Frase de RENATO JAGUARÃO
Comparsa De guri eu fui cancheiro Nas comparsa de esquila Me juntando com os pila Nas estância da fronteira Era lindo a barulheira Da maquina bordoneando A indiada esquilando E eu botandolhe fixa Ovelha não relincha Mas dispara igual bagual E o agarrador, por vez se vê mal Maniando nas pata o tento E entrega pro talento De Quem na mão se defende O Souza, João clemente, o Cleber o alemão Eu guri varrendo o chão Curando com óleo gracha Algum talho que se acha O pente por vez é cruel Depois enrolava o vel Largava pro amarrador Que lançava pro socador Que a estopa lhe cobrava E o cozinheiro avisava Tem churrasco na cozinha Pão café, farinha Pra reforço do peão Depois seguia a função Naquele mordaço de novembro Cada detalhe eu lembro Até o cheiro do galpão Ja carneado um Capão Que nas brasa esperava O meio dia parava Pra uma boia de repeito Massa, feijão preto Antes umas cuia de mate E o locutor da cidade Dando no rádio os recado Um aviso do polvoado Telefone não havia E a turma se intertia Depois a sesta pegava E a comparsa descansava Pra aquele resto de dia Ao fim de mais uma lida Vinha o banho no açude Parece até meio rude O ofício Pra quem nao conhece Mas é quando o dia anoitece Os catre já arrumado Que o galpão fica animado Uns verso bem declamado Alguns floreio do gildo Reconheço que sou grosso Baile do Chico torto Resposta do relho trançado E ali naquele aleredo Os catre todo ermanado Se vivia o presente Especulava o futuro E lembrava o passado O que seria da tosa Com a tal modernidade Pra quem viveu desse ofício Apartado da cidade Se bombeava tanta mudança Pra quem pouco sabia Que tinha só a tosquia Como changa e ganha pão Era a tal evolução Que se vinha em desparada A lã ja valia nada Mal pagava a comparsa Mas tudo um dia passa Hoje em dia o esquiador Só é lembrado nos versos E na saudade do payador Mas ainda no setembro Me bate aquela agunia Pra embarcar numa comparsa E voltar naqueles dia Rever os meus amigos Galpao, o velho catre Aquele assado nas brasa E os parceiros do mate Renato Jaguarão.
No pensador.ai desde