Frase de Márcia Bueno
“Pobres olhos” Primeiro os olhos ardem Depois ficam inundados Aí desaguam Vazante das mazelas da vida Rio caudaloso de águas salgadas Aspergindo uma existência árida Solo arenoso, impróprio pra vida Drenado de suas substâncias vivificantes Alma encarcerada em um corpo amortalhado Sequiosa de libertar-se dessa servidão letárgica Que a obriga a uma jornada patética Num mundo habitado por hipócritas Gentis e sorridentes Que só enxergam o próprio umbigo Pobres olhos! Sentenciados a testemunhar Atuações dantescas de atores corruptíveis Nesse mundo mendicante de sinceridade Um verdadeiro teatro de marionetes Manipuladas por narcisistas presunçosos Esquecidos de sua pequenez Perante a grandeza do universo Olhos encharcados Com as águas amargas da indiferença Quem secará seu pranto?
No pensador.ai desde