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Frase de Marco Antonio Ribeiro Coura

NINHO VAZIO Dois bonitos passarinhos Que voavam por aí Um dia se encontraram E logo se apaixonaram Construíram um belo ninho Simples, mas aconchegante Então vieram os filhotinhos Felizes e esfuziantes A família aumentou E a trabalheira também… Ter comida e segurança Não é fácil pra ninguém O casal de passarinhos Com integral dedicação Transmitiu aos seus filhinhos Respeito e educação E assim, dia após dia, Numa luta sem parar Os pequenos filhotinhos Aprenderam a voar Mas em uma tarde voaram E já não voltaram mais… Foram construir seus ninhos Seguindo os próprios caminhos Como um dia, lá atrás, Também o fizeram seus pais Então, assim de repente O ninho aconchegante Que era tão quente e seguro Ficou triste, escuro e frio Tornou-se um ninho vazio E o casal de passarinhos Lá na varanda do ninho Hoje fica a murmurar Esperando que numa tarde Os filhotes reapareçam... E que voltem pra ficar.

Marco Antonio Ribeiro Coura

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Pensador.com

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(In)sanidade Alguns dizem que sou são… Outros dizem que sou louco… Todos eles têm razão: Sou de cada um, um pouco.

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RIO Tal como um constante rio Ora calmo, ora bravio Eu vou seguindo o meu curso... Meu destino é alcançar Em algum momento e lugar A imensidão do lindo mar No caminho há remansos E momentos de harmonia Mas também há cachoeiras, Rochedos e ribanceiras. Muitos são os desafios Que eu tenho enfrentado... E tantos são os problemas Que eu tenho contornado. Mas há também as alegrias Que inundam meus belos dias E vou seguindo, sem parar Quer apressado ou devagar Como um constante rio Em busca do lindo mar.

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Navegando até o céu Construí meu próprio barco É um barquinho de papel… Como ele é bonito! Basta eu fechar os olhos Que ele cruza o infinito E navega até o céu. Então te entrega o meu beijo E me traz o teu abraço… E rema por este rumo Com tanta intensidade… O meu barquinho tem nome, Eu o chamo de SAUDADE.

CAMARIM E quando o palhaço entrava No centro do picadeiro
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CAMARIM E quando o palhaço entrava No centro do picadeiro A plateia delirava... Todo o público aplaudia, A criançada gritava, Era muita euforia! Ele era, afinal, Um artista fenomenal Ninguém mais e ninguém menos Que o Palhaço Alegria, Com todo o seu talento, Com toda a sua magia. Ao ver tamanha energia Que do circo emergia O Palhaço Alegria Alegre também se via. A tristeza em seu peito, Esta era apenas sua, Guardava-a muito bem, Não contava pra ninguém. E após aplausos sem fim Lá atrás, no camarim, O palhaço meditava: “Sei que a arte imita a vida... Mas que bom também seria, No tocante à minha parte, Se ao menos algum dia A vida imitasse a arte”.