prato jogado pelos janela Com amor feito por ela, Nos cacos que espalham pelo terreiro. Todo o caos vira causo Na casa se sente em cativeiro. Infelicidade já não é segredo Pelo contrário, é medo. Medo do futuro e seus frutos imaturos O fim de passado escuro, fato, Em contato, segue o risco da escuridão mais profunda. Cada vez mais me afunda a famosa "lagrima de todos".

Na linha do trem que pro sul desce, Um ser tão pobre que padece Sobre as ruas da cidade grande.
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Na linha do trem que pro sul desce, Um ser tão pobre que padece Sobre as ruas da cidade grande. Um sertão nobre se voltasse Mil léguas retroativas. Respirar o ar limpo e quente E não mais poeiras radioativas. Ela babando e dançando, te seduz A letra confusa te induz A alimentar esse avestruz que de todos se alimenta. Sobra oportunidade pra quem tem, Sobra oportunista pra quem vem, Claramente que não convém. Amigos de pele de onça reveste, O lobo na pele do cordeiro investe, Não deixe seu palmo de terra Pra viver a guerra biomédica onde você é a peste.

Latente, fervente. As ideias já não são simetricamente medidas, São perdidas, pervertidas para os crentes.
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Latente, fervente. As ideias já não são simetricamente medidas, São perdidas, pervertidas para os crentes. Inconscientemente polivalente destemida Segue a mente lutando pela gente Emergente. Emergencial, corrupção me faz confundir Quem é o marginal e quem é o policial. São tantas as atrocidades. Julgar alguém que quer viver a liberdade É como colocar nome no filho do vizinho, O que vem a ser livre-arbítrio? Se não posso seguir meu caminho?

Vejo que gritam pelos seus heróis, Que na mal dita história lhe contaram. Vocês o chamam de desbravadores
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Vejo que gritam pelos seus heróis, Que na mal dita história lhe contaram. Vocês o chamam de desbravadores Nós os chamamos de desmatadores. Maldita história, mancha de café No manto branco da paz obscura. Ame-o ou deixe-o diziam aos canos, Ame-me ou deixe-me eu retruco. Não se resolve pobreza em arenas Nem nas novelas ou mesas de truco. Heróis fajutos, Vilões justos.

Qual o problema? Se tenho caspa, Se meu português não é dos melhores.
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Qual o problema? Se tenho caspa, Se meu português não é dos melhores. Se não rimo e não uso aspas. Qual é seu lema? Seu tema? Não tema! De-me um tempo. Se não quero diploma, Não brinco de vida, Não aceito acomodadamente O coma de qualquer mente. Ah minha gente, Descontente e inerciados, Camuflando a conhecida e milenar Depressão. Acreditando em tudo, Mentindo pra si próprio até que acredite. Com todas minhas dúvidas, Nunca duvido do impossível, Invisível ou visível, Viável ou inviável. Quantos são os problemas, sem teoremas ou filosofias Depressões em grande escala. Poetas profetas que acham-se Donos das verdades. Logo mais surpreenderão Ao ver-me de pé no chão E voando de mente aberta. Certamente dirão ser um demente Ou delinquente inconsequente. Rebelde sem causa, Demônio sem cauda ou Anjo sem asas. Um latino-americano "sem casa" Entre aspas e caspas.

Corram, o sinal da Delfim vai abrir. Corram, mas não morram. Nem ponham fim nas barbas do velho sapucaí.
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Corram, o sinal da Delfim vai abrir. Corram, mas não morram. Nem ponham fim nas barbas do velho sapucaí. De preferência criem suas raízes as margens. Na Vargem, na altosa Anchieta, ou na bela Margaridas. Quem não ouviu falar das nossas Três Torres? Rua Treze de maio, quantas histórias e ensaios de resistências. Vintém e Mosquito. Esquisito dizer assim desse lugar. Nesse solo eletrônico e adubado, Tomo água no filtro de barro dos lençóis contaminados. Mas evidencio as marcas positivas, Capivaras e garças ainda vivas ao redor das sapucaias. A lenda do mato do Sanico, figuras marcantes de nossa população. Muela, Matoso e "Jorjão". O que sinto não é idolatria, É gratidão.

Calmamente desce o Sapucaí, Manso e triste, Com um sorriso sujo
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Calmamente desce o Sapucaí, Manso e triste, Com um sorriso sujo Luta e resiste. Insiste em nos banhar, Pra nossa sorte e Pra ele azar. Desce, vendo ao seu lado Famílias que crescem, Ao som de manilhas desaguantes. Fogos de comemoração? Antes fosse. Triste desce Triste também sigo. Reclamam a Deus e o mundo As fúrias janeiras Vendo destruição em tudo que é jornal. Respeitem para serem respeitados, Já dizia o velho ditado.

Que destalento de viver! Deitado em seu aposento Brincando de ter.
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Que destalento de viver! Deitado em seu aposento Brincando de ter. Ter apartamento, Carro do ano, Ter filhos estudando, Uma mulher delicada e meiga, Fingindo ser uma família feliz Igual nos comercias de manteiga. Quanto destalento, Cumprir os mandamentos da vida comum, Como um fiel dizimando, Que feito um acionista tolo, Constrói sua casa no céu Tijolo por tijolo, De ouro em ouro.

Se me fizesse de barro, Se me fizesse de luz, Se me fizesse de evolução.
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Se me fizesse de barro, Se me fizesse de luz, Se me fizesse de evolução. Já estou feito. E mal feito, Cheio de defeito, Protótipo do tipo rasura. Com a cara escura, Entro em apuro Quando procuro resposta. Verdadeiramente uma bosta Viver de interrogação. De onde vim? Pra onde vou? Bosta em decomposição. É melhor eu parar Antes que censuraram Alegando que "bosta" é de baixo calão.

Andei por ruas desertas onde ninguém ousou andar. Provei de vários venenos dolorosos, mas tive que experimentar. Vaguei por horas e dias sem saber o que procurava.
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Andei por ruas desertas onde ninguém ousou andar. Provei de vários venenos dolorosos, mas tive que experimentar. Vaguei por horas e dias sem saber o que procurava. Procurei por muito o errado, errei por muito o procurado, sabendo das consequências, mas obtendo respostas para minhas dúvidas. Acumulando dívidas. Por muito passei, por pouco ainda estou vivo. Mas sem todas as respostas necessárias.

Com brinco na orelha, Brinco de ser do avesso. Mas tão comum que só,
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Com brinco na orelha, Brinco de ser do avesso. Mas tão comum que só, Do avesso não sou mais. Tão igual a tais rapazes, Fazer diferente, contra o que já é. Ah! Tanta confusão Que nem sei onde estão minha certezas, Se é que são minhas. É como não comer galinhas Sem saber a razão. Seguidores. Quantos tropeços terão de sofrer para entender? Padecer até que a morte vos ou te pare! Vestindo mascaras, Brincando de bocas e caras. Custa caro meu caro. Meu carro que nem quero ter, Aliás, nem tenho. É desdenho, mas não quero comprar. Aperte para cabe-lo em seu bolso, Alerte para cabelo em seu bolo. Tolo! Quem sou eu pra julgar seu brinco? Se também sei brincar.

Vi da vidraça, Vida vi praça. Vivendo de graça
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Vi da vidraça, Vida vi praça. Vivendo de graça Morando com traças Esquecido me fui. Faltando peças Como nessas Garças de jardins Aliás, Não voo mais. Não vou mais. Esses encorajados Encorujados, Que vira e mexe Revira e remexe Me fazem de condenado, De poeta mal falado. A mão que aponta Volta sempre três pontas Para o próprio nariz. Nesse momento migratório, Hora penso no velório Outrora no senatório. Mas vida se passa!

E quando tudo der errado. Quando nada for ao seu favor. Quando a sombra te incomodar
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E quando tudo der errado. Quando nada for ao seu favor. Quando a sombra te incomodar E no sol arder de calor. E quando perder no caminho da volta. Quando esquecer e chegar atrasado. Quando o ponteiro do relógio parar. Quando tropeçar no cadarço desamarrado. Quando ninguém mais se preocupar. E quando o amor te causar muita dor. Quando a fumaça realmente for fogo. Quando alguém vencer o seu jogo. Quando chover quando for ver o mar. Quando com a espinha de peixe engasgar. Não se preocupe meu amigo, Isso é nenhum jogo de azar. Veja o lado bom disso tudo Quando o "quando" chegar!

Nesse mundo, Nesse mundaréu de hipóteses! Imundo,
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Nesse mundo, Nesse mundaréu de hipóteses! Imundo, Inundado de dúvidas, De dívidas, Devida a falta de atenção. Atenção pois é promoção, Te promovem o consumo Em troca de escravidão. Carro luxo, Produção lixo. "Vidão"? Acho que não! Mas um hipótese na cabeça E um medo no coração.

Sei que sei que daqui não sou, Que não pertenço a essa classe, Que hoje é apenas mais um dia de trabalho;
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Sei que sei que daqui não sou, Que não pertenço a essa classe, Que hoje é apenas mais um dia de trabalho; Daquelas sexta-feiras em que sentimos, Sentimos a irreal sensação "dever cumprido". Comemorando assim os únicos dois dias Que são seus, e que realmente são úteis. Por que será que agimos contra nós mesmos Trocando nossas horas de céu azul por sédulas? Quanta ironia, eu aqui disfarçando trabalhar mas escrevendo isto dentro das 44. Funcionário ingrato, Que relata o que sente Indo contra a corrente, Sabotando o comum. Há ingratidão, Talvez de minha parte, Talvez não.

Não me encaminhem a um senatório Eu não nasci pra ser rato de laboratório. Nem tente criticar meu mundo ilusório
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Não me encaminhem a um senatório Eu não nasci pra ser rato de laboratório. Nem tente criticar meu mundo ilusório Você nunca esteve e nunca estará lá. Teu olhar cheio preconceito Analisando meus dias inundados de defeitos Condenando meus passos, meus traços Sem abraços, ou sei lá. Não é assim que você vai me decifrar, Críticas sem saber o que deve falar. Adianto-lhe que o melhor a se fazer é parar Você no seu mundo de lá e eu no meu mundo de cá.

Beleza física, Fisionomia. Não tem valor
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Beleza física, Fisionomia. Não tem valor Não tem valia. Fisioterapia para evolução Fiz foi outra opção. Olhar além Do que se tem. Enxergar além Do que se vê. Ver de perto Ver ao certo Quem realmente É você! Geralmente Geral mente Para agradar. Outros mentem Pra se gabar. Outros pra enfeitar Mas acabam por enfeiar. Quem realmente você é? Você é a marca que carrega no pé? Ou é apenas um andarilho que anda apé? Quem mente? Você é real? Ou é dólar? Esmola talvez? Lembre-se de lembrar Quem sou eu, e que você não é!