Frase de André toledo
Colibri Dourado Colibri Dourado Que minha penas alcem voo, que eu seja um ramo molhado para pousares, ó efêmera maravilha que danças com a chuva. E que estas palavras sejam as gotas que escorrem de tuas asas, contando o segredo que vieste me sussurrar. Não me falaste da liberdade com os lábios, mulher-Pernambuco, colibri dourado. Falaste com o arco de teus pés descalços na terra avermelhada, Enquanto o aguaceiro te beijava, os cabelos loiros e te embalava o ritmo antigo. Os tolos pensam que a liberdade é uma gaiola aberta, Um voo para longe da nuvem negra, um abrigo. Mas tu, naquele instante em que o céu se partiu em lágrimas, Me mostyraste que a verdadeira liberdade é a coragem de dançar sob a tormenta. Não fugiste. Não te encolheste. Abriste os braços como quem aceita um manto de diamantes líquidos, E teu corpo se moveu não apesar da chuva, mas por causa dela, Num pacto ancestral com o temporal. Era a alegria selvagem do cacto que floresce após a seca, A sabedoria da cana-de-açúcar que se dobra ao vento sem se quebrar, A memória do mar, que habita em teus ossos, celebrando a chegada da própria origem. Disseste-me, sem uma palavra, que o ser livre não é aquele que evita a chuva, Mas aquele que se torna um com ela, Que deixa que a água lave suas certezas e que o vento desfaça seus cabelos, E mesmo assim, no centro do caos, encontra a melodia para a sua dança. Ó mulher-colibri, de penas banhadas de ouro e de água, Tu és filha do sol e da nuvem pesada. Ensina-me a ser terra, para receber a chuva sem medo. Ensina-me a ser rio, para correr sem destino, apenas por correr. Ensina-me a ser como tu: que encontra na queda da água a razão do seu voo... E assim, sempre que a chuva descer, Eu me lembrarei de ti. E em vez de buscar um teto, Estenderei meus braços para o céu, E simplesmente dançarei. Que minha penas alcem voo, que eu seja um ramo molhado para pousares, ó efêmera maravilha que danças com a chuva. E que estas palavras sejam as gotas que escorrem de tuas asas, contando o segredo que vieste me sussurrar. Não me falaste da liberdade com os lábios, mulher-Pernambuco, colibri dourado. Falaste com o arco de teus pés descalços na terra avermelhada, Enquanto o aguaceiro te beijava, os cabelos loiros e te embalava o ritmo antigo. Os tolos pensam que a liberdade é uma gaiola aberta, Um voo para longe da nuvem negra, um abrigo. Mas tu, naquele instante em que o céu se partiu em lágrimas, Me mostyraste que a verdadeira liberdade é a coragem de dançar sob a tormenta. Não fugiste. Não te encolheste. Abriste os braços como quem aceita um manto de diamantes líquidos, E teu corpo se moveu não apesar da chuva, mas por causa dela, Num pacto ancestral com o temporal. Era a alegria selvagem do cacto que floresce após a seca, A sabedoria da cana-de-açúcar que se dobra ao vento sem se quebrar, A memória do mar, que habita em teus ossos, celebrando a chegada da própria origem. Disseste-me, sem uma palavra, que o ser livre não é aquele que evita a chuva, Mas aquele que se torna um com ela, Que deixa que a água lave suas certezas e que o vento desfaça seus cabelos, E mesmo assim, no centro do caos, encontra a melodia para a sua dança. Ó mulher-colibri, de penas banhadas de ouro e de água, Tu és filha do sol e da nuvem pesada. Ensina-me a ser terra, para receber a chuva sem medo. Ensina-me a ser rio, para correr sem destino, apenas por correr. Ensina-me a ser como tu: que encontra na queda da água a razão do seu voo... E assim, sempre que a chuva descer, Eu me lembrarei de ti. E em vez de buscar um teto, Estenderei meus braços para o céu, E simplesmente dançarei.
No pensador.ai desde