Frase de Cláudia Valéria Alves dos Santos
Retrospectiva - as roupas das estações. Em Março estava escrava, vestida de razão, coberta de desejo e nos pés: calçados feitos de pele de mim mesma. Em Junho me estranhei e me olvidei. Percebi sobre mim um chapéu que desconheço, um tecido de ansiedade e bordados de passado. Eis que estava escrito: na certeza do presente, a minha floresta jaz, ardente. Em Setembro me vi invencível, armada, até os dentes: de ódio, raiva e outros pensamentos descontentes. A roupa da vez? Solidão. No início de Outubro despi-me das pessoas e Contei-lhes uma mentira: “está tudo bem”. Testei as fases da água em meus olhos. Deixei a tristeza passar do abstrato para o estado líquido, a saudade se converteu em lágrimas. Autoria: Cláudia Valéria/ Kakal (@claudia.valeria.kakal)
Cláudia Valéria Alves dos Santos
No pensador.ai desde