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Frase de M.S. Fieri

"Aqueles Que Permanecem" Há uma dor que nunca pede para ir embora. Ela aprende o caminho da alma, faz morada no silêncio e passa a chamar nossas cicatrizes pelo nome. No início, lutamos contra ela. Depois, aprendemos que algumas batalhas não existem para serem vencidas, mas para nos ensinar quem continuamos sendo quando tudo o que amávamos nos foi arrancado. Descobri que a maior solidão não é caminhar sem ninguém ao lado. É olhar para o próprio coração e não reconhecer quem está refletido nele. Ainda assim... Existe algo curioso sobre as pessoas que tocam o fundo. Elas deixam de procurar a luz porque entendem que a luz nunca esteve acima delas. Ela sempre existiu, escondida, esperando o instante em que aceitassem atravessar a própria escuridão. Talvez seja por isso que algumas almas não nasceram para ter uma vida fácil. Elas nasceram para lembrar ao mundo que a bondade não é a ausência da dor, mas a decisão de não permitir que a dor seja a última palavra. E quando tudo termina... Não importa quantas vezes fomos traídos, quantas promessas morreram ou quantas lágrimas ficaram pelo caminho. Importa apenas que, apesar de tudo, continuamos capazes de estender a mão a alguém perdido. Porque o verdadeiro milagre nunca foi sobreviver ao sofrimento. O verdadeiro milagre é que, mesmo depois de conhecer o pior da humanidade, algumas pessoas ainda escolhem amar. - M.S. Fieri

M.S. Fieri

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Pensador.com

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Outras frases de M.S. Fieri

Ora... será possível erguer-se novamente diante da queda dos anjos? Será possível assistir, mais uma vez, ao mundo repetir o mesmo ciclo de ruínas, como se o tempo jamais tivesse aprendido com as próprias cicatrizes?
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Ora... será possível erguer-se novamente diante da queda dos anjos? Será possível assistir, mais uma vez, ao mundo repetir o mesmo ciclo de ruínas, como se o tempo jamais tivesse aprendido com as próprias cicatrizes? Já não sei se fui fadado à cegueira, por não enxergar o que ainda insiste em florescer, ou se me tornei surdo aos ecos do meu próprio coração. Talvez nem mesmo o tato reconheça aquilo que a vida ainda espera de mim. Permaneço sentado, recolhendo os últimos fôlegos antes que a noite reivindique meu nome. E nem mesmo as nuvens, que guardam as estrelas até a hora exata de revelá-las, conseguem esconder o desinteresse que tomou conta de tudo aquilo que sou. Há tempos já não sinto o gosto das coisas. Como se o ódio, paciente como a ferrugem, houvesse atravessado meus ossos e aprendido a chamar meu corpo de casa. Poderão culpar a bebida. Mas ela nunca foi meu vício. Poderão culpar a dama que um dia encantou meus olhos. Mas não foi ela quem transformou minha alma nesta terra seca, onde nem o vento encontra coragem para semear. Por isso, Pai... quando chegar a minha hora, não me conceda monumentos. Coloque-me apenas a sete palmos do chão. Que a minha angústia alimente as raízes de um velho carvalho. Que crianças encontrem sombra onde um homem já não encontrou paz. E, se nem isso me for permitido, então toma o Teu vento e espalha a poeira que restou deste soldado, não para que o mundo se lembre do meu nome, mas para que, ao menos uma vez, a guerra abandone o meu coração. - M.S. Fieri

Não temo a agulha. Temo o silêncio que ela não consegue romper. Enquanto o aço atravessa minha pele, procuro, em segredo, a esperança de que alguma dor seja finalmente maior do que aquela que habita em mim.
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Não temo a agulha. Temo o silêncio que ela não consegue romper. Enquanto o aço atravessa minha pele, procuro, em segredo, a esperança de que alguma dor seja finalmente maior do que aquela que habita em mim. Mas a ardência é breve. A carne se abre. O sangue responde. E, ainda assim, há um lugar onde nenhuma ponta alcança. É estranho. O corpo insiste em sangrar como se ainda estivesse vivo, enquanto a alma, exausta de tantas guerras, já não distingue o que é ferida e o que é memória. Tatuei lembranças na esperança de sepultá-las sob a tinta. Mas descobri que a pele não guarda o passado. Ela apenas lhe oferece um novo nome. Talvez seja esse o castigo de quem sobreviveu demais: não sentir a dor quando o corpo é atravessado, e perceber que o verdadeiro abismo nunca esteve na carne. Sempre esteve naquilo que nenhuma agulha foi capaz de perfurar. -M.S. Fieri

A Coragem de Confiar Não foi a traição que mudou meu coração. Foi o silêncio que veio depois dela.
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A Coragem de Confiar Não foi a traição que mudou meu coração. Foi o silêncio que veio depois dela. Descobri que existem dores que não nos fazem chorar. Elas nos fazem desconfiar de todo gesto gentil, de toda mão estendida, de todo olhar sincero. Porque, quando a confiança morre, ela leva consigo a inocência de acreditar. Passei a pensar que a solidão era mais segura. Que viver atrás de muralhas doía menos do que reconstruir uma casa que alguém pudesse incendiar outra vez. Até compreender que o medo não queria me proteger. Queria me convencer de que ninguém mais merecia entrar. Então percebi que confiar não é esquecer as cicatrizes. É olhar para elas e, ainda assim, escolher abrir a porta. Porque o oposto da traição não é a certeza. É a coragem. - M.S. Fieri

"Aquilo que Insiste em Florescer" Sempre achei curioso o quanto as pessoas têm pressa em decidir o que é belo. Há quem passe por um terreno baldio e veja apenas abandono.
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"Aquilo que Insiste em Florescer" Sempre achei curioso o quanto as pessoas têm pressa em decidir o que é belo. Há quem passe por um terreno baldio e veja apenas abandono. Capim alto. Terra seca. Ervas daninhas. Eu gosto de imaginar que o terreno nunca soube que era baldio. Ele apenas continuou aceitando a chuva, o sol, o vento e tudo aquilo que insistia em nascer. Entre o verde desordenado, às vezes aparece um dente-de-leão. Quase ninguém para. Alguns o arrancam. Outros sequer levantam os olhos. Talvez porque tenham aprendido que certas flores não merecem um nome bonito. Mas ele continua ali. Amarelo o bastante para conversar com o sol. Pequeno o bastante para ser esquecido. Depois o tempo passa. A cor desaparece. As pétalas dão lugar a um punhado de pequenos fios brancos que o vento leva sem pedir licença. Quando eu era criança, achava que eles voavam porque queriam conhecer o mundo. Hoje penso que talvez estivessem apenas procurando um lugar onde alguém não os chamasse de erva daninha. A esperança me parece assim. Há quem a veja como algo inconveniente, teimando em nascer onde ninguém plantou. Mas existem pessoas que reconhecem que as coisas mais bonitas da vida raramente pedem permissão para existir. Elas apenas florescem. Mesmo em lugares que o mundo já havia desistido de chamar de jardim. - M.S. Fieri