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Frase de Cawan Callonny da Silva Ferreira

⁠Alma O que seria de mim Sem alma? Se é duvida que cresce dentro de ti Sobre seu valor Saiba que nenhum ser está realmente fora dos olhos Vivendo em terra ou mar Dos Olhos Dele Jeová O Único Seja em pecado Seja em fartura Ninguém escaparas Dos teus flagelos A moça cercada estava Onde seus olhos alcançavam Ela se via Em imensos planos de vidro Descontente Contente Séria Perversa Inocente Inúmeras expressões faziam ali parte E tudo era parte dela Compunha toda sua frágil Pequena vida túrbida Porém ela nada sentia Não sentia medo Nem mesmo a menor confusão E foi ao aconchegar-se próximo a um dos espelhos Que começou a visualizar Sua imagem da jubilosa infância Aquecida sob os braços do pai que a erguia Rumo ao céu Rumo ao seu Lugar Prometido Em toda sua pura inocência Ela se via “Em qual momento eu me perdi?” Lagrimas repentinas surgiram Não suficiente para faze-la cair aos prantos Ela segue em busca da resposta A resposta da sua saída do plano astral No próximo espelho ela chega E logo se assombra Sua expressão dessa vez era triste Aterradora Perdida Odiosa Desesperada por solução Uma solução imediata por toda sua infelicidade Seu único filho Agora a jazer num amontoado de corpos congelantes Terrível aura saia Descontrolado ódio controlava Amaldiçoando aos filhos dos filhos Amaldiçoando a si mesma Cavando a própria cova No Inferno Quem amaldiçoa é amaldiçoado Ela sabia Sempre soube Ainda em assombro Ela decide continuar Para enfim se deparar com o que ela sentiu Pela primeira vez Um teor de resposta Estrondava a cada silaba Mas nada compreendia do que era dito Então por fim escolhe aproximar-se do enorme portão Com intuito de entender “Não há espaço aos desertores de Deus” Somente ao ouvir tais palavras Finalmente cede Aos prantos Sabendo que seu filho salvo estará Em eterna benção Enquanto ela também sabia Do preço do ódio Da raiva Da irá De joelhos ela permanece até a presença Do Juízo Final.

Cawan Callonny da Silva Ferreira

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Pensador.com

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Outras frases de Cawan Callonny da Silva Ferreira

⁠Anjo Cruel Iniciava a purificação Em puro vermelho
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⁠Anjo Cruel Iniciava a purificação Em puro vermelho Em sonífero vermelho Sol nenhum pairava no céu Morto jazia Assim como a Lua Substituído ambos por uma esfera negra Refletidas em filtro negro A vegetação decadente mais e mais Matando animais dos pequenos aos reis Varrendo o ar de suas aves Limpando até a Terra atingir coloração pútrida Construindo a desejada atmosfera sorumbática Morto jazia Ó aroma de morte Digna de pesadelos A voz de Azmuth Em conturbadas formações indecifráveis no céu Chovia sangue De seu corpo as gotículas A fluir de cada poros De seu imensurável corpo podre Suas asas eternamente profundas Sombrias na essência A orquestrar o fim Cobria toda a Terra Protegia o universo inteiro Nada escapava da misericórdia O mar não mais existia Em seu lugar O carmesim gosto de seu desejo Disfarçado num toque gentilmente vermelho Rodopiava e assim continuava Até o centro A procura da válvula de escape Para toda a sujeira E todo animal marinho Morto jazia Ó aroma de morte Enquanto mais e mais se aproximava Suas asas começavam a abraçar E toda imperfeição Estava sendo corrigida No toque Viste assustadora face Indescritível face ruborizada Expressava nada Além de satisfação pura O desejo estava se concluindo Face a face Consternado fiquei O ciclo perfeito ia ser concluído O abraço inumano ia ser completado Ele se viu em semelhança No seu próprio mar de sangue Subitamente desmembrou-se Perdendo-se em sua insana raiva Primeiro as asas caíram por terra Depois vários membros Enfim sua cabeça Que caia naquele mar vermelho Mais da metade por fora Jus a sua magnitude Tudo retornou ao nada O nada afinal existe E o ardor começou a percorrer meu corpo Pela primeira vez sentia algo Além de fascínio pela criatura E será nesse mundo solitário Que dará inicio ao meu Melancólico Réquiem Desenhada por um deus maléfico Cuja face refletia somente e apenas Ódio Intento apocalíptico pela criação Surgindo assim a visão Do que viria a ser tornar O tão aguardado despertar Do Novo Mundo.

Neve Nada existe Nada se cria
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Neve Nada existe Nada se cria Tudo se perde Tornando branco Onde outrora havia esperança Agora só há de existir você A gélida brancura Ao redor árvores aos montes perdidas; cegas no seu branco Buscando a luz que nunca vem O Sol que Deus destruiu há tempos não mais aquece Entocado estou Ó abrigo de madeira Agasalha mim do frio Agasalha mim da própria perversão Afasta mim de lembranças de outrora vida Tão jovem era antes do branco eu pintar de carmesim Num acesso de incoerência as ações brotaram Fiz uso da cor proibida A essencial cor da vida A sua vida feita Perante meus moldes Dando a ti novo significado Escondida e imaculada Abaixo das copas das árvores Almejando partir em voo Porém não consegues E permanece aqui comigo Nesse mundo coberto por neve Quando avisto em busca de alimento Um cervo que se via preso Pela própria Natureza Cruel Natureza Apronto meu instrumento de pintura E num repentino soslaio Personificada a belíssima Liese Bem a minha frente Sorrindo Me esvaziando no olhar Me matando no olhar Me acusando no ato Tento me aproximar E ela começa a fugir de mim Em tentativas horrendas em neve espessa Eu chego enfim No abismo No limite do meu mundo Para encontrar Apenas restantes pedaços de vestido Vestido esse cor sangue Cor desvairada Cor quebrante Cor que clamava meu nome Para usufruir dela E assim o fiz E nesse abismo feito de gelo e sangue Eu hei de perecer Igualmente como fiz a ela Em culpa Cheio da lúrida Cheio da adoração Mas ainda assim Redenção não existe Para meu glacial coração em danação Se perdeu em teu vermelho. ⁠

⁠Pequeno Pedaço do Paraíso Na praça reluzia o Sol nela Em sua pele cor aço
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⁠Pequeno Pedaço do Paraíso Na praça reluzia o Sol nela Em sua pele cor aço Em sua pele cor pureza Na minha enferma solidão A passível alienação do amor Em sua forma mais doentia e sinfônica Tocava com afinação limpa em minha alma Clareava tudo que sempre soube ser ruim Toda a sujeira humana em seu estado mais imundo Toda a podridão se quebrava nela e retornava as ruas Era a intocada pelos falhos A intocável cabelos cor sangue A magnifica garota dos olhos de fogo A inalcançável desejo dos homens Restrito estou ao meu mundo Pensamentos fluindo desenfreadamente Em meu eufórico estado Eu não posso vê-la; não posso; não possuo Eu devo permanecer na inercia chata e segura Portanto o inesperado há de acontecer e o anjo cai Simplesmente ao meu alcance, sem esforço para tal Eu ajudo-a sendo suas asas Só para que voe para longe de mim mais uma vez Cansaço e gradativa fadiga enche ao meu escritório Me infla de pensamentos negativos como coelhos inofensivos Mas não não não Toda essa pressão se acumula Não a ela Ela rebate solenemente em mim Paralisando-me Acorrentando-me Porque sabe que não posso tê-la Certa noite Ventava aos montes com possível precipitação Gemia assoalho Num súbito momento a estrela cai mais uma vez Simplesmente não ao meu alcance apenas Sim em meu mundo O melancólico mundo do homem vitoriano Dou boas vindas Dou acesso ao seco e arranco-a da fria chuva Entrego proteção em meu quarto Jazia ela lá ao meu lado Absorta em sua tola confiança Absurdamente em um frenesi louco Ela me encara com seus olhos escarlates Observa bem dentro de mim num sussurro “Alegra-te, pois sou sua realidade. Sou o teu único desejo.” A sensação do úmido toca o meu pescoço O enregelado toque dela é o que me esquenta O corpo magro quase sem peso algum sob o meu E então dor A primordial essência do prazer rasga o meu corpo O cômodo girava girava Eu gemia; Eu gritava aos quatro ventos FELICIDADE estava em mim Em meus braços ela me quebrava Sugava meu ser com seu beijo cálido Entreolhando-se éramos um E eu sabia que afinal O meu pequeno pedaço do Paraíso iria me destruir Eu cantava meu próprio Mantra Mori Sempre estive cantando Sem ser ouvido Sempre observando Sem ser visto “Apenas focamos em sua morte Apenas queremos a sua morte Apenas vemos beleza na morte Apenas focamos em sua morte Apenas queremos a sua morte Apenas vemos beleza na morte’’ Enfim o mundo ruiu para dentro dela Para nunca mais sentir nada.