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Frase de Alice Vaz De Barros

⁠O que nos distingue como espécie é o facto de cada um de nós ter a sua noção social e a capacidade de nos colocarmos na pele e nos pensamentos uns dos outros. O nosso maior contentamento é quando experimentamos a sensação de que existe algo que nos dá respostas de que estamos por assim dizer, a vibrar na mesma sintonia. Poderíamos até ser definidos como sendo de entre as espécies aqueles que possuímos a maior capacidade para a sintonia da ressonância. A ressonância da empatia, e da sintonia é fundamental para que sejamos bafejados pelo ânimo de viver, acreditando nas relações. Experimentamos uma relação de resposta quando sentimos que a contemplação do outro toca nas cordas da nossa sensibilidade. Essas respostas vêm sempre que nos sentimos cativados por algo quando temos a sensação de estarmos conectados por uma perfeita sintonia. Quando somos entendidos e ouvidos, passamos a sentir-nos eficazes e capazes, anulando toda a impotência que por vezes nos assola durante o trajeto das nossas vidas ao relacionarmo-nos. Quando experimentamos de modo intenso e completo a ressonância na sintonia do amor, desaparece a habitual separação e estranheza entre duas pessoas, dando lugar a uma genuína cumplicidade e a um sentimento de familiaridade e verdadeira comunhão. Quando experimentamos esta verdadeira sensação da ressonância, seja com o outro ou até na escrita, na música ou noutros dons e talentos, dificilmente subsistimos à falta dela. Que a busca deste céu interior em nós e nos outros nos leve a viver experiências irrepetíveis em contínua espontaneidade, entrega, disciplina e contemplação do outro para que sejamos plenos e nos pertençamos cada vez mais. Do meu livro a editar: " Olhos que trespassam o coração" (Alice Vaz De Barros)

Alice Vaz De Barros

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Fonte e informações de autoria

Pensador.com

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Outras frases de Alice Vaz De Barros

⁠Deitamo-nos levemente na cambraia dos nossos sonhos e adormecemos, deixamos acesas todas as luzes de todos os nossos próximos dias, deixamos tocar a nossa música para nunca a esquecermos,
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⁠Deitamo-nos levemente na cambraia dos nossos sonhos e adormecemos, deixamos acesas todas as luzes de todos os nossos próximos dias, deixamos tocar a nossa música para nunca a esquecermos, cavamos um buraco bem fundo para enterrar em nós a eternidade a cada anoitecer, e a cada despertar, desenterramos o tesouro da excelência que nos habita para vivermos o nosso para sempre.

⁠Turbulentos, débeis e dilacerantes estes momentos que vivemos, cuja dor, nos sonega este sol
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⁠Turbulentos, débeis e dilacerantes estes momentos que vivemos, cuja dor, nos sonega este sol que se veste deste inverno, tardio em retirar-se, resoluto em permanecer, na expressão sôfrega das nossas almas apoquentadas por este vírus. Visto-me de silêncio, para agasalhar as palavras que guardo, para que não morram e arranco à memória alguns sorrisos, para enfeitar os dias desta aflição. Há choro na voz da esperança, morte a circundar-nos, pelos soluços que nos invadem, nestes resquícios cancelados. Bebo a água de todas as dores e fervo uma oração de ventre rasgado, abandonada aos teus pés Senhor. Desço às águas tranquilas, que nascem na claridade dos dias, na quietude do sopro matinal e abandono-me inundada pela Tua Luz. Permaneço aonde os passos caminham em compasso, na mesma direção, acompanhando todo o batuque do ritmo desta vertente sintonia. Adormeço a dor do peito, limpo a chuva de todas as lágrimas caídas no chão da alma, para renascer no corpo de uma flor cujo viço revigora e me presenteia a vida com o milagre de todas as esperas. E para sempre haverá de renascer na bravura dos dias um eco de esperança que permanecerá em uníssono no imprevisto e todo o nosso existir. Alice Vaz De Barros