Frase de Mel de Carvalho
Para lá do infinito... Para lá do infinito, o grito. O grito que se alteia da falésia e que me chama, que me clama na onda nova e na babuja que se eleva Que sobe, que me absorve, que me suga e que me degola do ventre à alma. Para lá do infinito nada existe, nada subsiste se não floresce, se não se renova, senão emerge de si, em Si Maior, na flor do amor. Do amor maior. A alma chora, goteja. A alma escorre-se em nojo pela arriba. Morre. Para lá do infinito, no azul completo, inteiro e absoluto, relampeja o grito! Tudo se explode, tudo troveja. Para lá do infinito, apenas a fantasia, o sonho, o desejo de um só beijo, sustém a queda!
No pensador.ai desde