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Frase de Gregórian J.P

Nós Poetas Éis simples e imaculados em meros apanhados De almas se encontrando em vômitos de sentimentos Próprios, alheios e fatídicos colonizadores neste canibalismo Esquecendo o sentido do que escreveu. Não importa não é mais seu Homens, aberrações ou emoções? Calejados e sensíveis de carne podre e alma nobre A caneta nervosa e choramingona no entorno dos seus soluços Revitalizando fragmentos e menções. Profundos sustos (...) Confunde-se entre mágoas e enganos Nestes olhares claustros e dantescos Entre clássico e arcaicos neantropianos Construindo ilusões nestes emaranhados grutescos Somos mortos, vivos, híbridos, sínicos e famintos Simplesmente frágeis e ilegais. Imortais Prisioneiros usando mentes como selas Sem travas, cadeados ou janelas Nossos sentimentos são corpos estranhos em nossa essência Nossas vontades apenas fragilidades Num mundo sem molde, inerte em antevidências Catando fragmentos de pessoas vazias e suas legalidades Enxergamos em surrealismo as normalidades abstratas Fitando pessoas andando umas sobre as outras Com palavras originadas de suas quelíceras Démodé, andrógenos, demônios de batina a pedra no lago. Somos poetas

Gregórian J.P

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Pensador.com

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Outras frases de Gregórian J.P

Débeis Jogados do mundo Jogados no fundo
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Débeis Jogados do mundo Jogados no fundo Débeis imundos Impuros do fundo No fundo do ser... Escória dos seres Angustias e traumas De débeis a débeis Inúteis na instancia do fracasso Com características de inferioridade imanente Débeis no fundo e no sumo Débeis Lúgubres no abismo de suas consciências Inconscientes e Inconseqüentes Passeando entre si a realidade para ludibriar-se com fragmentos de felicidades Débeis inférteis Débeis imundos a serem ermos Débeis impróprios Próprios débeis Débeis resultados de uma zoofilia Débeis fingidos Débeis unidos Travestidos de seres ladinos mostrando os caninos Arquétipo da dor Pandos de futilidades Débeis pandemônios que se afligem Débeis fingidos dentro dessa santimônia Débeis que me contam o que não querem ser Débeis, débeis, débeis Débeis que rastejam Débeis que me suplicam asas, débeis que ganham asas. Para que eu cinicamente os deixe cair Débeis que caem, que se roem e se destroem Débeis de alma morfética Débeis insanos de corações férteis para cultivo de dor e cactos Débeis que não possuem espelhos... A verdade perfura Débil, débeis, débil, débeis... Débeis que se ajoelham... Débeis que ajoelharão Débeis!

Dói O mundo deu-me uma vida lacrimosa Vagando e catando pedaços de sentimentos sem consonância
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Dói O mundo deu-me uma vida lacrimosa Vagando e catando pedaços de sentimentos sem consonância Minha falta de misericórdia tornou-se honrosa É antídoto para almas fracas semelhantes aos medos de infância Andando dentre multidões numa profunda melancolia Kafkaniana Lembrando de todas as curas causadas mergulho em êxtase toda agonia Todos estes atos me expurgam de tal nirvana Meu corpo sofre cria por si só inevitável criogenia Agora fadado á estar dentro de deferentes seres, porém só Alimentando-me com fragmentos de sombras tortas Plantando nessas covas rasa meus escárnios sem nenhum dó Navegando a deriva, sem sentido e sem rota Que estranheza um ser explodindo em vida amar a morte Mais que esta vida em demasia não lhe cabe. Transborda. Algo grita dentro de mim esquizofrênico e forte No fundo existem rejeições sombrias para tais hordas Um dia os fantasmas abandaram este corpo introspectivo Teremos vidas incríveis e tangíveis Um corpo far-se-á feliz por não precisar se tal esfera receptiva Amputando pernas e mãos levando clareza em atormentados níveis Perdoe minha prolixidade temperada com surrealismo. Dói

Sozinha Eu acordei assustada Na vastidão do meu quarto eu escutava o eco dos meus batimentos cardíacos
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Sozinha Eu acordei assustada Na vastidão do meu quarto eu escutava o eco dos meus batimentos cardíacos Olhei para o teto e me vi flutuando Eu só tinha olhos, não tinha boca e não tinha nariz Não me tinha Através dos meus olhos eu olhei pra dentro de mim Um gosto de sorvete me veio à boca Senti um olor de quando era criança! Era de mim mesma Eu me ilhava aflita... Não tinha boca eu me olhava Sozinha eu gemia Sozinha eu ficava Com os olhos gritava Sozinha e frustrada... Gélida, pálida e inerte Só No abismo da minha cama diante de tal situação eu grito Meu corpo inquieto. Não para Estico-me Me aperto me encolho Escolho-me Olhei para o teto e me vi flutuando Do teto no fundo do olho me vi esticando Flutuando eu deprecava não me ver acuada Eu era a esquivança do eu a vir Eu era uma borboleta nos ombros outrora no nariz Fiquei de pé encima da cama Estava meio tonta, mas a estese de me ver trouxe-me equilíbrio Olhava meu corpo que flutuava Meu corpo acalmava Eu não me aceitava Eu não sou eu Eu era um estado, não era lesiva eu era nociva e ativa Nutar não era de mim Flutuando eu me olhava Com semblantes pavidos Eu me olhava naquilo que eu não precisava ser Nem queria ser Entendi porque ali presente eu flutuava Esta era o que eu tirava de dentro de mim Era a renuncia e não agüentava Repudiava O meu flutuar era salutar Eu posso gritar Eu quero gritar Rasgar os pulmões Chorar e expurgar Reconhecer o que sou Não é o que sou Apenas um estado Sozinha. Só

Liberdade Vigiada Vive a vida em companhias Não importa as alegrias
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Liberdade Vigiada Vive a vida em companhias Não importa as alegrias Pelas noites as escuras Não importa o que procura Não suporta a palhaçada Dessa liberdade Vigiada, vigiada, vigiada Só existe a justeza do olhar lançado Liberdade vigiada é tudo aquilo que não quer Arrepende-se todo dia pela sua simpatia Vida latria e atrevida Vida cheia de feriadas Não se importa com as porradas Amanhã é um outro dia Não suporta a palhaçada Dessa liberdade Vigiada, vigiada, vigiada Nunca deixará que alcancem tais desejos: Animus rem sibi, habendi Animus possidendi Animus necandi