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Frase de Marcelo Evangelista

⁠O dia e a noite sempre exitiram, compartilhando o tempo e o espaço de forma igual e respeitosa. Em plena harmonia. Mas quando o dia pensa em supremacia, vem a noite com o eclipse para mostra-lhe o seu poder e colocá-lo em seu devido lugar. É a natureza mostrando para a humanidade como as coisas podem e devem ser! Marcelo Evangelista

Marcelo Evangelista

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Pensador.com

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Outras frases de Marcelo Evangelista

⁠APRENDENDO A BOIAR Aceitar-me como um todo Impossível
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⁠APRENDENDO A BOIAR Aceitar-me como um todo Impossível Estava ainda molhado e trêmulo Do meu último mergulho Resolvi então Secar-me por partes E observando cada detalhe Na busca de encontrar Por menor que fosse E em algum lugar O belo O qual eu tentara sempre afogar Para isso agarrei na afirmativa Que todos somos filhos de Deus E não usando a arrogância De que teria de me aceitar Por ser ele Meu Pai Mas sim Acreditando na beleza de sua criação Primeiro enxuguei meus olhos E confesso que demorou Já eram muitos anos de água Porém precisava que eles estivessem Claros e vivos Bem longe da cegueira habitual Sequei minhas mãos Perfeitas As duas Bonitas e fortes E prontas Para segurar ou largar Acariciar ou bater Escrever ou rasgar as páginas Dar adeus Ou Em parceria com meus braços Não menos belos Abraçar Sequei minhas pernas e pés Pois agora já conseguia Enxergá-los inteiriços A possibilidade De ir e vir Fugir e voltar Voltar atrás Deixava-me excitado Sequei então A cabeça O rosto A face As orelhas O nariz Lindo Tudo lindo e perfeito Minha boca Nossa, minha boca Antes motivo de tanta vergonha Por ser grande demais, beiçuda demais Agora era poderosa E sua beleza não estava só na forma Mas no que ela passaria a dizer Precisei me ver em partes Para enxergar A beleza de um todo. Como eu amava meu cérebro Naquele momento Agora eu poderia Nadar com meus braços e pernas Ou Com minha boca pedir socorro Ouvir a chegada de um resgate Respirar consciente E melhor Nadaria na direção certa Com meus olhos como faróis Que não fosse na direção ideal Para os outros Ou mesmo para mim Mas que pelo menos eu achasse Eu tentasse Até uma direção contrária Mas Eu.

⁠ABSOLVENDO NARCISO Joguei fora o meu espelho Afundei-o nas águas
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⁠ABSOLVENDO NARCISO Joguei fora o meu espelho Afundei-o nas águas Pra mim e pra tudo Passei a não me ver por fora Para aceitar-me por dentro Cabelos desgrenhados Roupas maltrapilhas Dentes Unhas Imagem Abandonadas Fiz da repulsa meu escudo Pouco ria Mal falava Nada questionava Só a mim O que eu estava fazendo Ali e comigo Mutilava-me Envenenava meu corpo literalmente Mesmo desprezando o espelho Ainda via meu reflexo No fundo das águas Nos outros olhos Eu não agradava Não me agradava Não me enquadrava Sentia-me sujo Coberto por uma pele Em putrefação constante Por dentro e por fora Cada vez que ousava pensar Em mim Nos meus verdadeiros Sonhos e desejos proibidos Ainda que meus Uma eterna sensação De renascer sempre Para a morte Mas eu insistia em respirar Mesmo me tapando Eu E os outros Agora me tornara um bicho Fiz de mim um monstro Um coitado Um bosta Feio Estava de mãos dadas com a solidão Fiz com que o espelho envergonha-se De me refletir O meu espelho Perdido Quis meu reflexo de volta Como fosse De qualquer jeito Maneira Senti que precisava ver Pra me ver Senti que as flechadas Doíam mais pelas costas Precisava receber de frente De peito aberto Na cara Assim poderia Eu Desviá-las Quebrá-las Ou devolve-las E sem que ninguém percebesse Resgatei meu espelho Do lixo Do fundo de minhas águas Com muito medo E força E mesmo sem saber nadar Tomei-o de volta Meu.

⁠CARNAVAL FORA DE ÉPOCA Acho que foi nesse período Percebi-me e não gostei do que vi
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⁠CARNAVAL FORA DE ÉPOCA Acho que foi nesse período Percebi-me e não gostei do que vi Não era o que esperavam de mim Assustei-me, chorei e comecei a morrer Calado, com medo e com dor Dor na alma, nos olhos, no corpo Solitário, perdido, sem respostas Diferente, tornei-me indiferente a mim Meus desejos eram contrários e contraditórios Como meu corpo e mente Meus beijos impossíveis Meus abraços duvidosos Meus olhares maliciosos, vindo de olhos Que deveriam ser arrancados Tentava respirar num mar cada vez mais profundo E turvo e turbulento Um turbilhão E morri no maior dos meus medos Que hoje eu entendo O mar Sempre achei que tal temor vinha de outra vida Mas hoje consigo enxergar que morri nessa Aos sete anos de idade E para continuar Tive que renascer respirando outra essência Que não era minha A minha era proibida e ainda malvista E condenada Pelos que te matam Sorrindo Aceitando Fingindo E rindo Da tua dor disfarçada Muitas vezes numa alegria forçada Numa roupa fantasiada Num gesto sinuoso, ridículo, engraçado, exagerado E provocante de defesa Não me mataram Me mal-trataram Mas não me mataram Fizeram com que eu me matasse Tirando deles a culpa Disfarçada em palavras amigavelmente mentirosas Por mais que alguns pensaram estar sendo verdadeiros Foram sempre traídos pelos olhares questionadores, Reprovadores E na sua grande maioria disfarçados para não magoar Porém cortantes e risíveis E generosamente cortantes Assumo Ninguém me matou Eu não me matei Fiz pior Deixei-me matar E renasci Com medo Receio Raiva Pena Vontade Sonhos Desconfiança Insegurança Força E máscara.