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Frase de Marcella Tavares Saraceni

⁠Beleza delicada Energia carnal Sabe que é uma Deusa E tambem um animal Pantera que me adentrou na mata Em minhas cavernas profundas Viu a noite mais escura E ali ficou intacta Compartilhamos o salgado gosto De lágrimas e saliva Trocamos de pele Rasgamos a carne Lambemos as feridas Bruxa cigana Teu corpo é fogo Não te quero só na cama Mas no meio da mata E no meio do povo Eu sei que te excita E adoro tudo que é novo Mergulho em tuas dores Abraça minha solidão Somos feras com asas Sem medo de tirar os pés do chão De mergulhar profundo De pisar em brasa De penetrar o olhar Com você aprendi a me amar Mais um pouquinho… E a identificar Cada pedacinho De você em mim De mim em você Você em mim Eu em você Sementes solares Almas elementares Mulheres de resistência Dançando juntas Em mais uma existência

Marcella Tavares Saraceni

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Pensador.com

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Outras frases de Marcella Tavares Saraceni

Vi o fio da vida sendo tensionado: De um lado o corpo, o tempo, o esgotamento. Do outro uma mente que sente
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Vi o fio da vida sendo tensionado: De um lado o corpo, o tempo, o esgotamento. Do outro uma mente que sente e o apego. Eu vi a pressão formada no centro pelos extremos da mesma coisa. Até o fio se romper. E enfim voltar a ser.

⁠A mulher da missa Tem as orações decoradas Pergunte a reza do santo tal
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⁠A mulher da missa Tem as orações decoradas Pergunte a reza do santo tal Sobre casamento ela fica calada Condena as que por ela passam Não são senhoritas recatadas A mulher da missa Do padre é grande amiga Exige respeito de todos Pois não é uma rapariga Mas quando ajeita o vestido comprido Deixa à mostra a cinta-liga * escrita em 2008 *

⁠o sonho oxigenado em uma realidade asfixiada Lhe escrevo hoje uma carta de liberdade. Onde ultrapassamos a barreira da materialidade e pairamos como aves voadoras no todo.
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⁠o sonho oxigenado em uma realidade asfixiada Lhe escrevo hoje uma carta de liberdade. Onde ultrapassamos a barreira da materialidade e pairamos como aves voadoras no todo. Nossos cabelos se misturam ao vento e os corpos se camuflam às paisagens. Temos olhares animais e toques sutis que quando se encontram, fundem-se formando portais. Somos povos de pedra com espíritos de planta. Damos origem à outros seres feitos de energia sem forma. Rodopiamos nas espirais e adentramos as cores do arco íris. O mundo é feito à imagem e semelhança do que criamos. Nossa linguagem é o sentimento cristalino, livre de dicotomias, pleno em se saber completo em seus polos. Todos os elementos nos sorriem pela alma do Universo. Desconhecemos barreiras, é o puro astral que nos carrega. Nosso fluxo é o natural. O que nos mantém vivas é a vida de tudo. Enxergamos o fio dourado que nos permeia e segue tecendo a existência infinita e seus fenômenos. Ainda respiramos. O ar divino que não tem densidade. Sem pressa e em outro tempo nos movemos pelas vibrações: através das alquimias que transformam, unem opostos e se fundem. Habitamos na correspondência dos planos e no transbordamento dos espaços.

⁠Eu queria, algum dia, habitar o espaço onde minhas memórias estão guardadas Eu queria entrar nesse lugar onde minhas experiências dançam juntas e pairam no ar Queria acessar a imensa biblioteca dos livro que li
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⁠Eu queria, algum dia, habitar o espaço onde minhas memórias estão guardadas Eu queria entrar nesse lugar onde minhas experiências dançam juntas e pairam no ar Queria acessar a imensa biblioteca dos livro que li Olhar a tela onde passa o compilado de tudo que vi Eu queria enterrar meus pés na mistura dos solos em que já pisei Mergulhar no oceano das águas que penetrei E nos olhares em que me afoguei Eu queria estar no infinito dos abraços que já troquei E acessar o arquivo da verdade que rasguei Eu queria tocar o rosto formado por todos que amei E a poesia criada pelas palavras que vomitei Eu queria reaprender o tanto que esqueci Descobrir o aroma dos cheiros que senti E em uma dimensão sem tempo renascer no que já vivi Eu queria encontrar onde todos os caminhos se convergeram E acordar os sonhos que adormeceram Estar na papila degustativa das primeiras refeições E pairar no vento sublime guiado pelas canções Eu queria navegar À luz do meio dia Rumo à cidade vazia Da Eutopia