Frase de Eliette Ribeiro
O Eco da Ausência Eu carrego o peso das palavras que engoli, Um silêncio denso que escolhi. A alma veste um cinza antigo e frouxo, E cada dia é um novo esboço De um sorriso que nunca se completa. A solidão não é a falta de alguém, É o abismo entre o que sinto e o que convém. É a canção baixinha que só a parede ouve, Enquanto o ponteiro da vida não se move, Preso em um instante que não tem mais pressa. Eu me perdi no mapa das promessas, E as esperanças viraram meras rezas. Resta o nó na garganta, sem desfecho, Apenas o vazio morando em meu peito, E a espera por um dia que cesse.
No pensador.ai desde