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Frase de Aíla Sampaio

Quase sempre nos acomodamos às situações e deixamos de seguir em frente; recuamos diante do fim de um relacionamento que há muito não nos satisfaz, adiamos projetos que impliquem renúncias, nos acomodamos à mornidão da vida, porque tememos o estado de ebulição dos sentimentos, temos medo do vai-e-vem da gangorra e de tudo o que ameaça a nossa comodidade, sem nos darmos conta de que podemos estar sentados sobre um barril de pólvora. Na verdade, sempre arranjaremos desculpas para a nossa letargia, para fugir da responsabilidade de assumir riscos, e esperamos que a explosão da nossa inércia parta de acaso, como se, do mesmo modo, não fôssemos arcar com as consequências da nossa apatia. Somos resistentes às mudanças porque tememos os desafios e não nos dispomos a enfrentar o desconhecido que somos pra nós mesmos.

Aíla Sampaio

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Fonte e informações de autoria

Pensador.com

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Somos duas retas que finalmente se encontraram no infinito.
A música parou antes do fim da festa. Ela ficou estática no meio do salão vazio, perdida no compasso do silêncio, sem ponto de partida nem de chegada, sem armas no meio da guerra. Restava-lhe escutar os passos da solidão que avinagrava as lembranças boas com a acidez da separação…
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A música parou antes do fim da festa. Ela ficou estática no meio do salão vazio, perdida no compasso do silêncio, sem ponto de partida nem de chegada, sem armas no meio da guerra. Restava-lhe escutar os passos da solidão que avinagrava as lembranças boas com a acidez da separação. Sabia que só poderia ser daquele jeito e mergulhava num abismo irreversível de descrença naquilo que um dia acreditou. Não havia remédio; nada mais remendaria aquela taça quebrada, então precisava não ser, não sentir, até que a vida a tirasse pra dançar outra vez.