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Frase de Alice Vaz De Barros

⁠Meu amor, quando chegares não tragas na bagagem a superficialidade, traz apenas a profundidade em todos os teus sentidos! Não te percas em futilidades porque tenho ânsia de crescer e saber... Agasalha-me com a verdade e veste-me com o olhar dos teus sorrisos! Quero que partilhes comigo todos os teus anseios, acordar ao som da música que juntos tocamos em acordes de sintonia e harmonia! Sabes meu amor há tanto tempo que espero pela tua chegada e tu continuas aí à espera do mesmo que eu... Sonho com o dia em que te irei abraçar e juntos em vez de uma taça de vinho beberemos as palavras de um livro que nos fará levitar e nos fará galopar para fora deste mundo onde impera a falta de criatividade para se amar! Meu amor, não me ofereças flores, deixa-as viver, não me ofereças perfumes, quero sentir o cheiro da tua alma e perfumar-me com ela. Meu amor há tanto tempo que costuro a tua alma á minha, na ânsia de te encontrar e na prega da bainha em que te guardo, existe uma enciclopédia de requisitos que tens que trazer contigo! Não me condenes meu amor, não sei viver pela metade, nem sei fingir que é amor quando não é. Também não me julgues mal meu amor, porque não quero nada que me possas ofertar. Só quero a tua mão na minha, o teu sorriso a florir sóis no teu e no meu jardim, e quero ver-te tão feliz para me banhar nos teus dias e adormecer na cama da tua felicidade que é o cobertor com que te cubro a vida meu amor! Alice Vaz De Barros

Alice Vaz De Barros

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Pensador.com

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⁠Deitamo-nos levemente na cambraia dos nossos sonhos e adormecemos, deixamos acesas todas as luzes de todos os nossos próximos dias, deixamos tocar a nossa música para nunca a esquecermos,
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⁠Deitamo-nos levemente na cambraia dos nossos sonhos e adormecemos, deixamos acesas todas as luzes de todos os nossos próximos dias, deixamos tocar a nossa música para nunca a esquecermos, cavamos um buraco bem fundo para enterrar em nós a eternidade a cada anoitecer, e a cada despertar, desenterramos o tesouro da excelência que nos habita para vivermos o nosso para sempre.

⁠Turbulentos, débeis e dilacerantes estes momentos que vivemos, cuja dor, nos sonega este sol
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⁠Turbulentos, débeis e dilacerantes estes momentos que vivemos, cuja dor, nos sonega este sol que se veste deste inverno, tardio em retirar-se, resoluto em permanecer, na expressão sôfrega das nossas almas apoquentadas por este vírus. Visto-me de silêncio, para agasalhar as palavras que guardo, para que não morram e arranco à memória alguns sorrisos, para enfeitar os dias desta aflição. Há choro na voz da esperança, morte a circundar-nos, pelos soluços que nos invadem, nestes resquícios cancelados. Bebo a água de todas as dores e fervo uma oração de ventre rasgado, abandonada aos teus pés Senhor. Desço às águas tranquilas, que nascem na claridade dos dias, na quietude do sopro matinal e abandono-me inundada pela Tua Luz. Permaneço aonde os passos caminham em compasso, na mesma direção, acompanhando todo o batuque do ritmo desta vertente sintonia. Adormeço a dor do peito, limpo a chuva de todas as lágrimas caídas no chão da alma, para renascer no corpo de uma flor cujo viço revigora e me presenteia a vida com o milagre de todas as esperas. E para sempre haverá de renascer na bravura dos dias um eco de esperança que permanecerá em uníssono no imprevisto e todo o nosso existir. Alice Vaz De Barros