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Frase de Danyyel Elan

Meu Desejo, Meu Sistema Se eu tivesse um recurso, não ergueria muros, nem prédios altos. Eu compraria um pedaço de chão, onde o céu pudesse dormir comigo. Não sonho com domótica, nem com a pressa das avenidas, mas com o cheiro de terra molhada e a conversa das folhas ao vento. Queria um sítio não de fuga, mas de reencontro. Onde as frutas amadurecem com o tempo e não com o código de barras. Onde o galo me acordasse, e a fome fosse saciada com o que as minhas mãos tocassem: milho, couve, mel silvestre. Queria ouvir o canto das aves, e não os alertas do celular. Queria cochilar no embalo das árvores, não no zumbido das máquinas. Sonho com um lugar onde eu possa pertencer e não apenas funcionar. Onde viver não seja resistir, mas florescer. E se um dia o mundo voltar pra si, quero estar ali plantando, colhendo, e sendo só... ser. Mas construíram torres com fios e luz, prometeram o paraíso em telas, a palavra virou dado, o afeto notificação. Chamaram de avanço, mas esqueceram os passos de quem varria o chão, de quem atendia com voz quente e sorriso invisível no balcão. As máquinas chegaram. Tão velozes, tão eficientes, mas frias, jamais perguntarão como foi seu dia. A inteligência é artificial, mas a ausência é real. O robô trabalha sem descanso, mas ninguém pergunta quem perdeu o sono e o salário. A utopia foi vendida em pacotes de dados, mas não coube no prato de quem sonhava com um mundo menos duro. E enquanto os donos do código brindam no alto, lá embaixo, um silêncio automático responde ao desemprego: "Desculpe, não entendi sua solicitação."

Danyyel Elan

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Fonte e informações de autoria

Pensador.com

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Outras frases de Danyyel Elan

⁠O berço da existência Não é a pedra que se ergue, nem o sangue que flui no ser.
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⁠O berço da existência Não é a pedra que se ergue, nem o sangue que flui no ser. Há um sopro que emerge, um antes que nos faz ver. Se a matéria é um corpo sem alma, um vaso sem o que há de conter, quem desenha a linha da palma? Que inteligência faz o ser? Não é o acaso, a vã corrente, nem o pó que se aglomera. Há um desígnio, uma mente, que a forma invisível gera. Como o vento que move o moinho, sem peso, sem mão, sem cor, assim essa essência, esse caminho, é a razão do nosso fulgor. Ela tece o fio do invisível, na urdidura que a vida teima. Do Nada que se faz indizível, nasce o cosmos, o corpo, o poema. E em cada pulso, em cada fibra, no menor inseto, no mais vasto céu, ecoou a primeira vibra, da Luz que antecede o véu. Assim sou eu, reflexo e certeza, dessa Consciência que me sustém. Não sou a forma, mas a beleza do que na essência me contém. Danyyel Elan

Conhece-te a ti mesmo Ser forte não é fingir que não dói.
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Conhece-te a ti mesmo Ser forte não é fingir que não dói. É aceitar que sente e, ainda assim, permanecer inteiro. Minha natureza é essa: eu sinto. Eu respeito. Eu me importo. Mesmo quando isso parece tolice para o mundo. E enquanto muitos usam o poder para dobrar os outros, eu escolho o poder que me liberta: o de permanecer quem eu sou. Porque, no fim, o sábio não é quem vence disputas... é quem não se perde de si. Epílogo do LIVRO DAS REFLEXÕES por Danyyel Elan Lançamento em breve.

⁠Salmo do Que Sobrou Pai, fui abandonado pelos que me chamavam de lar.
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⁠Salmo do Que Sobrou Pai, fui abandonado pelos que me chamavam de lar. Fui traído pelas promessas que fiz a mim mesmo. Chamei de amor aquilo que me devorava e ainda assim ofereci o pão. Me disseram: homem que chora é fraco. homem que parte, é culpado. homem que sente, não serve. Então calei. Por anos calei. Enterrei meu grito sob pneus e porcas, numa oficina que cheirava mais a passado que a graxa. Mas nem o barulho das engrenagens conseguia abafar o ruído do que eu não dizia. Na bancada, deixei as chaves. Foi sem querer — mas nada é por acaso quando o mundo está desabando. Vi minha amada me olhar como um estranho. Vi a verdade sobre meu filho me atravessar como espada. Vi minha família me virar o rosto como se eu fosse o próprio erro. E eu? Eu só queria um pouco de verdade, um pouco de chão onde meu coração coubesse. Gritei para o céu, mas só ouvi o eco da minha fé ferida. “Pai… nas tuas mãos entrego o que sobrou de mim.” Não era mais súplica. Era rendição. De mim restou apenas isso: um suspiro com nome. Um corpo em estilhaços que ainda crê no vento. Explodi por dentro. Morri sem coroa. Mas, como o meu Mestre, fui enterrado na injustiça e renasci no invisível. Se até os anjos merecem morrer, quem sou eu para não cair? E no entanto, olha para mim — ainda aqui. Ainda verbo. Ainda caminho. Não vim para ser exemplo. Vim para ser espelho. Para que os que sofrem saibam que a dor também pode ser oração. Este é o salmo do que sobrou. Do homem que perdeu tudo, menos a centelha que o fez de novo. E se este corpo já não cabe na velha vida, que seja templo de uma fé que arde sem pedir plateia.

⁠No Tempo das Coisas Por muito tempo, esperei. Esperei outros,
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⁠No Tempo das Coisas Por muito tempo, esperei. Esperei outros, esperei respostas, esperei sinais. Hoje, não é mais sobre esperar. É sobre estar. Presente em mim. Inteiro no que sou. O que tiver de ser, será. O que tiver de ir, que vá. E o que vier, que venha livre, leve, sem pressa, sem promessas forçadas. Não me movo mais pela ansiedade do futuro, nem pelo peso do que já foi. Meu passo é calmo. Meu olhar, aberto. Se for encontro, que seja verdadeiro. Se for despedida, que seja serena. E se nada vier, ainda assim, estou. Suficiente. Pleno. Em paz comigo. Porque aprendi — há um tempo certo para tudo. E, às vezes, o tempo certo é apenas estar bem… comigo.