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Frase de R. Matos

O que adianta aligeirar por você tenho remorso Vai me soltar deixar melindroso Conseguiria se fosse mais meticuloso Mais só açodado e não sei ser auspicioso Apenas as costas na frente da barriga, autêntico presunçoso Impressionar uma mulher não é conquistá-la, isso é impetuoso Tem que ser mais lírico um rapaz amoroso Escorregado no seu magnetismo um bando de libidinoso Você provoca entorta mais continua com seu jeito acintoso Eu não disponho de disputar ninguém sou declarado ansioso Logo caído gente assim não tenho azo de cultivar fico rançoso Não é questão de tentar, também não sou ocioso Apenas sei o meu lugar sujeito pacífico poroso Uma fobia de sofrer, sempre receoso Mais ti asseguro se diligenciasse seria o meu valor mais precioso Execro a mim mesmo noite e dia por ser asqueroso Por não reluzir na caligem, por falta de ser ambicioso De ir fundo dá a cara para apanhar, de ainda não ser exitoso Sou uma cabeça que leva ainda como um jocoso A própria desgraceira, isso e tenebroso O nosso lado comum e que temor terás, certo tendencioso Depois de chegar o frio e escuro do meu coração cauteloso Se pergunte, por que ainda estou nessa se não sou audacioso Nadinha e meu, mas conservo um ar belicoso Livro, e um amor ainda que seja custoso Não o último dos boêmios, tão pouco romântico, só custoso Enquanto a ampulheta trabalha eu persisto criterioso Por que como os outros não serei, aquele cara vigoroso Apenas o discrepante de tanto outros que existem garboso Com aquele toque único que me entono de teimoso.

R. Matos

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Pensador.com

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O tempo é uma forma humana de aprisionar os humanos
Eu vi renascer o dia na terra de Debret A boléu da bastilha, comemorado a cabernet A tela com as cores de Monet mostrando o parlamento
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Eu vi renascer o dia na terra de Debret A boléu da bastilha, comemorado a cabernet A tela com as cores de Monet mostrando o parlamento Os sopros de alegria das crianças se perdendo a barlavento Luís XVI não foi capaz de segurar seu proveito O clero, o iluminismo abalou o ar rarefeito A economia caiu, porque de muito que excedeu a realeza Com bronca de toda população que ficou da nobreza Surgindo as cores da guerra perdida na alma francesa Absolutismo aqui não, o levante com suporte da turma burguesa Invadiram sua casa de devassidão com a população Exterminando a monarquia, com os jacobinos e a constituição O fogo é o artifício queriam se impor pela cortina A ser suspeitoso de traição já para a guilhotina Cravando no peito a moral dessa nação Ainda não acabou é preciso mais revolução Precisamos dar as crianças um estado de melhor opção Coletas e cobranças e desvairado, precisam do comitê da salvação Trilhando nova frente, trazendo na bandeira liberté Égalité Fraternité.

Um balão vagava pelo rocio Como se um dia pudesse chegar ao lácio Pairam ideias com fim intricado e azimute
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Um balão vagava pelo rocio Como se um dia pudesse chegar ao lácio Pairam ideias com fim intricado e azimute Observando a bexiga, guerreiro mamute Poderia está fazendo qualquer outra prática Mais a inação de se machucar e sarcástica E melhor ver a natureza trabalhar Fazer a vontade do inventor dedilhar Nesta praça poderia ser o sorveteiro O cachorro, a criança ou até mesmo o carteiro Mais o hemisfério como corre E exatamente com e, uma imensa torre Designações e funções, para todos e tudo distintos Na esquina o mendigo com garrafas de vinhos tintos Poderia ser eu nessa conjuntura Sendo mais um nobre da rua, com certeza na amargura Os loucos e escritores pudessem me descrever Um ser alucinatório que só sabe reescrever Um demente incompreendido no alcoice da vivência Esperando como o balão a vinda do seu fim existência.