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Frases de Ádamo Carramilo

13 frases

Soneto dos Raros Olhos Olhos predestinados daquela morena Me desperta os olhos da morena
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Soneto dos Raros Olhos Olhos predestinados daquela morena Me desperta os olhos da morena Olhos negros daquela morena Cor de amêndoas são os olhos da pequena São os olhos raros daquela morena Penetram à minha alma como um poema Distantes, ao longe vejo os olhos da morena Pertos, ofuscam o meu dilema Lembrança dos olhos da morena Vívidos, se ajustam ao meu esquema Companheiros, olhos meus até morrer Sublimes como minha amada Seus olhos, meu caminho para valer No infinito dos seus olhos, minha morena, minha toada

Moleca José Maria, que cantinho de olhar é esse que faz eu pirar Pirar na nossa vontade de experimentar
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Moleca José Maria, que cantinho de olhar é esse que faz eu pirar Pirar na nossa vontade de experimentar Experimentar e contemplar as belezas da vida refletidas no seu olhar Olhar e lembrar da ingenuidade no seu caminhar Caminhar esse que um dia a malícia irá brotar Brotar no seu coração o discernimento quando necessitar Necessitar de tudo que aquilo que fui capaz de te mostrar Mostrar que a vida é da cor que a sua imaginação quiser pintar Pintar ou rabiscar, dessa vez prefiro só admirar

Aqui é cafofo Bob!!! É ne$$e cafofo quente que ele$ vêm $e contaminar Bob Tudo acontece e ele$ acham que vai $er assim Bob
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Aqui é cafofo Bob!!! É ne$$e cafofo quente que ele$ vêm $e contaminar Bob Tudo acontece e ele$ acham que vai $er assim Bob Deixar na$ costa$ da gente Porque não pa$$am de indecente$ $em saber que o povo $ente $ente arrepio de$$e tipo de gente Pode $er do Cunha ao Pre$idente Ma$ a verdade é que eu can$ei Can$ei de ser incomodado Ma$ também de $er acomodado $e Deus qui$er não vou votar mai$ ne$$e tipo de gente Preci$am da gente para depoi$ cobrar o excedente Uma pátria sofrida e humilhada con$tantemente Poi$ é Bob, ela também $e confunde frequentemente Que é preciso agir como gente e largar do egoí$mo Que con$ome e$$a gente E$$a! do Cunha ao Presidente Ma$ a hora de você$ vai chegar Mero$ poderoso$ incompetente$ $em falar que você$ não vão con$eguir ga$tar dignamente E$$a dinheirama que levaram da gente O povo $ofre e de repente Acorda e percebe que i$$o Não pode $er para sempre Que cla$$e é e$$a que não passa de talento$ Talento$ sem pudor Que levam o pão de muita gente Preci$am $epultar o caixão de muita gente E$$a gente! do Cunha ao Presidente Talento$ adquirido$ de pai para filho De Prefeito$ a outro$ tanto$ talento$ Que aparecem aqui con$tatemente Sempre precisando de um PRE$ENTE

Laços e traços O diferente é o nosso traço Apesar de ser a metade quase tudo de um único laço
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Laços e traços O diferente é o nosso traço Apesar de ser a metade quase tudo de um único laço Esse laço que fazemos por todos os lados Seja você com sua magia ou eu com os meus colapsos Esse laço que despertou Todas as metades desse compasso Você suave vindo de um lado Eu agoniado te recebendo em meus braços Formosura e luz de todos os lados Uma morena que me encantou Já nos primeiros amassos Deliciosa e educada Enriquece-me todos os dias com bons papos

A verdade da metade Por uma metade a essência do homem torna-se completa e satisfeita Dessa metade que é a banda do homem chama-se mulher, a primeira metade do destrambelhado, a outra metade é o próprio desmantelo
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A verdade da metade Por uma metade a essência do homem torna-se completa e satisfeita Dessa metade que é a banda do homem chama-se mulher, a primeira metade do destrambelhado, a outra metade é o próprio desmantelo Destes dias, a expectativa da metade era a ponderação da razão, ou simplesmente a leveza da tarde de verão que emplacaria o exagero do emocional Certa metade era sua essência, tal como a dama da noite, exalando seu perfume ao anoitecer, discreta ao não se ver Essa metade exalava intensidade, olhos negros e cheiro que entranhava até a alma Espírito ingênuo trocou sua pequena distração pela malícia da metade, quando se viu a metade já era o seu trilhar A pequena metade contemplava à incessante busca da verdade da outra metade A outra metade queria adivinhar o que faria sem sua metade, afinal duas metades era a sua verdade De um modo ou de outro, as metades são essências da mesma revolução Uma metade é libertação, a outra é amor

Surgiu da Euforia Acordei e já não me continha Descobri que não foi tão rápido quanto aquela euforia
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Surgiu da Euforia Acordei e já não me continha Descobri que não foi tão rápido quanto aquela euforia Que senti ao te ver naquela madrugada que surgia Agora estou aqui com a escrita me dedurando Como uma impressora faria Preciso saber o gosto de um beijo Um beijo interminável para meus lábios entusiasmados Perceberem a profundidade do que sentia Não só com esse beijo, mas também com a sintonia Anseio de saber se é este o fim O fim de uma expectativa O fim de uma agonia Ou a certeza de outro dia Minha singela energia para um beijo ao fim do dia Seria como uma melodia para saber se essa música novamente escutaria Ou terminaria a imensa alegria De fazer você se apaixonar todo o dia Nem me preocupo mais com que irá pensar com essa simpatia Ou com esse pedido que pode ser o devaneio do dia Loucura minha saber se esse beijo interminável estancaria a minha euforia Ou começaria a sua, já que sei que também queria Seus olhos não conseguem mais esconder sua harmonia Com a afinidade que surgiu desde o primeiro dia Estou esperando as horas passarem e deixar mais para o fim do dia Saber se eu consegui a carta de alforria Largo do meu orgulho de não falar do que me importaria Me importa sua companhia todo dia Não nego a intenção de ficar junto a sua energia Preciso saber o quanto me queria Ou devo esquecer essa ideia de ter um beijo ao fim do dia E deixar acabar a minha ideologia de saber que em seus lábios eu permaneceria Escrevo somente o que meu coração não esconderia Sem me preocupar se tolo pareceria Registro somente que desta vez não permitiria Me aprofundar mais nessa euforia Ou deixo para ver se Deus realmente deixaria Agradecer de ter encontrado o que queria Ou simplesmente ver mais um beijo morrer Aonde não queria

Binóculos da Alma Mais adiante confirmarei essa percepção de que o que penso atrai os mesmos pensamentos dos que me seguem. Vejo a troca de pensamentos que escorregam pela cabeça e saltam aos binóculos da alma.
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Binóculos da Alma Mais adiante confirmarei essa percepção de que o que penso atrai os mesmos pensamentos dos que me seguem. Vejo a troca de pensamentos que escorregam pela cabeça e saltam aos binóculos da alma. Lentes claras, lágrimas brilhantes, o vermelho na retina e no coração. A alma guarda, o olho revela e a palavra liberta.

Mordomia de Deus Um casal de pássaros a sobrevoar A tarde feita com o vai e vem das ondas
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Mordomia de Deus Um casal de pássaros a sobrevoar A tarde feita com o vai e vem das ondas O mar espelhado pela intensidade do sol Limites do espelho do mar! Um senhor a caminhar Com pés descalços, pela extensão, ao lado deste tapete a brilhar Que faço questão de também resguardar A mordomia de ver poesia a qualquer piscar Daquele lado a certeza que a alma a água lavará Do verde a que me refiro estão os morros e ilhas No alcance dos meus dedos Se um olho fechar Com chamados de que há outra existência A mordomia se estende pelo pensar Pela consciência, por vezes, Vem revelar A cada espuma que se aproxima Recordo da cabocla que me trouxe pra cá Olhos negros e brilhosos Junto a um coração que só vejo se fortificar Coração este, capaz de me libertar Por tamanhas mordomias Precisei, eu, labutar Noites e dias Por tantas provas me fiz passar Danado deu! Será? Merecedor eu? Quem está a me observar? O casal de pássaros a pescar! O sol que ilumina este tracejar! Ou o vai e vem das espumas Deste tapete que o mar

Meus sonhos: Seus olhos Seus olhos de perto me faz derreter Como o sol faz ao anoitecer
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Meus sonhos: Seus olhos Seus olhos de perto me faz derreter Como o sol faz ao anoitecer Olhos que brilham e iluminam como sol Como o sol ao amanhecer Olhos que cativam e demonstram A minha intenção em te fazer enlouquecer Olhos poderosos me fazem hipnotizar E ao seu coração o meu vai mirar Olhos que mantém a luz na escuridão Como a alegria que mantemos na nossa junção Pelos seus olhos me ensinei a me perder

03/07 O frio da manhã intensifica a mudança libertária destes tempos, acostumado às raízes densas do lar. Lembrete dos corações amáveis que saúdam a cada volta e a angústia a cada partida.
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03/07 O frio da manhã intensifica a mudança libertária destes tempos, acostumado às raízes densas do lar. Lembrete dos corações amáveis que saúdam a cada volta e a angústia a cada partida. Prefiro pensar que a tempo de ir e vir de forma leve e madura. Voo ao conquistar o mundo com pensamentos de otimismo. Com aquela cabocla deixei a certeza do regresso e a pureza de ser diferente. Acalmo-me vagarosamente como a folha ao cair da árvore. A força vem dos pés para cima. Sedimento essa energia e deixo fluir. Fecho os olhos, conforto-me com a humildade de um pescador que às vezes nada pega, mas continua a esperar. Alegro-me ao ver o quanto algodão doce existe neste céu. Oh, meu Deus, por que tamanha doçura não cobre os homens como cobre esse céu! E na intuição, o recado: Das dádivas, o tempo é a maestria superior. O recanto dos sonhadores e a ferramenta dos benfeitores. Hoje, ainda é tempo de vir ao encontro das novas mudanças. Hoje, ainda é tempo de ir de encontro ao que não mudará. Só quem voa desperta o valor da mudança em sua consciência. Flutua a vontade de assoprar em seus ouvidos: Obrigado por me libertar. Agora é tempo de ir.