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Frase de Janete Manacá

Diante da Rainha! A Valentina Diante de ti eu entrego O fruto açucarado do ventre de luz Que hoje habita este continente Com a beleza rara da flor E a essência lúdica do amor Com as águas sagradas do teu útero Lava o corpo e a alma deste pequeno ser Que viajou por infinitas noites Como a mais sublime poesia estelar E trouxe luz ao amanhecer Que tuas ondas prateadas inspirem teus sonhos A viver com real formosura em todo canto e lugar Que teus dias sejam firmes com a força do teu abraço E o reflexo dos teus olhos sobre o mar Repletos de suavidade para inspirar a família e o lar Esta é a tua pequena menina-sereia Que dança a magia das noites sobre a areia Balançando nos movimentos das águas Iluminada pela ternura da lua cheia Em reverencia a ti mãe de bondade rainha-sereia Retira dos teus caminhos o sentimento enganador Torna-a perfeita sob o aconchego do teu amor E no bailado destas águas em beleza Envolva e afina teus sonhos com a certeza Que a estrada a percorrer é de ternura e leveza... Do livro: Deusas Aladas

Janete Manacá

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Fonte e informações de autoria

Pensador.com

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Outras frases de Janete Manacá

Palavras Gosto de ver as palavras Brotarem das minhas mãos
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Palavras Gosto de ver as palavras Brotarem das minhas mãos Sentir o pulsar de cada fragmento Construindo coreografias Para compor letras de poesias Depois que as escrevo Guardo-as no útero ou no coração Para amadurecerem com amor Espero dias, meses ou anos E continuo engravidando de imaginação Poeticamente sou uma mulher parideira Tem dias com muitos partos E outros que me entrego às brincadeiras Por sorte tudo na vida é inspiração Que preenche de luz a minha solidão Gosto muito de falar dessa magia Mas vou ter que protelar Tem fragmentos de letras ansiosas Disputando as rimas das minhas poesias Na esperança de conquistar o melhor lugar Do livro: Extasiada de Infinitos

Poesias aguerridas Mulheres que se confundem Com a paisagem da caatinga
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Poesias aguerridas Mulheres que se confundem Com a paisagem da caatinga Que trazem na própria face O mapa da terra ressequida Mulheres que expõem as cicatrizes da miséria Vultos invisíveis das favelas Que regam a terra com suas lágrimas Onde a semente germina desnutrida Mulheres expulsas do paraíso Deusas cruelmente excluídas Cuja gratidão é silenciosa oração Debilitadas vencem dias de provações Mulheres que geram na dureza do sertão Estrelas cadentes por falta de opção Suas faces denunciam a indiferença Do poder que oprime com a força da ambição Mulheres estrelas das noites de escuridão Trazem dentro de si a nobre constelação Por serem filhas do ventre da terra São poesias aguerridas a fecundar este chão Do livro: Extasiada de Infinitos

Feminicídio Maria também se foi Levando no coração
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Feminicídio Maria também se foi Levando no coração Muitos sonhos inacabados Tinha na alma o desejo de liberdade Sua história de amor acabou Como a ilusão dos contos de fada Era frágil e não se sustentou Por sorte ela tinha voz própria Conversou, disse adeus e se foi Ser pássaro em outras moradas Com fé e esperança seguiu seu caminho Recomeçar sempre, agora com maturidade Entre tantas escolhas prometeu se amar Na intensidade que seu ser merecia Assumiu o compromisso de ser feliz Sem traições, ilusões ou vaidades Na inocência sequer imaginou Que no caminho havia emboscada Prenunciando o fim do início da sua jornada Sem direito a defesa, foi brutalmente assassinada Numa fúria patriarcalista de insanidade Ele desferiu dezenas de facadas Seu corpo tombou sobre o chão ensanguentado Estampado no jornal que ele tomou rumo ignorado A noite chegou fúnebre e agoniada Com chuva de lágrimas pela fatalidade Era mais uma vítima do feminicídio Que Nanã receba em amor o seu corpo destroçado Do livro: Extasiada de Infinitos

Andarilha Chegou como um pássaro noturno Em plena sombra da escuridão
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Andarilha Chegou como um pássaro noturno Em plena sombra da escuridão A princípio uma andarilha Vestia preto com cabelos desalinhados Olhar perdido preso ao passado Disse-me que era voluntária Trabalhava com os filhos da ilusão Seu nome era Ana como a avó de Jesus Morava num bairro afastado da cidade Tinha um crucifixo preso entre as mãos E não se preocupava com a solidão Sentia-se amparada por abençoadas mãos Pediu licença, puxou a cadeira E sentou-se ao lado do meu coração Contou-me muitas histórias antigas E libertou a criança da infância reprimida Falou de fé, cura e libertação Do poder da chave de Davi Para expulsar dores e cicatrizar feridas Transmutar mágoas de um passado infeliz Hoje, sozinha, caminha na noite sem destino E agradece quem ouve o seu lamento Seu sorriso indecifrável é mais uma súplica De quem perdeu a memória e segue sem direção Do livro:Extasiada de Infinitos