Frase de Eliette Ribeiro
Os olhos brilham, mas o coração chora Ninguém percebe o peso deste meu sorriso, A capa que disfarça a chaga que não sara, E a multidão em volta, cega, não repara. Que o peito se consome num total desvio. Meu olho ganha um brilho que parece astral, Mas não é a faísca viva de contentamento, É só o reflexo úmido, o lento movimento. Da lágrima que esconde o seu destino fatal. O coração afoga-se no pranto que não verte, É água represada que não encontra a foz, Morrendo em segredo, sem que a alma alerte. E o brilho, essa miragem que no olhar se insere, É a luz da própria dor gritando em meio a nós, A prova de que a alma sofre, mas resiste.
No pensador.ai desde