Frase de R. Matos
Luz da campina ao alvorecer Aclamam o anoitecer Terra de maldição Regozijam a solidão Meu amor onde vou Desnorteado estou pelo caminho Há de ver o desembarcadouro lá no finzinho Quero fogo para toda essa minúcia Se desfazer de toda essa balbucia E continuar a rimar A fera vem botando para correr sem findar Quer que todo mundo desapareça Queimando os planetas para que esmoreça Respirando gás Rasgando a paz Céu de brasa, portão da voragem Queda sem fim na perdição sem coragem Que seus filhos encontrem E sejam cegos a dor e o sorriso Para não se esbarrarem no salão E que pelos portais da alma as correntes da animália Possam segurar na eternidade minha anomalia.
No pensador.ai desde