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Frase de Fabiana Rezende

Silêncio que Respeita Eu não gritei, não traí, não escondi meu coração atrás de portas fechadas. Eu só pedi confiança. Mas às vezes quem já carrega medo escuta culpa até no que é verdade. Eu me expliquei como quem estende as mãos vazias, mostrando: “Olha, não tem nada aqui além de sentimento.” E mesmo assim fui julgada como se amar fosse crime e transparência, suspeita. Então hoje eu escolho o silêncio. Não o silêncio de quem desiste, mas o de quem se respeita. Porque amor não é tribunal. Não é interrogatório. Não é sentença dada no calor do ciúme. Se ele quiser ficar, que venha com calma. Que venha com maturidade. Que venha com confiança. E se não vier… que o meu coração aprenda que não se perde quem nunca soube confiar. Eu não sou erro. Eu não sou ameaça. Eu não sou culpa. Eu sou alguém que só queria ser acreditada. 🤍

Fabiana Rezende

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Fonte e informações de autoria

Pensador.com

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“Eu não esperava sentir algo assim, mas tem alguém que me faz baixar as defesas e descansar o coração.”
Desde criança eu carregava um mapa que ninguém via uma casa aberta no meio do mundo,
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Desde criança eu carregava um mapa que ninguém via uma casa aberta no meio do mundo, gente chegando cansada e saindo com um pouco mais de vida. Enquanto os outros sonhavam viagens, eu sonhava abrigo. Sonhava mãos dadas, cadeiras puxadas pra perto, um lugar onde ninguém fosse peso. O tempo passou e disseram que crescer era esquecer essas ideias grandes. Mas meu peito nunca aprendeu a ser pequeno. E então a vida colocou pessoas no caminho que acenderam o desenho antigo. Não como salvação, mas como espelho: “olha, isso ainda mora em você.” Conhecer alguém não criou o sonho só deu nome à coragem de tirá-lo da gaveta. Meu instituto não é prédio, é promessa. É a criança que fui estendendo a mão pra adulta que sou e dizendo: “a gente ainda pode.” Quero construir um lugar onde a dor não seja vergonha, onde intensidade seja força, onde gente quebrada descubra que ainda é casa. Se um dia isso existir não será milagre. Será soma: de quedas, de encontros, de amor que não coube em mim e precisou virar mundo.

Nunca fui casa fui sempre estrada. Gente passa, pisa, promete voltar,
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Nunca fui casa fui sempre estrada. Gente passa, pisa, promete voltar, mas nunca fica. Carrego oceanos no peito e sirvo em copos pequenos. Assusto. Transbordo. Sou chamada de demais por quem oferece de menos. Amo como quem incendeia e depois treme no frio das cinzas. Dou tudo antes de pedirem, fico vazia antes de perceber. Nunca fui amada ou talvez fui, mas em volumes que não alcançam a altura do meu grito silencioso. Tenho fome de um sonho que respira atrás do vidro. Eu encosto a testa, vejo a vida lá dentro, luz acesa, música tocando, e eu do lado de fora aprendendo a sorrir para a vitrine. Viver dói porque eu sei o gosto do que ainda não vivi. Morrer assusta menos do que continuar esperando o milagre de ser escolhida sem precisar me diminuir. Sou exagero, sou febre, sou amor sem manual. E talvez o erro nunca tenha sido ser intensa mas ter tentado caber em corações com medo de incêndio.