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Frases de Aíla Sampaio

46 frases

Éramos íntimos sem nunca nos termos visto Como se nos pertencêssemos há muito tempo E a vida nos tivesse unido outra vez
Não remenda teus rasgões. Deixa os buracos aparecerem como sinais de vida vivida. Somente quem já derrapou nas curvas e caiu em abismos sabe os caminhos, conhece os desvios, aprendeu que a nossa história se faz de percursos muitas vezes íngremes e que é preciso a turbulência para…
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Não remenda teus rasgões. Deixa os buracos aparecerem como sinais de vida vivida. Somente quem já derrapou nas curvas e caiu em abismos sabe os caminhos, conhece os desvios, aprendeu que a nossa história se faz de percursos muitas vezes íngremes e que é preciso a turbulência para que busquemos o equilíbrio; é necessária a escuridão para que enxerguemos a luz.

Seremos eternos meninos diante um do outro, teremos a mesma crença no futuro e seguiremos firmes ao encontro do inusitado enquanto houver amor. Seremos donos de todas as certezas e teremos as chaves de todas as portas; venceremos dragões e desesperos, mudaremos a rota de todas as…
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Seremos eternos meninos diante um do outro, teremos a mesma crença no futuro e seguiremos firmes ao encontro do inusitado enquanto houver amor. Seremos donos de todas as certezas e teremos as chaves de todas as portas; venceremos dragões e desesperos, mudaremos a rota de todas as naus contrárias à nossa felicidade se estivermos juntos. Separados, somos pássaros sem asas, barcos à deriva, oceanos de incertezas a interditar os caminhos. Separados, somos frágeis cristais nas descuidadas mãos do destino.

Traga-me bons ventos, meu amor, porque tempestades já me sobram. Dê-me olhos generosos, que não encubram as minhas rugas, mas disfarcem as minhas cicatrizes; que não busquem a minha perfeição, mas compreendam os meus defeitos. Traga-me sonhos, meu amor, mas com uma nesga de reali…
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Traga-me bons ventos, meu amor, porque tempestades já me sobram. Dê-me olhos generosos, que não encubram as minhas rugas, mas disfarcem as minhas cicatrizes; que não busquem a minha perfeição, mas compreendam os meus defeitos. Traga-me sonhos, meu amor, mas com uma nesga de realidade na sala de espera pra que eu não tropece nas nuvens antes de chegar ao céu.

É chegada a hora de pôr as mágoas ao sol, estender os braços ao vento e criar uma bela história para viver; seguir em frente, sem olhar pra trás, sem mirabolantes castelos no pensamento; ouvir e ouvir-se no íntimo silêncio até entender que a vida se faz dos pequenos momentos e nã…
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É chegada a hora de pôr as mágoas ao sol, estender os braços ao vento e criar uma bela história para viver; seguir em frente, sem olhar pra trás, sem mirabolantes castelos no pensamento; ouvir e ouvir-se no íntimo silêncio até entender que a vida se faz dos pequenos momentos e não das buscas incessantes pela felicidade que sempre escapa das nossas mãos, quando, em vez de enxergá-la ao redor, tentamos alcançá-la nas estrelas.

Era para ti que o meu dia clareava mais cedo e as ruas acordavam para escutar o abrir das portas, o caminhar lento das horas sob o cheiro quente do café coado. Era para ti que as calçadas se alargavam para o movimento da manhã; que nascia o sol e as árvores faziam sombra. A vida…
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Era para ti que o meu dia clareava mais cedo e as ruas acordavam para escutar o abrir das portas, o caminhar lento das horas sob o cheiro quente do café coado. Era para ti que as calçadas se alargavam para o movimento da manhã; que nascia o sol e as árvores faziam sombra. A vida vista da janela tinha a moldura que eu quisesse, porque os olhos eram meus e o que eu via te dava, porque a ti deveriam pertencer todas as coisas serenas que atravessavam o meu caminho. E foste aos poucos vendo a nuvem que fugia pra desencantar a lua, as horas correndo apressadas sobre os paralelepípedos e as estrelas unindo nossos olhares no firmamento. E foste entendendo que, no ir-e-vir de todas as coisas, já não apenas sou; já não apenas és: SOMOS.

O amor acontece de repente, quando estamos desprevenidos. Pode estar subindo num elevador ou descendo as escadas; atravessando a rua displicente ou, nesse mesmo instante, parando no sinal vermelho. Quem sabe esteja à nossa espera na caixa do correio ou num perfil de facebook; num…
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O amor acontece de repente, quando estamos desprevenidos. Pode estar subindo num elevador ou descendo as escadas; atravessando a rua displicente ou, nesse mesmo instante, parando no sinal vermelho. Quem sabe esteja à nossa espera na caixa do correio ou num perfil de facebook; numa esquina sem semáforo ou num engarrafamento medonho. Não o imaginamos comprando remédio na farmácia ou frutas no supermercado; sempre o projetamos com as nossas expectativas de perfeição, como um ser etéreo, saído que algum conto de fada. Não nos damos conta de que ele pode bocejar de cansaço ou beber além da conta; de que pode não ter os atributos de um herói, mas nos salvar da incompletude; de que pode ter muitos defeitos, mas mesmo assim nos fazer feliz.

Quase sempre nos acomodamos às situações e deixamos de seguir em frente; recuamos diante do fim de um relacionamento que há muito não nos satisfaz, adiamos projetos que impliquem renúncias, nos acomodamos à mornidão da vida, porque tememos o estado de ebulição dos sentimentos, te…
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Quase sempre nos acomodamos às situações e deixamos de seguir em frente; recuamos diante do fim de um relacionamento que há muito não nos satisfaz, adiamos projetos que impliquem renúncias, nos acomodamos à mornidão da vida, porque tememos o estado de ebulição dos sentimentos, temos medo do vai-e-vem da gangorra e de tudo o que ameaça a nossa comodidade, sem nos darmos conta de que podemos estar sentados sobre um barril de pólvora. Na verdade, sempre arranjaremos desculpas para a nossa letargia, para fugir da responsabilidade de assumir riscos, e esperamos que a explosão da nossa inércia parta de acaso, como se, do mesmo modo, não fôssemos arcar com as consequências da nossa apatia. Somos resistentes às mudanças porque tememos os desafios e não nos dispomos a enfrentar o desconhecido que somos pra nós mesmos.

Já doeu mais. Mas doía ainda e doeria por muito tempo, embora já não trocasse de pele todos os dias nem tentasse reerguer as paredes derrubadas. Aprendera um pouco da sagacidade do vento e deixava ir aos poucos a poeira. Reaprendia a olhar o mundo e a criar uma nova paisagem, ens…
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Já doeu mais. Mas doía ainda e doeria por muito tempo, embora já não trocasse de pele todos os dias nem tentasse reerguer as paredes derrubadas. Aprendera um pouco da sagacidade do vento e deixava ir aos poucos a poeira. Reaprendia a olhar o mundo e a criar uma nova paisagem, ensaiava os lentos passos do esquecimento com a consciência de que nunca mais seria a mesma. Um dia jogaria fora os entulhos e trocaria de nome; quem sabe renascesse flor para murchar menos dolorosamente.

Às vezes pensamos que é amor e é só uma emboscada. Armação do destino para nos enrolar, para testar nosso fôlego num mergulho demorado. Imergimos, emergimos e, desfeito pelas ondas revoltas aquele sentimento escorre, vira espuma. Se esfuma diante dos nossos olhos incrédulos. Aí a…
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Às vezes pensamos que é amor e é só uma emboscada. Armação do destino para nos enrolar, para testar nosso fôlego num mergulho demorado. Imergimos, emergimos e, desfeito pelas ondas revoltas aquele sentimento escorre, vira espuma. Se esfuma diante dos nossos olhos incrédulos. Aí a gente vê que foi só uma emboscada... Amor de verdade é sempre à prova d'água!

A gente esquece o nome quem têm algumas dores. Sim, porque algumas delas têm nome e endereço fixo, mas não têm remédio. Daí as cartas que escrevo ao tempo, pedindo que passe passe passe, de mãos dadas com o vento, e leve as histórias mal contadas daquele amor que gostava dessa ri…
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A gente esquece o nome quem têm algumas dores. Sim, porque algumas delas têm nome e endereço fixo, mas não têm remédio. Daí as cartas que escrevo ao tempo, pedindo que passe passe passe, de mãos dadas com o vento, e leve as histórias mal contadas daquele amor que gostava dessa rima pobre. Que não fique sequer um pé de esperança aonde não pode brotar flor. Que seque toda seiva que se derrame em vão e sobreviva apenas a poesia soberba da vida tatuando em cada poro o cheiro desse amor nascente. Esse tem asas que não são descartáveis e só sabe rimar com felicidade. Sua tristeza é sincera, sua alegria não é postiça. Seu esconderijo, por enquanto, são as minhas palavras, mas, em breve, será o meu corpo... os sapatos já saíram da caixa. Falta muito pouco para saírem andando por aí. Aíla Sampaio

Tudo, absolutamente tudo, é provisório. Mas ninguém, absolutamente ninguém, aceita isso. Vivemos como se fôssemos eternos e tudo fosse durar para sempre: as pessoas que amamos, as paixões e até as dores. Queremos ser felizes, não experimentar sofrimentos, não ser contrariados nun…
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Tudo, absolutamente tudo, é provisório. Mas ninguém, absolutamente ninguém, aceita isso. Vivemos como se fôssemos eternos e tudo fosse durar para sempre: as pessoas que amamos, as paixões e até as dores. Queremos ser felizes, não experimentar sofrimentos, não ser contrariados nunca. Queremos a compreensão do outro mas nem sempre estamos aptos a compreender o outro. Às vezes, nem a ver o outro. Queremos sempre falar, mas não sabemos ouvir; queremos amores eternos, fidelidade, ...mas machucamos quem amamos com silêncios e omissões quando se espera uma palavra e/ou um gesto. Temos um imenso medo de arriscar nosso conforto e fazer novos voos, mas esperamos novidades, mudanças. Ainda não aprendemos que criar asas e ousar a imensidão é pra quem tem sonhos e acredita neles; pra quem não só pensa que pode cair se tentar. Sejamos sinceros: precisamos ser menos pretensiosos e ter mais humildade para aprender o amor... precisamos desviciar o olhar e não esperar que os outros façam o que só nós podemos (e devemos) fazer. Devemos olhar o nosso umbigo antes de julgar o do outro e viver com a ideia da perecibilidade muito clara... quem sabe assim façamos mais e esperemos menos.

" Chega uma hora na vida em que, de tanto querer, a gente não quer mais. Não quer mais a vida feito vulcão em ebulição, não quer mais viver em busca; quer a paz do caminho sem tantos abismos, quer menos curvas e mais atalhos. Não quer mais o que faz perder o sono, o que desconfo…
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" Chega uma hora na vida em que, de tanto querer, a gente não quer mais. Não quer mais a vida feito vulcão em ebulição, não quer mais viver em busca; quer a paz do caminho sem tantos abismos, quer menos curvas e mais atalhos. Não quer mais o que faz perder o sono, o que desconforta o pensamento. Não quer mais aventura nem risco, só a emoção do que não parte às pressas, nem deixa marcas profundas e sangrentas. Chega uma hora na vida em que ou fazemos a opção por nós mesmos ou morremos extenuados sempre à procura do que nunca mais encontraremos.

Viver é povoar desertos, tentar colher flores em jardins de concreto... Não basta subir as escadarias e olhar o mundo. É preciso pular no precipício e, sem asas, arranjar um jeito de aterrisar; sobreviver e continuar, continuar, continuar... indefinidamente e com vontade, a despe…
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Viver é povoar desertos, tentar colher flores em jardins de concreto... Não basta subir as escadarias e olhar o mundo. É preciso pular no precipício e, sem asas, arranjar um jeito de aterrisar; sobreviver e continuar, continuar, continuar... indefinidamente e com vontade, a despeito de abismos, céus, medos ou coragens, lágrimas ou sorrisos. Que a porta nunca se feche sem que tenhamos visto pelo menos uma flor!