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Frase de R. Matos

Cante anuncie com seus clarins sua tribo vai saber, e virar ao seu encalço Partiu mensageiro distante a andejar pelos vales perdidos de árvores tortas e negra lama no caminho da aldeia A trilha da guerra e inevitável, o arauto voou para o encontro dos reis e mestre da tribo do fogo Os acordos não foram oportunos, o trovão anunciou o carão subiu para o norte, pressagio de rios de sangue pelo bosque Voltando por seus caminhos andarilhos errantes peça a proteção no retorno do vale das sombras, os vales arqueados pela luz o protegerão Flechas, arcos, charruas, lanças todo o arsenal indígena a batalha no encontro no rio vai desperta tupã Pelas águas do rio que corre ao contrário, sua jangada vai navegar para alerta o deus das chamas vêm aí preparassem, mas não se esconda Araquém bateu no chão a lua estremeceu o ódio foi despertado o clã está aposto, pronto para guerrear fazer o orvalho da manhã queimar A dança começou o calor a pintura corporal igara das águas, dos marajoaras dos arcanjos tapajós suas caiçaras a marchar No acompanhar da piracema em quase uma dança flutuante sobre a lama, que o diluvio dos olhos de tupã deixou Abaçai cantou seu grito milhões de luzes no coração do guerreiro a flamejar a batalha vai começar Arqueie de sua modéstia jovem descendente de caiporas, zarabatana na espreita pronta para desfiar no céu a seta do despertar Onça e jacaré a observa o balé do respeito tribal, indefectível hombridade honre os tupis, iluminai o coração daqueles que esperam seu retorno Epuâ jevy xonaro'i, jajeroy nhanderu oxa agwâ. Levantem-se guardiões e guardiãs para agradecer e dançar Cantam os tambores com todos os clamores, os falcões peregrinos denunciam a chuva já passou o sol nasceu no levante Encontre suas ervas pajés o ritual está para começar, o sol ascenda a alma do guerreiro orgulhasse de sua vitória, festeje em sua glória pássaros de fogos subam arqueie ao monte onde o gelo encontra sua perfeição para o caminho da inquietação Decida jaci uive aos seus, os conduza com o aroma da paixão ao tempo da guarnição Traga-os ao seu peito rasteje se for preciso o grito de guerra triunfou a morada dos índios é o mesmo tempo seu começo e fim, da terra ele precisa da terra ele veio e da terra ela irá proteger.

R. Matos

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Pensador.com

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O tempo é uma forma humana de aprisionar os humanos
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Eu vi renascer o dia na terra de Debret A boléu da bastilha, comemorado a cabernet A tela com as cores de Monet mostrando o parlamento Os sopros de alegria das crianças se perdendo a barlavento Luís XVI não foi capaz de segurar seu proveito O clero, o iluminismo abalou o ar rarefeito A economia caiu, porque de muito que excedeu a realeza Com bronca de toda população que ficou da nobreza Surgindo as cores da guerra perdida na alma francesa Absolutismo aqui não, o levante com suporte da turma burguesa Invadiram sua casa de devassidão com a população Exterminando a monarquia, com os jacobinos e a constituição O fogo é o artifício queriam se impor pela cortina A ser suspeitoso de traição já para a guilhotina Cravando no peito a moral dessa nação Ainda não acabou é preciso mais revolução Precisamos dar as crianças um estado de melhor opção Coletas e cobranças e desvairado, precisam do comitê da salvação Trilhando nova frente, trazendo na bandeira liberté Égalité Fraternité.

Um balão vagava pelo rocio Como se um dia pudesse chegar ao lácio Pairam ideias com fim intricado e azimute
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Um balão vagava pelo rocio Como se um dia pudesse chegar ao lácio Pairam ideias com fim intricado e azimute Observando a bexiga, guerreiro mamute Poderia está fazendo qualquer outra prática Mais a inação de se machucar e sarcástica E melhor ver a natureza trabalhar Fazer a vontade do inventor dedilhar Nesta praça poderia ser o sorveteiro O cachorro, a criança ou até mesmo o carteiro Mais o hemisfério como corre E exatamente com e, uma imensa torre Designações e funções, para todos e tudo distintos Na esquina o mendigo com garrafas de vinhos tintos Poderia ser eu nessa conjuntura Sendo mais um nobre da rua, com certeza na amargura Os loucos e escritores pudessem me descrever Um ser alucinatório que só sabe reescrever Um demente incompreendido no alcoice da vivência Esperando como o balão a vinda do seu fim existência.