Pular para o conteúdo

Frase de Ádamo Carramilo

Mordomia de Deus Um casal de pássaros a sobrevoar A tarde feita com o vai e vem das ondas O mar espelhado pela intensidade do sol Limites do espelho do mar! Um senhor a caminhar Com pés descalços, pela extensão, ao lado deste tapete a brilhar Que faço questão de também resguardar A mordomia de ver poesia a qualquer piscar Daquele lado a certeza que a alma a água lavará Do verde a que me refiro estão os morros e ilhas No alcance dos meus dedos Se um olho fechar Com chamados de que há outra existência A mordomia se estende pelo pensar Pela consciência, por vezes, Vem revelar A cada espuma que se aproxima Recordo da cabocla que me trouxe pra cá Olhos negros e brilhosos Junto a um coração que só vejo se fortificar Coração este, capaz de me libertar Por tamanhas mordomias Precisei, eu, labutar Noites e dias Por tantas provas me fiz passar Danado deu! Será? Merecedor eu? Quem está a me observar? O casal de pássaros a pescar! O sol que ilumina este tracejar! Ou o vai e vem das espumas Deste tapete que o mar

Ádamo Carramilo

No pensador.ai desde

Fonte e informações de autoria

Pensador.com

Abrir fonte original (abre em nova aba)

Outras frases de Ádamo Carramilo

Soneto dos Raros Olhos Olhos predestinados daquela morena Me desperta os olhos da morena
Continuar lendo

Soneto dos Raros Olhos Olhos predestinados daquela morena Me desperta os olhos da morena Olhos negros daquela morena Cor de amêndoas são os olhos da pequena São os olhos raros daquela morena Penetram à minha alma como um poema Distantes, ao longe vejo os olhos da morena Pertos, ofuscam o meu dilema Lembrança dos olhos da morena Vívidos, se ajustam ao meu esquema Companheiros, olhos meus até morrer Sublimes como minha amada Seus olhos, meu caminho para valer No infinito dos seus olhos, minha morena, minha toada

Moleca José Maria, que cantinho de olhar é esse que faz eu pirar Pirar na nossa vontade de experimentar
Continuar lendo

Moleca José Maria, que cantinho de olhar é esse que faz eu pirar Pirar na nossa vontade de experimentar Experimentar e contemplar as belezas da vida refletidas no seu olhar Olhar e lembrar da ingenuidade no seu caminhar Caminhar esse que um dia a malícia irá brotar Brotar no seu coração o discernimento quando necessitar Necessitar de tudo que aquilo que fui capaz de te mostrar Mostrar que a vida é da cor que a sua imaginação quiser pintar Pintar ou rabiscar, dessa vez prefiro só admirar

A verdade da metade Por uma metade a essência do homem torna-se completa e satisfeita Dessa metade que é a banda do homem chama-se mulher, a primeira metade do destrambelhado, a outra metade é o próprio desmantelo
Continuar lendo

A verdade da metade Por uma metade a essência do homem torna-se completa e satisfeita Dessa metade que é a banda do homem chama-se mulher, a primeira metade do destrambelhado, a outra metade é o próprio desmantelo Destes dias, a expectativa da metade era a ponderação da razão, ou simplesmente a leveza da tarde de verão que emplacaria o exagero do emocional Certa metade era sua essência, tal como a dama da noite, exalando seu perfume ao anoitecer, discreta ao não se ver Essa metade exalava intensidade, olhos negros e cheiro que entranhava até a alma Espírito ingênuo trocou sua pequena distração pela malícia da metade, quando se viu a metade já era o seu trilhar A pequena metade contemplava à incessante busca da verdade da outra metade A outra metade queria adivinhar o que faria sem sua metade, afinal duas metades era a sua verdade De um modo ou de outro, as metades são essências da mesma revolução Uma metade é libertação, a outra é amor