Frase de Cawan Callonny da Silva Ferreira
Neve Nada existe Nada se cria Tudo se perde Tornando branco Onde outrora havia esperança Agora só há de existir você A gélida brancura Ao redor árvores aos montes perdidas; cegas no seu branco Buscando a luz que nunca vem O Sol que Deus destruiu há tempos não mais aquece Entocado estou Ó abrigo de madeira Agasalha mim do frio Agasalha mim da própria perversão Afasta mim de lembranças de outrora vida Tão jovem era antes do branco eu pintar de carmesim Num acesso de incoerência as ações brotaram Fiz uso da cor proibida A essencial cor da vida A sua vida feita Perante meus moldes Dando a ti novo significado Escondida e imaculada Abaixo das copas das árvores Almejando partir em voo Porém não consegues E permanece aqui comigo Nesse mundo coberto por neve Quando avisto em busca de alimento Um cervo que se via preso Pela própria Natureza Cruel Natureza Apronto meu instrumento de pintura E num repentino soslaio Personificada a belíssima Liese Bem a minha frente Sorrindo Me esvaziando no olhar Me matando no olhar Me acusando no ato Tento me aproximar E ela começa a fugir de mim Em tentativas horrendas em neve espessa Eu chego enfim No abismo No limite do meu mundo Para encontrar Apenas restantes pedaços de vestido Vestido esse cor sangue Cor desvairada Cor quebrante Cor que clamava meu nome Para usufruir dela E assim o fiz E nesse abismo feito de gelo e sangue Eu hei de perecer Igualmente como fiz a ela Em culpa Cheio da lúrida Cheio da adoração Mas ainda assim Redenção não existe Para meu glacial coração em danação Se perdeu em teu vermelho.
Cawan Callonny da Silva Ferreira
No pensador.ai desde