Pular para o conteúdo

Frase de Sumã Pedrosa

⁠Aquele abraço! Tão especial é a amizade que tem data comemorativa celebrada em vários países do mundo e, é claro, muito comemorada no Brasil. As Nações Unidas convidam todos os países a celebrar o Dia Internacional da Amizade no dia 30 de julho, inspirando-se na Cruzada Mundial da Amizade, uma campanha para fomentar a cultura da paz, em 1958. Outra versão vem de 1969, quando, em 20 de julho, o homem fez uma visitinha à Lua. Essa versão considera que a chegada do homem à Lua é, para além da vitória científica que representa, um convite à união. Cerca de cem países adotam a data de 20 de julho para comemorar o Dia da Amizade, incluindo o Brasil. Estou aqui comemorando a amizade, fazendo memória de minhas amizades mais distantes no tempo, de quando eu era pequenininha lá em Brasília, lembrando de uns nomes, tentando lembrar de outros de que lembro só dos rostos... De quando minha família e eu saímos de lá e ganhamos outros rumos... e mais amigos... Aliás, que amizade linda e plena a que temos em família! Que dom, que presente maravilhoso! Estou aqui a lembrar dessas amizades todas. Muitas que vão ficando para trás, por tantos motivos, mas que estão sempre aqui presentes, mesmo que veladas; pois fazem parte do que sou hoje. Tem um pedacinho de mim que é como é por ter vivido aquela amizade. Não é lindo isso: um permanecer para sempre no outro? Passeando por tantos rostos, por tantos nomes, por tanta gente querida, olho com amor e gratidão para aqueles que hoje me acompanham, os meus amigos antigos e recentes. Ternura imensa me invade enquanto penso em vocês; e lembro da passagem bíblica: 'Quem encontrou um amigo, encontrou um tesouro." E que valioso tesouro eu tenho! Quanta riqueza!!! Sinto-me então como a pessoa mais abençoada do mundo! Com esses pensamentos, volto a atenção para o futuro, para todos aqueles que ainda virão. Ainda não lhes conheço o rosto ou o nome. O que sei é que serão muitos. O que sei é que serão extraordinários! Sei que, de alguma forma, ficarão em mim e eu neles. Sei que viveremos cordialidade, benevolência, fraternidade, estima, apreço, entendimento... E agradeço a Deus por todos os amigos que ainda colocará em minha vida e que também me levarão para mais perto dEle. Porque amizade que é amizade de verdade é mesmo isto: um levar para mais perto de Deus, um viver um pouco do Céu aqui na Terra. Às vezes a pessoa nem sabe que está levando a outra a ser mais de Deus, às vezes nem tem essa intenção consciente. Mas faz isso, porque a amizade é um centelha divina que nos induz a sermos anjos uns dos outros e estar ali para quando o outro precisar. Então, para vocês, meus amigos tão queridos, aqueles que há tanto tempo não vejo mais; aqueles que têm caminhado hoje comigo nesta parte da jornada; aqueles que me darão as mãos numa curva mais à frente... AQUELE ABRAÇO!

Sumã Pedrosa

No pensador.ai desde

Fonte e informações de autoria

Pensador.com

Abrir fonte original (abre em nova aba)

Outras frases de Sumã Pedrosa

⁠Sons da madrugada (2) A chuva mansa, na madrugada, quer me ajudar. Como acalanto de colo de mãe,
Continuar lendo

⁠Sons da madrugada (2) A chuva mansa, na madrugada, quer me ajudar. Como acalanto de colo de mãe, Ela canta: dorme! Em seus braços, sou criança. Todavia, ambulâncias, na rua, se afligem. Agora são muitas, tão próximas... Arrancam-me do repouso sagrado Levam-me aos sons do sofrimento alheio. Liberto-me dos sons internos, Consigo ouvir além. Contemplo gritos que não vêm de mim, Mas são meus. Sou um com aqueles que clamam. Será que durmo? Ou só agora desperto? Os sons são tão perturbadores... Como não os ouvia antes? Som do sofrimento gerado pelo desprezo, Som de exaustão causada pela humilhação, Som atormentado por sentir o menosprezo, Som do abatimento e da submissão. Tantos sons na agonia terrível da noite insone. Quatro e vinte, marcam os ponteiros Há algo que esta questão solucione? Lamentos ecoando no escuro traiçoeiro? A chuva, dentro de mim, escorre pelos olhos Lá fora, agora, a chuva chama. Como instrução ministrada por mãe, Embora mansa, clama: Levanta! É o que permanece! Só a chuva mansa. Desperta-me e chama-me à ação. A chuva... Avante!

⁠Vida é caminhar Obrigo-me a caminhar logo na primeira hora da manhã. Mas, hoje, não quis caminhar no mesmo chão de antes. Mudei a direção. Ao mudar a direção, vi que os ares também mudaram. Tão bom mudar ares! Muda-se o chão, muda-se a paisagem. No caminho costumeiramente perco…
Continuar lendo

⁠Vida é caminhar Obrigo-me a caminhar logo na primeira hora da manhã. Mas, hoje, não quis caminhar no mesmo chão de antes. Mudei a direção. Ao mudar a direção, vi que os ares também mudaram. Tão bom mudar ares! Muda-se o chão, muda-se a paisagem. No caminho costumeiramente percorrido, a visão é de concreto. Sons de escapamento e buzina. O cheiro é ocre. Rostos sisudos e apressados marcham em passos largos. Mas a pista é ótima. Perfeita. Plana, larga, asfaltada, com aclives e declives muito sutis, quase imperceptíveis. Hoje não. A distância da nova pista de caminhada é a mesma, mas o rumo tomado é outro. E essa pequena variação regou a semente da percepção. Hoje o dia tem todas as cores da caixa. O cheiro é um misto de verde suave e cor de rosa. E o que é incrível: há pouquíssimas pessoas; são os pássaros que criam o rumor da vereda. Os mais variados tipos de pássaros, os mais variados tipos de canto. São dois quilômetros de pensamentos leves, de atenção ao movimento do ar entrando pelas narinas, plenificando os pulmões, retirando de dentro o que não deve permanecer ali. Não há asfalto, a calçada é estreita, acentuados aclives e declives. O corpo sente bem o quanto é fácil percorrer as descidas e como são penosas as subidas, quanto esforço físico é despendido. Deve ter sido um anjo a sussurrar-me enquanto eu dormia, orientando-me a alterar a rotina; solicitando-me que mudasse, a começar do lugar onde caminho diariamente. Decidir-me por realizar a mudança segredada ao meu ouvido sonolento, representou a tomada de posse do favor do conselho. O presente recebido foi lembrar que 'vida é caminhar'. E a caminhada verdadeira não é feita apenas de caminhos planos. A subida é difícil e exige esforço, a descida é rápida e fácil. Há que se prestar atenção ao ar respirado, àquilo que nos faz bem, ao que não está sendo salutar; há que se enxergar o belo. Ele, o belo, está aí ininterruptamente para colorir nossos dias; mas a atenção é exigida, pois, apesar de evidente, ele facilmente é ocultado pelo véu da rotina, impregnada de mecanicidades e apegos, que turva a nossa visão.

⁠Sons da madrugada (1) Galo canta desesperado, Cachorro late incomodado,
Continuar lendo

⁠Sons da madrugada (1) Galo canta desesperado, Cachorro late incomodado, Ambulância ecoa nervosa, Criança chora clamando urgência. A cama range de um lado, O filho ressona aninhado, Marido ronca como que em prosa, O relógio acompanha a cadência. Um gato grita miados roucos, Um carro buzina e canta pneus, Jovens bêbados bradam como que loucos, Proclamam queixumes de amores seus. Lá fora, noite acesa! Os ruídos denunciam a atividade delirante. Cá dentro, a casa dorme! Noite escura, tinidos de sono reconfortante. Só a caneta escreve Movimentos que escuto de leve. Nítidos somente a mim, e a mais ninguém, Distingo outros sons também. Som da saudade gritando no peito, Som das palavras fervilhando a mente, Som do cansaço suplicando leito, Som da existência implorando argumento. Tantos sons no silêncio pouco tranquilo da noite insone. Três e treze, marcam os ponteiros. Há algo que esta questão solucione? Meu sono aniquilado por bulícios certeiros? A chuva começa. É mais um som! Chuva mansa, sem relâmpago ou trovão. Mas seu som se sobrepõe, é o seu dom. Está em seu âmago cumprir sua missão. Como mãe amorosa Ciente da fadiga enorme Acalenta-me, religiosa Instruindo suave: dorme! É o que permanece. Só a chuva mansa. Nina-me e me adormece A chuva... amansa.

A saudade e eu ⁠Não sei mais quem hospeda quem. Quem foi ao encontro da outra
Continuar lendo

A saudade e eu ⁠Não sei mais quem hospeda quem. Quem foi ao encontro da outra E achou por bem ali morar. Quem terá invadido? Quem foi a vítima resignada Que se deixou invadir? Não sei. Há tanto tempo estamos juntas, Entrelaçadas, emaranhadas, entrançadas, Que a razão se perdeu. Tantas vezes quis expulsá-la E ela não foi. Não queria me deixar só. Talvez seja eu a invasora de sua morada. Talvez tenha sido eu a invadir Seu terreno e tomá-lo por meu. Se ela já me mandou partir alguma vez, Se já me quis ver pelas costas, Não tenho essa recordação. Deve ser mesmo ela a hospedeira. Paciente que é, Deixa-me ir ficando... Suporta meus deboches, Aguenta minhas grosserias, Sem me mandar embora. Mas que ironia! Como voltar? Como ir embora? Tanto tempo juntas! Se me for, sentirei saudades... E cá já estarei de volta.