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Frase de Gerson A. Gastaldi (Garfield)

O CONTORCIONISTA SEM CORAÇÃO Ei-lo, o jovem magro que se curva no tablado, dobra-se todo, contrai suas juntas e cotovelos, na juntura de seus ossos, o esqueleto arcado, encolhe-se a se retrair dos pés até os cabelos. Ei-lo, a se contorcer, entrar na caixa quadrada, e dentro dela, a sua pessoa se tornar delgada. Seria crível que ali coubesse toda sua arcada constrita numa lata igual sardinha e achatada? Ei-lo, que fui achá-lo assim todo comprimido num ínfimo espaço, apenas um pequeno vão a ser preenchido com algum membro de fora. Ei-lo, que caberia nela ainda para ser contido? Isso eu indaguei ao contorcionista nessa hora: frisou que naquela fresta iria por seu coração. Do seu Livro "Sua Majestade, o Circo Lírico" - 2018

Gerson A. Gastaldi (Garfield)

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Pensador.com

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NÃO DEIXE O CIRCO MORRER Passando pela Fonte dos Desejos lá em Roma, ali, na bela Fontana de Trevi eu fiz um pedido:
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NÃO DEIXE O CIRCO MORRER Passando pela Fonte dos Desejos lá em Roma, ali, na bela Fontana de Trevi eu fiz um pedido: Óh! Hípio, deus do Circo, não o deixe morrer no abandono da cruel decadência e no axioma da paixão; possa ele reviver no amplo sentido da razão com a beleza, alegria e muito prazer. Que venha o circo sempre nos divertir na vida, que haja muito espetáculos, a magia, o sorriso na face de uma bailarina e um engraçado anão; que se apresentem os malabares e a comitiva; o mágico com cartola, acrobatas de improviso; e um palhaço caricato que nos cative o coração. Que perdure o circo eternamente na memória, possa ele se elevar como um marco de cultura a consagrar artistas na sua máxima expressão; que divirta a toda gente e perpetue na história dos povos a autêntica beleza igual sua pintura: esteja exposto a todos para grande apreciação. Não deixe o circo morrer e tudo ficar perdido à sombra das futuras gerações; que ele floresça para encher de fascinação as nossas crianças; se o circo morrer o mundo ficará sem sentido; não haverá mais emoção à plateia que mereça um espetáculo que traga alegrias e esperanças. Do seu Livro "Sua Majestade, o Circo Lírico" - 2018

QUANDO O CIRCO SE VAI... Quando o circo se vai, tudo parece parar no tempo,
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QUANDO O CIRCO SE VAI... Quando o circo se vai, tudo parece parar no tempo, é como o pano que cai no palco e por um momento encerra tal espetáculo, dissipando sonhos e ilusões: esvazia o receptáculo dos nossos álacres corações. Quando o circo se vai, deixa um rastro de saudade; é o vácuo que não sai da alma e aflige, na verdade, saber que uma mágoa chora no peito bem sentida: é como a gota d’água que não cicatriza uma ferida. Quando o circo se vai, deixa tristeza e tudo fica frio, é a beleza que se esvai dos olhos, tudo parece vazio, a alegria já desaparece como uma correnteza no rio: varre a alma e esvaece o riso ao naufragar do navio. Do seu Livro "Sua Majestade, o Circo Lírico" - 2018

UMA HERANÇA INESQUECÍVEL O circo está no sangue de quem herdou dele a beleza e a magia, é como uma herança inesquecível
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UMA HERANÇA INESQUECÍVEL O circo está no sangue de quem herdou dele a beleza e a magia, é como uma herança inesquecível que ultrapassa sua eterna essência no interior da própria consciência, extravasando a alma no indizível ritual de imensurável paz e alegria. O circo está no âmago de quem batizou com fogo sua vocação de artista, forjou no corpo o ofício de acrobata, mágico e malabarista, fez da corda bamba o equilibrista, domou o tigre e o leão no desafio da arena e fez o palhaço folgazão. O circo está no espírito da criança e na conjunção da felicidade; sem idade, cor ou sexo, só irradia riso, contentamento, descontração; somente o circo transmite emoção, criando no espetáculo sua fantasia, tecendo da quimera sua realidade. O circo está no princípio e fim da vida, gênese da divina criação; arte transmitida dos antepassados aos herdeiros de palcos, tradições milenares de gerações a gerações; o circo é um dos mais consagrados espetáculos que não sai do coração. Do seu Livro "Sua Majestade, o Circo Lírico" - 2018

O SUBLIME MÁGICO Ao toque dos solenes clarins na alvorada celeste, anjos e arcanjo se exibem num palco do Nirvana.
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O SUBLIME MÁGICO Ao toque dos solenes clarins na alvorada celeste, anjos e arcanjo se exibem num palco do Nirvana. São exímios astros envoltos por luzentes plumas, cingidos ao fantástico trapézio de aura soberana evoluem com asas de diamantes que as reveste, voando no espaço sideral sob nuvens d'espumas. No picadeiro do além, pégasos de suave brancura cavalgam em círculos levando no dorso querubins, fazem acrobacias em rodeio, com tons de músicas, baladas e canções de amor com sonoros cornetins. Esses seres alados e os serafins bailam na doçura do celeste espetáculo a se descortinar em súplicas. Ato contínuo, no fúlgido tablado, um varão mágico exibe uma cartola estrelada à plateia do outro lado, dela surgem auríferos passarinhos e saem voando para o excelso trono ornado de um fogo fantástico; e ao retumbar a trombeta nesse paraíso iluminado, sai da cartola em forma de pomba o Espírito Santo. Perante o magnífico trono cravejado de brilhantes, o sublime mágico se apresenta ao Todo Poderoso, ali resplandece sua glória de ouro com imensa luz; para sua assistência de anjos e seres exuberantes, ele exibe no seu peito a relíquia de artista glorioso: a cartola é seu divino coração e o mágico é Jesus! Do seu Livro "Sua Majestade, o Circo Lírico" - 2018