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Frase de Salgado Maranhão

Sentença faz muito tempo que eu venho nos currais deste comício, dando mingau de farinha pra mesma dor que me alinha ao lamaçal do hospício. e quem me cansa as canelas é que me rouba a cadeira, eu sou quem pula a traseira e ainda paga a passagem, eu sou um número ímpar só pra sobrar na contagem. por outro lado, em meu corpo, há uma parte que insiste, feito um caju que apodrece mas a castanha resiste, eu tenho os olhos na espreita e os bolsos cheios de pedras, eu sou quem não se conforma com a sentença ou desfeita, eu sou quem bagunça a norma, eu sou quem morre e não deita.

Salgado Maranhão

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Fonte e informações de autoria

Pensador.com

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A vida, desde pequeno, sempre cavei no meu chão Da raiz da planta ao fruto, fazendo calos na mão. Eu aprendi matemática descaroçando algodão. Carcarás, aboios e lendas são minha história e destino. Tudo que a vida me deu, é tudo que hoje ensino. Na quebrada do tambor, eu sou velho e sou menino. Quem olha na minha cara, já sabe de onde eu vim. Pela moldura do rosto e a pele de amendoim. Só não conhece os verões, quem eu trago dentro de mim...

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Atemporal no fim da linha o que sobra é a poesia: construção sobre ruínas plasmada em palavras e silêncios. quem saberá os limites da beleza e do desespero? a vida em sua face oculta sobrevive de engordar serpentes. o amor em sua loja de ourives (relume) a lapidar o inatingível. no avesso do des/haver o que resta é o infinito não ser em seu azul atemporal.