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Frase de Eliette Ribeiro

Os olhos brilham, mas o coração chora Ninguém percebe o peso deste meu sorriso, A capa que disfarça a chaga que não sara, E a multidão em volta, cega, não repara. Que o peito se consome num total desvio. Meu olho ganha um brilho que parece astral, Mas não é a faísca viva de contentamento, É só o reflexo úmido, o lento movimento. Da lágrima que esconde o seu destino fatal. O coração afoga-se no pranto que não verte, É água represada que não encontra a foz, Morrendo em segredo, sem que a alma alerte. E o brilho, essa miragem que no olhar se insere, É a luz da própria dor gritando em meio a nós, A prova de que a alma sofre, mas resiste.

Eliette Ribeiro

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Fonte e informações de autoria

Pensador.com

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Alicerce e Sangue ​Há um laço que não se explica em palavras, Que nasce no silêncio do ventre e ecoa na alma,
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Alicerce e Sangue ​Há um laço que não se explica em palavras, Que nasce no silêncio do ventre e ecoa na alma, Uma força antiga, feita de renúncia e entrega, Que sustenta o meu mundo e me traz a calma. ​Teu amor não é apenas porto, é a própria corrente, É o sangue que corre, a memória que fica. Em cada gesto teu, sinto a vida presente, Nessa entrega constante que me sacrifica e me edifica. ​Mãe, você é a raiz que mergulha no fundo da terra Para que eu possa tocar as estrelas e o céu. É a paz absoluta no meio da guerra, O rosto do sagrado sob o mais humano véu. ​Se hoje sou luz, é porque você foi o farol, Se hoje caminho, é porque você me ensinou o chão. Teu nome é o meu mantra, meu norte, meu sol, Gravado pra sempre no centro do meu coração.

Você é a estrutura que sustenta os meus sonhos, A voz que incentiva quando o cansaço chega. Nos dias nublados ou nos dias risonhos,
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Você é a estrutura que sustenta os meus sonhos, A voz que incentiva quando o cansaço chega. Nos dias nublados ou nos dias risonhos, Seu amor é a entrega que nunca se nega. ​Mais que mãe, você é inspiração e coragem, A mão que me molda e o coração que me aquece. Sigo seus passos por toda a viagem, Honrando a história que você merece.

Ainda Há Cacos Espalhados ​Eu ando em pontas, lento e distraído, Pois sei que a dor não foi de todo embora.
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Ainda Há Cacos Espalhados ​Eu ando em pontas, lento e distraído, Pois sei que a dor não foi de todo embora. A ferida fechou, mas o chão, o meu chão querido, Guarda o que foi quebrado, mesmo que lá fora O mundo ache que o tempo já cumpriu o seu castigo. ​Ainda há cacos espalhados no tapete, Fragmentos de um espelho que não soube mentir. Eu tento varrer, juntar no meu colete, Mas há estilhaços que insistem em luzir, Lembrando-me de cada passo que se repete. ​A mão que tateia a escuridão é a mesma Que um dia segurava o vaso inteiro. Agora ela recolhe a dor, essa gema Transparente e cortante, sem um paradeiro Certo, apenas o peso de uma descrença extrema. ​É preciso ter cuidado ao recomeçar, Pois a pressa faz o pé sangrar de novo. A cura não é um instante, é um lugar Onde aprendemos a coexistir com o povo De fantasmas que a memória teima em guardar. ​E eu respiro fundo, sabendo que amanhã O Sol vai nascer sobre os pedaços que restaram. Não para uni-los, mas para que a manhã Me encontre a caminhar, mesmo que me custaram O peso e a prova de que nada é mais de lã.

O Eco da Ausência ​Eu carrego o peso das palavras que engoli,
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O Eco da Ausência ​Eu carrego o peso das palavras que engoli, Um silêncio denso que escolhi. A alma veste um cinza antigo e frouxo, E cada dia é um novo esboço De um sorriso que nunca se completa. ​A solidão não é a falta de alguém, É o abismo entre o que sinto e o que convém. É a canção baixinha que só a parede ouve, Enquanto o ponteiro da vida não se move, Preso em um instante que não tem mais pressa. ​Eu me perdi no mapa das promessas, E as esperanças viraram meras rezas. Resta o nó na garganta, sem desfecho, Apenas o vazio morando em meu peito, E a espera por um dia que cesse.