Frase de Gregórian J.P
Sozinha Eu acordei assustada Na vastidão do meu quarto eu escutava o eco dos meus batimentos cardíacos Olhei para o teto e me vi flutuando Eu só tinha olhos, não tinha boca e não tinha nariz Não me tinha Através dos meus olhos eu olhei pra dentro de mim Um gosto de sorvete me veio à boca Senti um olor de quando era criança! Era de mim mesma Eu me ilhava aflita... Não tinha boca eu me olhava Sozinha eu gemia Sozinha eu ficava Com os olhos gritava Sozinha e frustrada... Gélida, pálida e inerte Só No abismo da minha cama diante de tal situação eu grito Meu corpo inquieto. Não para Estico-me Me aperto me encolho Escolho-me Olhei para o teto e me vi flutuando Do teto no fundo do olho me vi esticando Flutuando eu deprecava não me ver acuada Eu era a esquivança do eu a vir Eu era uma borboleta nos ombros outrora no nariz Fiquei de pé encima da cama Estava meio tonta, mas a estese de me ver trouxe-me equilíbrio Olhava meu corpo que flutuava Meu corpo acalmava Eu não me aceitava Eu não sou eu Eu era um estado, não era lesiva eu era nociva e ativa Nutar não era de mim Flutuando eu me olhava Com semblantes pavidos Eu me olhava naquilo que eu não precisava ser Nem queria ser Entendi porque ali presente eu flutuava Esta era o que eu tirava de dentro de mim Era a renuncia e não agüentava Repudiava O meu flutuar era salutar Eu posso gritar Eu quero gritar Rasgar os pulmões Chorar e expurgar Reconhecer o que sou Não é o que sou Apenas um estado Sozinha. Só
No pensador.ai desde