Frase de Marcella Tavares Saraceni
o sonho oxigenado em uma realidade asfixiada Lhe escrevo hoje uma carta de liberdade. Onde ultrapassamos a barreira da materialidade e pairamos como aves voadoras no todo. Nossos cabelos se misturam ao vento e os corpos se camuflam às paisagens. Temos olhares animais e toques sutis que quando se encontram, fundem-se formando portais. Somos povos de pedra com espíritos de planta. Damos origem à outros seres feitos de energia sem forma. Rodopiamos nas espirais e adentramos as cores do arco íris. O mundo é feito à imagem e semelhança do que criamos. Nossa linguagem é o sentimento cristalino, livre de dicotomias, pleno em se saber completo em seus polos. Todos os elementos nos sorriem pela alma do Universo. Desconhecemos barreiras, é o puro astral que nos carrega. Nosso fluxo é o natural. O que nos mantém vivas é a vida de tudo. Enxergamos o fio dourado que nos permeia e segue tecendo a existência infinita e seus fenômenos. Ainda respiramos. O ar divino que não tem densidade. Sem pressa e em outro tempo nos movemos pelas vibrações: através das alquimias que transformam, unem opostos e se fundem. Habitamos na correspondência dos planos e no transbordamento dos espaços.
No pensador.ai desde