Frase de Cawan Callonny da Silva Ferreira
Anjo Cruel Iniciava a purificação Em puro vermelho Em sonífero vermelho Sol nenhum pairava no céu Morto jazia Assim como a Lua Substituído ambos por uma esfera negra Refletidas em filtro negro A vegetação decadente mais e mais Matando animais dos pequenos aos reis Varrendo o ar de suas aves Limpando até a Terra atingir coloração pútrida Construindo a desejada atmosfera sorumbática Morto jazia Ó aroma de morte Digna de pesadelos A voz de Azmuth Em conturbadas formações indecifráveis no céu Chovia sangue De seu corpo as gotículas A fluir de cada poros De seu imensurável corpo podre Suas asas eternamente profundas Sombrias na essência A orquestrar o fim Cobria toda a Terra Protegia o universo inteiro Nada escapava da misericórdia O mar não mais existia Em seu lugar O carmesim gosto de seu desejo Disfarçado num toque gentilmente vermelho Rodopiava e assim continuava Até o centro A procura da válvula de escape Para toda a sujeira E todo animal marinho Morto jazia Ó aroma de morte Enquanto mais e mais se aproximava Suas asas começavam a abraçar E toda imperfeição Estava sendo corrigida No toque Viste assustadora face Indescritível face ruborizada Expressava nada Além de satisfação pura O desejo estava se concluindo Face a face Consternado fiquei O ciclo perfeito ia ser concluído O abraço inumano ia ser completado Ele se viu em semelhança No seu próprio mar de sangue Subitamente desmembrou-se Perdendo-se em sua insana raiva Primeiro as asas caíram por terra Depois vários membros Enfim sua cabeça Que caia naquele mar vermelho Mais da metade por fora Jus a sua magnitude Tudo retornou ao nada O nada afinal existe E o ardor começou a percorrer meu corpo Pela primeira vez sentia algo Além de fascínio pela criatura E será nesse mundo solitário Que dará inicio ao meu Melancólico Réquiem Desenhada por um deus maléfico Cuja face refletia somente e apenas Ódio Intento apocalíptico pela criação Surgindo assim a visão Do que viria a ser tornar O tão aguardado despertar Do Novo Mundo.
Cawan Callonny da Silva Ferreira
No pensador.ai desde