Frase de Maria da Penha Boina Dalvi
Teia invisível Em seu altar de livros e esperanças, A mestra urdia, com mãos pacientes, Uma teia feita de longas tranças, Ligando almas a mundos diferentes. Seus gestos eram como suaves brisas, Que moldam dunas sem deixar sinal. E suas palavras, em curvas precisas, Desenhavam rotas num mapa ancestral. Os alunos partiam em várias direções, Com sonhos que ela ajudou a nutrir. No Brasil profundo ou em novas nações, Levavam seus ecos, prontos a florir. Cada encontro era um fio entrelaçado, Que o tempo cuidava de esticar além. Mesmo longe, o elo jamais apagado Resistia ao sopro dos dias que vêm. A mestra sabia que a sala vazia Guardava histórias que não têm final. Pois o saber plantado um dia Flui como rios num curso imortal. E assim, sem alarde, deixou sua marca, Com passos firmes, mas quase sem som. Uma cátedra viva que nunca se apaga, E nos corações ressoa como um dom.
No pensador.ai desde