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Frase de Aíla Sampaio

Já doeu mais. Mas doía ainda e doeria por muito tempo, embora já não trocasse de pele todos os dias nem tentasse reerguer as paredes derrubadas. Aprendera um pouco da sagacidade do vento e deixava ir aos poucos a poeira. Reaprendia a olhar o mundo e a criar uma nova paisagem, ensaiava os lentos passos do esquecimento com a consciência de que nunca mais seria a mesma. Um dia jogaria fora os entulhos e trocaria de nome; quem sabe renascesse flor para murchar menos dolorosamente.

Aíla Sampaio

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Fonte e informações de autoria

Pensador.com

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A música parou antes do fim da festa. Ela ficou estática no meio do salão vazio, perdida no compasso do silêncio, sem ponto de partida nem de chegada, sem armas no meio da guerra. Restava-lhe escutar os passos da solidão que avinagrava as lembranças boas com a acidez da separação…
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A música parou antes do fim da festa. Ela ficou estática no meio do salão vazio, perdida no compasso do silêncio, sem ponto de partida nem de chegada, sem armas no meio da guerra. Restava-lhe escutar os passos da solidão que avinagrava as lembranças boas com a acidez da separação. Sabia que só poderia ser daquele jeito e mergulhava num abismo irreversível de descrença naquilo que um dia acreditou. Não havia remédio; nada mais remendaria aquela taça quebrada, então precisava não ser, não sentir, até que a vida a tirasse pra dançar outra vez.