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Frase de Salgado Maranhão

Kuarup de seis milhões em mil e quinhentos restou apenas uma legião de vultos soletrando uma algazarra zorra, um kuarup de calça jeans. os outros foram mortos até os que estão vivos até os que não nasceram.

Salgado Maranhão

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Pensador.com

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A vida, desde pequeno, sempre cavei no meu chão Da raiz da planta ao fruto, fazendo calos na mão. Eu aprendi matemática descaroçando algodão. Carcarás, aboios e lendas são minha história e destino. Tudo que a vida me deu, é tudo que hoje ensino. Na quebrada do tambor, eu sou velho e sou menino. Quem olha na minha cara, já sabe de onde eu vim. Pela moldura do rosto e a pele de amendoim. Só não conhece os verões, quem eu trago dentro de mim...

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Atemporal no fim da linha o que sobra é a poesia: construção sobre ruínas plasmada em palavras e silêncios. quem saberá os limites da beleza e do desespero? a vida em sua face oculta sobrevive de engordar serpentes. o amor em sua loja de ourives (relume) a lapidar o inatingível. no avesso do des/haver o que resta é o infinito não ser em seu azul atemporal.

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Sentença faz muito tempo que eu venho nos currais deste comício, dando mingau de farinha pra mesma dor que me alinha ao lamaçal do hospício. e quem me cansa as canelas é que me rouba a cadeira, eu sou quem pula a traseira e ainda paga a passagem, eu sou um número ímpar só pra sobrar na contagem. por outro lado, em meu corpo, há uma parte que insiste, feito um caju que apodrece mas a castanha resiste, eu tenho os olhos na espreita e os bolsos cheios de pedras, eu sou quem não se conforma com a sentença ou desfeita, eu sou quem bagunça a norma, eu sou quem morre e não deita.