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Frase de R. Matos

Comecei isso tudo descendo a ladeira De manhã ao sol, como toda criança dei uma trabalheira O rolimã era meio enferrujado mais dava para se diverti Meu amigo como louco empurrado o carrinho como um guia Bala, sorvete e pipoca me deixava delirado como eu gostava de me lambuzar De chegar no fim da tarde cansado de brincar na rua, pipa, pique bandeira e futebol Pés enodoados chegando em casa, mamãe logo brigava comigo por suja o tapete perto da lareira Depois do banho e da janta sentávamos no sofá a tv um pouco a desligar Para uma família conversar Como era entusiasmante ouvir as histórias do papai, isso me enchia de energia e vontade de ser que nem ele, quando maior Dávamos risadas até a barriga embrulhar, bons tempos que hoje lembrando me fazem suar pelos olhos Não volta mais que saudades da comida da mamãe, do seu beijo agridoce Do sorriso do papai e dos seus abraços apertados Até de maçar minha irmã, quando ela trancava a porta com seus namoricos noite a dentro E nós sábados de manhã, passear com vovô pela praça encontrar novas aventuras desbravar Tempos que o conceito de união era diferente, não se apegava a alguém com que ela tinha e sim com que ela era Nunca era hora de desanexação, o aperto estava sempre presente Pela lareira queimava o fogo da nossa harmonia Família lá em casa tem vez.

R. Matos

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Pensador.com

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O tempo é uma forma humana de aprisionar os humanos
Eu vi renascer o dia na terra de Debret A boléu da bastilha, comemorado a cabernet A tela com as cores de Monet mostrando o parlamento
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Eu vi renascer o dia na terra de Debret A boléu da bastilha, comemorado a cabernet A tela com as cores de Monet mostrando o parlamento Os sopros de alegria das crianças se perdendo a barlavento Luís XVI não foi capaz de segurar seu proveito O clero, o iluminismo abalou o ar rarefeito A economia caiu, porque de muito que excedeu a realeza Com bronca de toda população que ficou da nobreza Surgindo as cores da guerra perdida na alma francesa Absolutismo aqui não, o levante com suporte da turma burguesa Invadiram sua casa de devassidão com a população Exterminando a monarquia, com os jacobinos e a constituição O fogo é o artifício queriam se impor pela cortina A ser suspeitoso de traição já para a guilhotina Cravando no peito a moral dessa nação Ainda não acabou é preciso mais revolução Precisamos dar as crianças um estado de melhor opção Coletas e cobranças e desvairado, precisam do comitê da salvação Trilhando nova frente, trazendo na bandeira liberté Égalité Fraternité.

Um balão vagava pelo rocio Como se um dia pudesse chegar ao lácio Pairam ideias com fim intricado e azimute
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Um balão vagava pelo rocio Como se um dia pudesse chegar ao lácio Pairam ideias com fim intricado e azimute Observando a bexiga, guerreiro mamute Poderia está fazendo qualquer outra prática Mais a inação de se machucar e sarcástica E melhor ver a natureza trabalhar Fazer a vontade do inventor dedilhar Nesta praça poderia ser o sorveteiro O cachorro, a criança ou até mesmo o carteiro Mais o hemisfério como corre E exatamente com e, uma imensa torre Designações e funções, para todos e tudo distintos Na esquina o mendigo com garrafas de vinhos tintos Poderia ser eu nessa conjuntura Sendo mais um nobre da rua, com certeza na amargura Os loucos e escritores pudessem me descrever Um ser alucinatório que só sabe reescrever Um demente incompreendido no alcoice da vivência Esperando como o balão a vinda do seu fim existência.