Frase de Bessa de Carvalho
Pai Velho - Poema Em pé às margens do rio Negro, Situado no Alto Solimões, O velho índio inspira pelos pulmões O vento que balança seus cabelos negros. Sem nenhum grisalho para contar história, Filho vermelho do povo Kokama, Ergue a lança e a lança em chama Alcança o aracú em sua trajetória. O peixe se desespera num entorse bizarro, Em vão o seu libertar fracassa, O índio sorrir ao pegar a caça Que vai para a panela de barro. Termina o dia longo e calmoso, Enche o cesto além da conta, No rodear da fogueira para crianças conta, A história da caça do aracú teimoso. Vem o curumim abraçar o venerando Pai velho contador de histórias, Ao luar adormece com suas memórias Junto ao filho o admirando.
No pensador.ai desde