Frase de R. Matos
Embarcação de carvalho ou cerejeira Não importa o destino será análogo Da terra mãe vassalos captar Para no outro Lado do continente aportar Acaso fortuno terá durante meses se sobreviver No fundo desses baús Pelas torrentes do imenso mar Vai a navegar Pestilências e tormentos diante âncoras e velas Sangue e suor alheio pelo chicote nos porões Desdém precário, móvel navegante insalubre Por suas vigas de madeira presenciou O terror que o homem pode impor a outra cor Jovem negra guerreira que debaixo do alçapão ajoelha Clamar e pede com devoção a santa proteção Que vareia certo pelo mar se esquivando dos calhaus Que um dia possam nunca mais usar estas naus.
No pensador.ai desde