Frase de André toledo
O Cálice Transbordante Por que me olhas, ó Vida, com olhos de espanto? Acaso não vês que trago nas mãos um cálice tão cheio, Que o amor nele contido, como um rio inquieto Derrama-se sobre a terra árida dos dias comuns. Buscando raízes que o aceitem? Sim, carrego dentro de mim sóis internos, Jardins noturnos de afeto não nomeado, E um sentido mais vasto que o horizonte do mar. É um vinho antigo, fermentado em silêncios, Destinado a saciar a sede das estrelas... Mas as estrelas são mudas, e seguem distantes. Dizem que o amor é ponte para os objetivos, A chama que ilumina o caminho da alma. Eu o sei, ó Sabedoria Eterna! Por isso insisto em erguer altares com as mãos vazias, Em semear afeto no vento que passa, Em oferecer meu peito como abrigo a pombas sem rumo. Ah, se minhas asas pudessem carregar tanta dádiva! Mas o tempo é lento, e os corações, quando se abrem, Muitas vezes tremem como folhas de outono. E eu fico aqui, na esquina do eterno, Com os braços cheios de sementes douradas... À espera de uma terra que as queira germinar. Não me chames de iludido, emocionado em demaseio, chamem-me de, fiel. Fiel ao rio que canta dentro do meu peito, pagodes, poemas.. Fiel ao sentido que nasce do próprio dar, Fiel ao mistério de amar, mesmo sem destino. Pois o amor que não encontra porto Transforma-se em raiz. E da raiz invisível nasce a árvore da resiliência, Cujos frutos são a própria existência plena. Assim sigo: Com meu cálice transbordante, Minha alma como oferenda, E a certeza quieta de que o amor... Mesmo não visto, mesmo não partilhado... É o primeiro alicerce de todo sentido. Porque antes de ser resposta, ele é pergunta sagrada. Antes de ser encontro, ele é a coragem de permanecer aberto. A busca de sentido no ato humano de amar, quando reciprocado... é o compreensível amar. O Cálice Transbordante Por que me olhas, ó Vida, com olhos de espanto? Acaso não vês que trago nas mãos um cálice tão cheio, Que o amor nele contido, como um rio inquieto Derrama-se sobre a terra árida dos dias comuns. Buscando raízes que o aceitem? Sim, carrego dentro de mim sóis internos, Jardins noturnos de afeto não nomeado, E um sentido mais vasto que o horizonte do mar. É um vinho antigo, fermentado em silêncios, Destinado a saciar a sede das estrelas... Mas as estrelas são mudas, e seguem distantes. Dizem que o amor é ponte para os objetivos, A chama que ilumina o caminho da alma. Eu o sei, ó Sabedoria Eterna! Por isso insisto em erguer altares com as mãos vazias, Em semear afeto no vento que passa, Em oferecer meu peito como abrigo a pombas sem rumo. Ah, se minhas asas pudessem carregar tanta dádiva! Mas o tempo é lento, e os corações, quando se abrem, Muitas vezes tremem como folhas de outono. E eu fico aqui, na esquina do eterno, Com os braços cheios de sementes douradas... À espera de uma terra que as queira germinar. Não me chames de iludido, emocionado em demaseio, chamem-me de, fiel. Fiel ao rio que canta dentro do meu peito, pagodes, poemas.. Fiel ao sentido que nasce do próprio dar, Fiel ao mistério de amar, mesmo sem destino. Pois o amor que não encontra porto Transforma-se em raiz. E da raiz invisível nasce a árvore da resiliência, Cujos frutos são a própria existência plena. Assim sigo: Com meu cálice transbordante, Minha alma como oferenda, E a certeza quieta de que o amor... Mesmo não visto, mesmo não partilhado... É o primeiro alicerce de todo sentido. Porque antes de ser resposta, ele é pergunta sagrada. Antes de ser encontro, ele é a coragem de permanecer aberto. A busca de sentido no ato humano de amar, quando reciprocado... é o compreensível amar. André Vicente Carvalho de Toledo
No pensador.ai desde