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Frase de Gerson A. Gastaldi (Garfield)

A PEDRA QUE CHORA Pedra de águas, seixo da vida, ainda gravita as suas mágoas e bem erigida nos regorgita risos e lágrimas em terra viva. Géia, diva mater, pangeia in loco na pira holocena, seu dragão pater no imo do orco, verte a ira insana e faz ver o mártir, pó do samouco. Gaia, mãe Terra, a filha do Caos, berço d’enganos, em lúdica guerra amortalhas aos heróis e profanos, e o resto soterra com suas mãos. Pietra de argila, de sons guturais, brama, vocifera, traga e aniquila os seres animais e nesta litosfera de ódios destila em água teus ais. Rocha no lagar, calhaus de ferro, nêutrons e íons, a fissão nuclear, míssil no aterro, eclodem pítons no flash estelar, o aquífero berro. Roca lacrimal esturricada nas penedias; penha abissal estratificada pelas insídias, chuva do mal, deslumbrada. Piatra lúcida, voraz e maldita, bate a sua boca e nos trucida, devora e excita; a sua recíproca efígie suicida, chora, ri e grita. Stone das trevas com isca e anzol, sobre seu manto coberto de relvas fulgura o arrebol de luz e encanto, imensas dádivas, água crista e sol. Do seu Livro "Cascata de Versos" - 2019

Gerson A. Gastaldi (Garfield)

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Pensador.com

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NÃO DEIXE O CIRCO MORRER Passando pela Fonte dos Desejos lá em Roma, ali, na bela Fontana de Trevi eu fiz um pedido:
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NÃO DEIXE O CIRCO MORRER Passando pela Fonte dos Desejos lá em Roma, ali, na bela Fontana de Trevi eu fiz um pedido: Óh! Hípio, deus do Circo, não o deixe morrer no abandono da cruel decadência e no axioma da paixão; possa ele reviver no amplo sentido da razão com a beleza, alegria e muito prazer. Que venha o circo sempre nos divertir na vida, que haja muito espetáculos, a magia, o sorriso na face de uma bailarina e um engraçado anão; que se apresentem os malabares e a comitiva; o mágico com cartola, acrobatas de improviso; e um palhaço caricato que nos cative o coração. Que perdure o circo eternamente na memória, possa ele se elevar como um marco de cultura a consagrar artistas na sua máxima expressão; que divirta a toda gente e perpetue na história dos povos a autêntica beleza igual sua pintura: esteja exposto a todos para grande apreciação. Não deixe o circo morrer e tudo ficar perdido à sombra das futuras gerações; que ele floresça para encher de fascinação as nossas crianças; se o circo morrer o mundo ficará sem sentido; não haverá mais emoção à plateia que mereça um espetáculo que traga alegrias e esperanças. Do seu Livro "Sua Majestade, o Circo Lírico" - 2018

QUANDO O CIRCO SE VAI... Quando o circo se vai, tudo parece parar no tempo,
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QUANDO O CIRCO SE VAI... Quando o circo se vai, tudo parece parar no tempo, é como o pano que cai no palco e por um momento encerra tal espetáculo, dissipando sonhos e ilusões: esvazia o receptáculo dos nossos álacres corações. Quando o circo se vai, deixa um rastro de saudade; é o vácuo que não sai da alma e aflige, na verdade, saber que uma mágoa chora no peito bem sentida: é como a gota d’água que não cicatriza uma ferida. Quando o circo se vai, deixa tristeza e tudo fica frio, é a beleza que se esvai dos olhos, tudo parece vazio, a alegria já desaparece como uma correnteza no rio: varre a alma e esvaece o riso ao naufragar do navio. Do seu Livro "Sua Majestade, o Circo Lírico" - 2018

UMA HERANÇA INESQUECÍVEL O circo está no sangue de quem herdou dele a beleza e a magia, é como uma herança inesquecível
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UMA HERANÇA INESQUECÍVEL O circo está no sangue de quem herdou dele a beleza e a magia, é como uma herança inesquecível que ultrapassa sua eterna essência no interior da própria consciência, extravasando a alma no indizível ritual de imensurável paz e alegria. O circo está no âmago de quem batizou com fogo sua vocação de artista, forjou no corpo o ofício de acrobata, mágico e malabarista, fez da corda bamba o equilibrista, domou o tigre e o leão no desafio da arena e fez o palhaço folgazão. O circo está no espírito da criança e na conjunção da felicidade; sem idade, cor ou sexo, só irradia riso, contentamento, descontração; somente o circo transmite emoção, criando no espetáculo sua fantasia, tecendo da quimera sua realidade. O circo está no princípio e fim da vida, gênese da divina criação; arte transmitida dos antepassados aos herdeiros de palcos, tradições milenares de gerações a gerações; o circo é um dos mais consagrados espetáculos que não sai do coração. Do seu Livro "Sua Majestade, o Circo Lírico" - 2018

O CONTORCIONISTA SEM CORAÇÃO Ei-lo, o jovem magro que se curva no tablado, dobra-se todo, contrai suas juntas e cotovelos,
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O CONTORCIONISTA SEM CORAÇÃO Ei-lo, o jovem magro que se curva no tablado, dobra-se todo, contrai suas juntas e cotovelos, na juntura de seus ossos, o esqueleto arcado, encolhe-se a se retrair dos pés até os cabelos. Ei-lo, a se contorcer, entrar na caixa quadrada, e dentro dela, a sua pessoa se tornar delgada. Seria crível que ali coubesse toda sua arcada constrita numa lata igual sardinha e achatada? Ei-lo, que fui achá-lo assim todo comprimido num ínfimo espaço, apenas um pequeno vão a ser preenchido com algum membro de fora. Ei-lo, que caberia nela ainda para ser contido? Isso eu indaguei ao contorcionista nessa hora: frisou que naquela fresta iria por seu coração. Do seu Livro "Sua Majestade, o Circo Lírico" - 2018