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Frase de Gabriela Scheid

CIÚMES "CLICHÊ" Ciúmes, meu bem É o que sinto pela gaita de Dylan, Pelo microfone de Cash Pelos óculos de John. É o que sinto pela caneta de Stephen King, Pelo copo do velho Buk. Pelo cabelo branco de Einstein Pelos pincéis de Shakespeare. Ciúmes sinto ainda Dos cigarros de Audrey E do vestido esvoaçante de Monroe, Que tocou seu belíssimo corpo. Sempre que vejo ou ouço O ciúmes bate. De leve, sem força, mas bate. Ciúmes De gente que viveu Pra conhecer todos eles. Na época em que amar era moda Mandar carta era elegante E sentir ciúmes era brinde, Lamento por sentir apenas ele hoje. Mas não por você querido, Por todos eles.

Gabriela Scheid

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Fonte e informações de autoria

Pensador.com

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Incenso aceso Rabiscos nas paredes Arrisco também no papel. Violão pendurado Sem lugar pra tanto quadro Os deixo no chão pegando pó Livros e mais livros De realidades distintas Transbordam da estante Derrubando as tintas Que derrubam os pincéis E apagam o incenso. Roupas poucas no armário Tudo com fácil acesso Devido a falta de memória E a falta de paciência. Tênis, cortina, cobertas, rotina Escuros As cores que alegram o meu quarto A luz que ilumina os dias, Além do meu cabelo claro Vem do peito. Irradia.

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Durmo pouco Quase nada Descabelo o sono Coloco-lhe pijama Faço até cafuné Pago a janta De graça Desgraça Aparece agora Quando os olhos Devem ficar abertos E a boca fechada Sem bocejo Lhe agradeço. - De nada. E dá risada